"Tomar banho! Chega de apanhar". Isso foi o que disse o futuro presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Ademar Traiano (PSD), na porta do elevador e após ser eleito. O deputado estadual partiu para o ataque e disse que jamais assinou contrato com empresa de comunicação para ser gestora da TV Assembleia. Isso mesmo ele tendo celebrado acordo de não persecução criminal (NPC) com o Ministério Público do Paraná.
“Prevalece a vontade da maioria e nós precisamos entender o jogo. Estou aqui há 34 anos e sei compreender o processo dentro da Casa. Mas o fundamental é não construir inimigos. Eu agradeço a todos pela confiança e dizer até para aqueles que não votaram em mim que eu serei um magistrado aqui. Todos que se candidataram terão projetos pautados. Apesar de muitas vezes ser acusado sem ampla defesa. Fui para o meu canto, sou couro duro, sei absorver as pancadas. Eu sei e conheço a vida de todos e jamais usarei a minha força para agredir, ofender ou denunciar um deputado, mandou recado Traiano.
Para ser eleito, Ademar Traiano contou com todos os votos de seu partido – PSD , obtendo oito adesões. Renato Freitas (PT) conquistou dois votos, Marcio Pacheco (PP) e Luís Fernando Guerra (União Brasil) obtiveram um voto cada. Para a vice-presidência da CCJ foi eleito o deputado Repórter Cobra (PSD).
A candidatura de Traiano foi muito questionada, principalmente tendo vista as denúncias de irregularidades com relação ao aceite de propina para renovar contratos. Neste ponto, Traiano disse que as denúncias eram mentirosas.
“Não renovei contrato com nenhuma empresa. Agora posso falar. Que fique claro que nunca renovei contrato com qualquer televisão nesta Casa”, expôs o deputado, acrescentando que a votação não teve interferência do Palácio Iguaçu, embora todos os deputados do seu partido fecharam acordo para elegê-lo.
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*Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

