Toca a campainha em minha casa pela manhã.
– Salve, Rubão! Chega aí, irmão! Quero te dar um abraço.
Recebo o abraço.
Antes de o meu amigo ir embora, faço uma pergunta para ele:
– E a vida?
– Tá ótima, meu irmão! Hoje sou outra pessoa. Salvo vidas na igreja. Sou um homem abençoado. Casei. Minha filha tem tudo do “bom e do melhor”. Sem eu fazer “corre errado”. Nasci de novo.
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– Massa! Fico feliz por você!
– Também parei de tomar enquadro dos "homi". Ando de cabeça erguida e bem mais tranquilo pelas ruas da quebrada.
– Deve ser o seu terno, né?
Ele dá risadas…
– Ganhei esse terno de um irmão rico da igreja que chegou da Europa na semana passada. Fui fazer um bico lá para o grã-fino. Ajudar no carregamento de uma mudança. Coisa simples e muito rápida. Era um “casão”. Foi muito tranquilo o trampo. Tinha poucos móveis. Tinha era muito mala. Tinha até um helicóptero. O cara é muito rico. Ele estava com muita pressa. Tinha até uma escolta na mudança.
– Tamo junto sempre!
– A paz do Senhor!
Rubinho Giaquinto é covereador da Coletiva em Belo Horizonte
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Este é um artigo de opinião e a visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal

