Vivemos uma intensa ofensiva da extrema-direita, derrotada nas urnas em 2022. Para desestabilizar a democracia e impedir a consolidação de Lula, essa força adota uma estratégia calculista que ameaça nossa soberania.
O cerne dessa tática é a manipulação da segurança pública. Tentar classificar facções criminosas como “organizações narco-terroristas” não é uma proposta técnica, mas uma manobra política. Seus objetivos são: criar um “inimigo interno” para justificar um estado de exceção nas periferias; buscar legitimação internacional para alinhar nossa política à dos EUA; e praticar um eleitoralismo sangrento, mobilizando o eleitorado pelo medo.
Essa é a fachada para uma prática racista e necropolítica, que faz palanque em cima de corpos negros. Decide quem pode viver e quem deve morrer através de operações policiais de alto letalismo e baixa eficácia, que tratam comunidades como territórios inimigos.
O objetivo final é golpista. Ao destruir a legitimidade institucional e criar um “caos controlado”, a extrema-direita busca internacionalizar o conflito, apelando a um salva-vidas imperialista dos EUA – uma clara traição à soberania, articulada com governadores de estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Contra este projeto de morte e subserviência, é urgente contrapor um projeto soberano. Devemos rejeitar a narrativa falaciosa do “narco-terrorismo” e defender um combate inteligente ao crime, atacando seu coração financeiro.
A aprovação imediata da PEC 18/2025, a PEC da Segurança Pública, é o antídoto. Ela constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), garantindo integração e financiamento estável para políticas que priorizem a inteligência e a prevenção.
A disputa transcende a segurança. É um conflito entre dois projetos de Brasil: um subserviente, violento e neoliberal; e outro, soberano, democrático e de justiça social.
*Este é um artigo de opinião. A visão da autora não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.


