Rubinho Giaquinto

Músico, escritor e militante do coletivo Solidariedade Cidadã.

Crônica | Id, Ego, Super(e)go

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Também parei de tomar enquadro dos “homi”. Ando de cabeça erguida e bem mais tranquilo pelas ruas da quebrada | Crédito: Foto: Pexels.com

Hoje sou outra pessoa. Salvo vidas na igreja

Toca a campainha em minha casa pela manhã.

– Salve, Rubão! Chega aí, irmão! Quero te dar um abraço.

Recebo o abraço.

Antes de o meu amigo ir embora, faço uma pergunta para ele:

– E a vida?

– Tá ótima, meu irmão! Hoje sou outra pessoa. Salvo vidas na igreja. Sou um homem abençoado. Casei. Minha filha tem tudo do “bom e do melhor”. Sem eu fazer “corre errado”. Nasci de novo.

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– Massa! Fico feliz por você!

– Também parei de tomar enquadro dos "homi". Ando de cabeça erguida e bem mais tranquilo pelas ruas da quebrada.

– Deve ser o seu terno, né?

Ele dá risadas…

– Ganhei esse terno de um irmão rico da igreja que chegou da Europa na semana passada. Fui fazer um bico lá para o grã-fino. Ajudar no carregamento de uma mudança. Coisa simples e muito rápida. Era um “casão”. Foi muito tranquilo o trampo. Tinha poucos móveis. Tinha era muito mala. Tinha até um helicóptero. O cara é muito rico. Ele estava com muita pressa. Tinha até uma escolta na mudança.

– Tamo junto sempre!

– A paz do Senhor!

Rubinho Giaquinto é covereador da Coletiva em Belo Horizonte

Este é um artigo de opinião e a visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal

Editado por: Larissa Costa

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