“É nós contra Sergio Moro no segundo turno”. É assim que parte da esquerda paranaense enxerga a possível indicação de Guto Silva (PSD), secretário estadual de Cidades do Paraná, para concorrer ao governo do estado nas eleições de 2026. O nome de Guto tem circulado com mais força nos bastidores da política, inclusive com anúncios extra oficiais aos prefeitos. Por outro lado, pesquisas têm apontado que Guto é o nome mais frágil eleitoralmente para enfrentar Sergio Moro (União). Vantagem para Requião Filho (PDT).
Fontes do Palácio Iguaçu confirmam que Ratinho Junior já escolheu seu “poste iluminado” para 2026. O poste, Gusto Silva candidato; o iluminado, Rafael Greca de vice-candidato. A dúvida é se essa dupla será capaz de iluminar todo o Paraná ou sofrerá ‘apagão eleitoral’.
Principalmente porque as pesquisas mostram que Guto não decola contra Sergio Moro e Requião Filho. No último levantamento pela pesquisa da Futura/Apex, Guto estaciona em 5,2%, ficando em quarto lugar.
A escolha de Guto por Ratinho Junior é vista como ‘soberba e protecionista’. Bem avaliado, o governador estaria acreditando que pode indicar um ‘poste tardiamente’ que mesmo assim elege o seu sucessor. No entanto, em Curitiba, o formato quase levou à derrota eleitoral do atual prefeito Eduardo Pimentel (PSD), que precisou dos votos da esquerda para derrotar a bolsonarista e apoiadora de Sergio Moro, Cristina Graeml.
Protecionista porque teme perder o controle do estado. Essa é a visão do deputado Requião Filho, principal beneficiado pela indicação de Guto, que aparece em segundo nas pesquisas com o triplo de intenções do secretário de cidades.
“A indicação do Guto, pelo Ratinho Junior, é uma tentativa de manter no poder e em cargos-chave o grupo atual, para que possam continuar fazendo o que têm feito aqui no Paraná. Qualquer outra indicação dos possíveis candidatos do lado de lá seria a troca desses cargos, e a família Ratinho Massa não quer abrir mão. Por isso insistem no Guto”, me contou o deputado.

