O Dia do(a) Motorista também ocorre em 25 de julho, já ocorrido. O que não nos impede de homenagear e ressaltar esta atividade estratégica de nossas vidas.
A partir da década de 80, as Novas Tecnologias, intensificaram-se, principalmente promovendo a automação em praticamente tudo, e em especial nas indústrias, bancos e outros serviços. Então já se vislumbrava que as comunicações (informações, opiniões, correio eletrônico, postagens) iriam ter grande importância nos meios de produção e na vida das pessoas. Com o advento da IA (Inteligência Artificial) isto intensificou-se ainda mais.
Praticamente tudo viaja em meios digitais, pela internet e outros meios.
Isto resolve parte da nossa vida.
Continuamos precisando do transporte na produção e consumo de alimentos e produtos. Parte dos serviços não podem ser realizados “online”, e continuam dependendo do transporte.
E muito importante: as pessoas precisam deslocar-se para trabalhar, estudar, passear, realizar visitas, cuidar da saúde, fazer compras e tudo mais.
Portanto, o profissional do volante, o motorista de várias categorias, continua e continuará sendo essencial. A sua substituição massiva por veículos autônomos (sem motorista) será muito difícil.
Os motoristas adotaram como padroeiro São Cristóvão, o santo dos viajantes. Diz a lenda que transportava as pessoas na travessia de um rio perigoso, inclusive um menino chamado Jesus Cristo. Ou seja, ele transportava.
A data de 25 de foi oficializada como dia do motorista em 21 de outubro de 1968, pelo Decreto 63.461.
Inicialmente os veículos automotores foram importados e dirigidos por seus donos. O primeiro deles foi um veículo a vapor comprado por Francisco Antonio Pereira Rocha, em 1871, de Salvador/Bahia. É considerado o primeiro motorista do Brasil.
A seguir, entre outros, o pai da aviação, Alberto Santos Dumont, em 1891, trouxe da França um veículo com motor à explosão, um Peugeot Type 3.
O primeiro acidente de carro ocorreu em 1897, no Rio de Janeiro, quando o poeta Olavo Bilac dirigia um veículo pertencente a José do Patrocínio, a 4 km/h, colidindo numa árvore. Ninguém se feriu, mas o carro ficou destruído.
A primeira licença para dirigir foi emitida em 1904 ao empresário Menotti Falchi. Por muito tempo estas licenças eram emitidas pelas prefeituras locais, conhecidas como “licença de chauffeur”.
A partir dos anos 1900, nos EUA através de Ford, e na Alemanha, através de Carl Benz, começaram uma ampliação da produção de veículos a combustão, intensificando o uso do petróleo.
Desde então o Brasil já demonstrava-se um mercado promissor. Em 1919, no centro de São Paulo, a Ford inaugurava a primeira montadora de veículos no Brasil, com peças importadas.
A aprendizagem do condição de motorista era informal. Registra-se a criação da primeira autoescola em 1910, em Porto Alegre. A partir de 1930 passaram a existir em maior número.
A idéia de integrar o Brasil através de estradas vem desde 1920, com o Governo Washington Luis, cujo lema era “governar é abrir estadas”. O primeiro trecho asfaltado data de 1928, a BR-040 – Rio-Petrópolis. Em 1946 Juscelino Kubitschek criou o Fundo Rodoviário Nacional, acoplado a um Plano de Metas, intensificando as rodovias pelo País, o que propiciou a implantação das grandes montadoras de veículos no País, bem como orientou o desenvolvimento nacional com forte participação dos veículos de carga. E obviamente com a participação dos motoristas. Se o modelo de desenvolvimento fosse outro, a participação de trabalhadores seria igualmente essencial, seja como motoristas ou outros condutores como maquinistas ou operadores de trens e capitães ou comandantes de barcos e navios.
Em setembro de 1966, com a Lei 5.108 foi instituído o Código Nacional de Trânsito, que padronizou e unificou o sistema. As licenças passaram a ser emitidas pelos Detrans; mais tarde evoluiriam para a CNH – Carteira Nacional de Habilitação.
Em 1997, a legislação teve uma atualização através da Lei 9.503, instituindo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), incluindo normas de conduta, sistema de pontuação na CNH em função das penalidades das infrações.
Os veículos elétricos iniciaram no Brasil em 2012
Nossas atividades e modos de vida provocaram o sobreaquecimento planetário, gerando eventos climáticos com os quais não podemos conviver. A nível mundial, os principais responsáveis pelo sobreaquecimento são os combustíveis fósseis, em especial o óleo diesel e a gasolina.
A efetiva solução é a substituição dos veículos a combustão por veículos elétricos (ou híbridos transitoriamente), com baterias, ou certamente num futuro próximo movidos a células de hidrogênio, especialmente em trajetos longos e cargas pesadas.
Será uma grande melhoria também para os motoristas, com veículos mais fáceis de dirigir, praticamente sem poluição e custos de recarga (reabastecimento) e manutenção menores.
Somente em 2012 foi criada a “Lei do Motorista”, através da Lei 12.619, que regulamentou a profissão de motorista de cargas e de passageiros. Estabeleceu condições de trabalho que foram flexibilizadas em 2015, através da Lei 13.103. Entre outros aspectos relevantes estabelece que a jornada de trabalho é de 8 horas diárias, com possibilidade de 2 horas extras ou 4 horas em acordo coletivo. Para motoristas de carga, a cada 5 horas e meia de trabalho, deve haver 30 minutos de descanso; para motoristas de ônibus, a cada 4 horas de trabalho. Os motoristas de trajetos longos necessitam ter locais adequados de pernoite.
Os motociclistas são equiparados a motoristas, com a legislação dispensando-lhes cuidados especiais de segurança.
Atualmente o Brasil registra 123,9 milhões de veículos, entre os quais temos aproximadamente 80 milhões de automóveis e utilitários, 35 milhões de motocicletas e 3 milhões de caminhões e ônibus.
A ampla maioria destes veículos é conduzida por motoristas amadores (CNHs A e B), para fins particulares, a quem compete dirigir com toda a responsabilidade, buscando a civilidade no trânsito. Motorista profissional é o que exerce atividade remunerada.

Aproximadamente meio milhão de motociclistas atuam como entregadores.
O país possui 4,4 milhão de motoristas de carga (CNHs C e E), sendo 6,5% de mulheres. Motoristas de ônibus (CNH D) somam meio milhão, com 5% de mulheres.
A flexibilização e renovação da CNH, reduzindo preço e necessidade de aulas de autoescola, ocorrida a partir de dezembro de 2025, contribuiu para reduzir a falta de motoristas de carga e de ônibus e de suas condições para o trabalho.
A categoria de motoristas de taxi soma 250 mil, sendo 10% de mulheres.
A categoria de motoristas de transporte de aplicativos é de 1,7 milhão, também com aproximadamente 10% de mulheres.
O Programa Move Brasil, lançado recentemente pelo Governo Federal e em vigência até 15 de setembro de 2026, permite aos taxistas e motoristas de aplicativos renovar seus veículos de forma financiada e subsidiada, por veículos sustentáveis (Flex, híbridos ou elétricos).
Esta gente toda roda o Brasil, nos alcança comida e produtos e serviços de toda ordem. Sem o seu trabalho o Brasil pára.
Traz comida quentinha, remédios e compras às nossas casas.
Leva-nos ao trabalho, na escola, ao médico, dentista, serviços de saúde, fazer compras, namorar e passear.
Alguém ainda dúvida de que todos(as) dependemos dos(as) motoristas?
Longa e justa vida a todos(as) as motoristas!
*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil de Fato.

