Impressionante! Trump disse ao presidente da Noruega que, como não ganhou o Nobel da Paz, pode invadir a Groenlândia!
Detalhe: o Nobel não é concedido pelo governo da Noruega, mas por uma comissão independente. Trump age igual aqueles meninos mimados: “não ganhei chocolate, agora vou tocar o terror!”.
O problema é que esse menino mimado comanda um exército poderoso e um arsenal atômico. Outro problema: a mídia, em geral, normaliza o sujeito e suas loucuras de gangster. Mais outro: ele não é muito diferente, na sua total falta de escrúpulos, de outros líderes da extrema direita, inclusive no Brasil. Extrema direita que tem muitos seguidores, devido as vacilações dos progressistas e a máquina ideológica de mentiras da mídia, do fundamentalismo religioso e das redes sociais.
Mais um problema: a intimidação de figuras como Trump funciona, não totalmente, mas em certa medida. Vide a patética auto humilhação de Maria Corina Machado, aquela que ganhou o mais absurdo Nobel da Paz de todos os tempos. Só faltou ajoelhar-se e beijar a mão do presidente americano. E parece que nem assim conseguiu o que queria.
Pessoas como Maria Corina são aquelas que, como disse Rousseau, “consentem alegremente em carregar grilhões para, na primeira oportunidade, coloca-los nos outros”.
E, para nós, o mais sério problema: temos, no Brasil, várias Marias Corinas, como disse um analista. Do ex-presidente preso e sua família, passando por governadores e pela grande mídia que insiste na mentira de um “bolsonarista moderado” para disputar com Lula.
Viralatismo não falta na nossa direita
Para quem se cansou e se estressou com as eleições de 2022, quando escapamos por pouco de uma ditadura, uma notícia: agora em 2026 será igual ou pior.
Vejam o exemplo de Trump nos EUA: se a extrema direita retornar ao poder, o fará com sede de vingança e será mais destrutiva que antes.
Lula está em ligeira vantagem para as eleições presidenciais, mas nada está garantido, especialmente porque os fascistas, daqui e de fora, jogam sujo, e o Brasil é um pais rico e influente, cobiçado pela extrema direita na geopolítica mundial.
Teremos muito trabalho este ano para defender nossa liberdade e dignidade.
Rubens Goyatá Campante é doutor em sociologia pela UFMG e pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (CERBRAS)
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Leia outros artigos do autor em sua coluna no Brasil de Fato MG
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Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal.

