Milton Alves

Ativista político e social. Autor dos livros ‘A Política Além da Notícia e a Guerra Declarada contra Lula e o PT’ (2019) e ‘A Saída é pela Esquerda’ (2020).

Mundial da FIFA no Catar: reinado de sangue, de terror

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Tite anunciou a lista de jogadores convocados para a disputa da Copa do Mundo no Catar | Crédito: Lucas Figueiredo / CBF

Protestos foram programados em diversos países denunciando os crimes do regime de terror do Catar

Milhares de operários mortos durante as obras da copa – ao menos 6.500, comprovados, a maioria de origem asiática; repressão sistemática aos jornalistas, militantes e ativistas dos direitos humanos; a discriminação e perseguição odiosa às mulheres e população LGBT; proibição e censura de ideias, valores democráticos e dos novos direitos civis; proibição da atividade sindical, do direito de greve e condições brutalizadas de trabalho. Bem-vindo ao Catar!

Um pequeno e rico emirado governado pela Casa de Thani, desde meados do século 19, com mão de ferro e preconceitos obscurantistas, um estado medieval e brutalmente autocrático. Não é preciso maiores explicações para entender a escolha da FIFA (uma organização criminosa que regula os negócios gerados pelo futebol), que sempre foi questionada desde o início.

Protestos foram programados em diversos países denunciando os crimes do regime de terror do Catar. Como nas Olimpíadas de 1936, na Alemanha nazista, o reinado absolutista do Catar vai maquiar os aspectos mais repressivos, odiosos, e grotescos do regime. Nos próximos dias, bilhões de pessoas acompanharão as partidas, torcendo pela seleção dos seus países e ídolos. É a face mais visível e glamourosa do espetáculo — da modalidade esportiva mais popular do planeta.

Mas, no Catar, a Copa do Mundo de Futebol já começa marcada pelo sangue e o reinado de terror.

E, mais uma vez, fica a pergunta: Copa pra quem?

Editado por: Pedro Carrano
Grupos de Trabalho da APUFPR

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