Terlúcia Silva* e Durvalina Rodrigues**

*Mestra em Ciências Jurídicas e Graduada em Serviço Social. Integra a Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na Paraíba e o Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-Brasileiros e Indígenas/NEABI-UFPB.

**Mestranda em Antropologia, Graduada em Psicologia e Integrante da Abayomi – Coletiva de Mulheres Negras na Paraíba e o Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-Brasileiros e Indígenas/NEABI-UFPB.

A conquista do voto feminino não incluiu as mulheres negras nas eleições

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Divulgação | Crédito: Card: Reprodução

ARTIGO

Por Thaís Vital / Abayomi – PB

As exigências para o exercício do voto feminino, mesmo sem explicitar, fizeram com que mulheres negras tivessem dificuldades para acessar esse direito, sendo a comprovação de emprego e renda fixa uma das prinicpais exigências. 

O voto era garantido às mulheres: 
– Solteiras com 21 anos, só depois passou para 18 anos, com funções públicas; 
– Casadas, as quais tinham que ter consentimento dos seus maridos. 

Além disso, o voto era proibido para pessoas analfabetas, o que deixava de fora boa parte das mulheres negras que viviam na condição de não alfabetizadas, devido a negligência do Estado com a população negra no pós-abolição. 

Vale lembrar que o voto feminino só se tornou possível 44 anos após a abolição no Brasil. 

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Editado por: Polyanna Gomes

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