Capital da Tormenta – Por Arthur Guimarães.

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Muro desaba no mercado central de João Pessoa/PB | Crédito: Foto Divulgação

Mas um dia findará esse desdém. E o fraco enfrentará quem lhe oprime!

CAPITAL DA TORMENTA
         

(versos dedicados à população pessoense)

João Pessoa, onde o Sol tem apogeu,
E da América, as praias mais orientais,
Se desespera com plúmbeas nuvens tropicais
Se transformando na cidade da tormenta.

Quando o céu no horizonte se acinzenta
E o pessoense desperta para o seu dia
Já se prepara para horas de agonia
Que a urbe chuvosa experimenta.

O pobre pelas ruas se apresenta
Entre lama, esgoto e excremento.
Já o rico, em seu nobre apartamento,
Nem imagina as vielas em desordem.

O prefeito nem reage, nem dá ordem.
Faz de conta não saber do acontecido
E o povo segue, firme e esquecido,
A labuta da rotina que o convém.

Mas um dia findará esse desdém
E o fraco enfrentará quem lhe oprime
Uma tempestade de revolta ainda eclode
E a capital desta angustia se redime.

Arthur Guimarães é Sociólogo e Poeta.

Editado por: Maria Franco

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