No próximo dia 19 de dezembro acontece a diplomação dos vereadores eleitos de Curitiba. E a professora Josete não estará lá. Nesta eleição, ela decidiu pendurar "as chuteiras", se aposentando do Legislativo Municipal. Josete encerra uma trajetória de cinco mandatos e muita luta em defesa do serviço público, da educação e da população mais pobre. Josete deixa a Câmara, mas não a vida pública.
Uma feijoada marcou o encerramento desta etapa e o começo de um novo momento. Na confraternização, um documentário foi exibido mostrando as duas décadas como vereadora.
Uma das atuações mais marcantes foi o enfrentamento contra a dinastia de Derosso, que presidia a CMC. A descoberta de corrupção culminou no impeachment.
A perseguição a Dilma é outra história de resistência e luta. Ainda mais quando muitos abandonaram o barco.
"Fiquei na hora difícil. Eu me frustrei com os companheiros que abandonaram o PT. Mas a sociedade deu a resposta, não elegendo eles", comenta no documentário.
A luta contra o pacotaço, em 2017, foi um dos momentos mais difíceis. Ela lutou no parlamento e nas ruas, principalmente contra a violência que era utilizada contra os servidores públicos.
Josete enfrentou muitas adversidades. Mais recentemente o crescimento da extrema direita, principalmente após a prisão do ex-presidente Lula, em Curitiba. "Eu estava sozinha, na Câmara, defendendo Lula. Era uma voz de resistência, assim como da Vigília Lula Livre.
O que será da Professora Josete a partir de 2025? Ela manterá a sua grande marca por todos esses anos: "Ser coerente".
E com essa coerência, seguirá a luta pelos movimentos sociais, progressistas e sindicais.
Josete é eleita suplente de deputada estadual. "Vou continuar atuando, mas em espaços diferentes", despista.
Leia outros artigos de Manoel Ramires em sua coluna no Brasil de Fato PR.
*Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

