Marajuara Azambuja

Servidora Pública Estadual, Agente Educacional, Bacharel em Ciências Sociais, Mestre em Relações Internacionais, Secretária geral da Associação Cultural José Martí – RS 

Os avanços nas pesquisas cubanas

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Os EUA têm indicadores de saúde piores que Cuba, sendo que esta investe até vinte vezes menos no setor | Crédito: Latuff

Quando a vida das pessoas vai ser mais importante que o mercado farmacêutico mundial?

Cuba fez avanços impressionantes em pesquisa e desenvolvimento na área médica, particularmente no desenvolvimento de vacinas contra doenças graves.

Nos últimos tempos, foram criadas em Cuba quatro vacinas ou inoculações contra diferentes tipos de câncer. Essa é sem dúvida uma notícia importante para humanidade. A Organização Mundial da Saúde afirma que a cada ano cerca de oito milhões de pessoas morrem da doença.

No entanto, o bloqueio midiático contra Cuba fez a grande mídia internacional ignorar totalmente a notícia.

Em 2019, a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão avançado do mundo, foi patenteada, chamada de Cimavax-EGF. A segunda já foi anunciada e chama Racotumomab.

Testes clínicos em 86 países mostram que essas vacinas, embora não curem, conseguem reduzir os tumores e permitir um estágio estável da doença, aumentando assim a esperança e a qualidade de vida.

Cuba desenvolveu vários remédios homeopáticos para o câncer, como o Vidatox, feito com o veneno do escorpião azul. Cuba exporta esses medicamentos para mais de 26 países e participa de empreendimentos conjuntos com a China, o Canadá e a Espanha.

Tudo isso vai contra o estereótipo imposto que reforça o silêncio da mídia sobre os avanços alcançados pela ilha rebelde e outros países do Sul, de que a pesquisa médica de vanguarda ocorre apenas em países desenvolvidos.

Sem dúvida, o Estado cubano obtém benefício econômico com a venda internacional desses produtos farmacêuticos. No entanto, a filosofia de pesquisa e comercialização é diretamente oposto às práticas comerciais da grande indústria farmacêutica.

Os EUA têm indicadores de saúde piores que Cuba, sendo que esta investe até vinte vezes menos no setor. A razão disso é a ausência, no modelo cubano, de pressões comerciais e de incentivos por parte das empresas farmacêuticas, e uma estratégia bem-sucedida de educação da população sobre a saúde preventiva.

A indústria farmacêutica cubana quase não destina orçamento à publicidade. No caso das grandes empresas farmacêuticas mundiais, os gastos com publicidade são maiores que os investimentos em pesquisa.

Finalmente, Cuba promove a produção de medicamentos genéricos. Eles são disponibilizados em outros países pobres e para a Organização Mundial de Saúde – OMS a preços muito mais baixos do que são oferecidos pela indústria farmacêutica mundial.

O bloqueio criminoso do governo estadunidense contra Cuba impõe grandes obstáculos à comercialização dos produtos farmacêuticos cubanos, mas também prejudica diretamente a população estadunidense. Por exemplo, 80 mil diabéticos nos EUA que amputam membros a cada ano não têm acesso a à vacina cubana Heperprot P, que poderia evitar as amputações.

A pergunta que fica é: quando a vida das pessoas vai ser mais importante que o mercado farmacêutico mundial?

Contra o injusto e criminoso bloqueio contra Cuba é importante e essencial apoiar a indicação do Prêmio Nobel da Paz 2021 as Brigadas Médicas “Henry Reeve”, reconhecendo sua cooperação e solidariedade aos povos que mais necessitam. Apoie essa ideia e assine a petição www.brigadasmedcuba.com

Editado por: Katia Marko

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