Marcas da Lama

Um ano de resistência na Bacia do Rio Doce

Lucas Bois

Era uma quinta-feira, 5 de novembro, o dia que ficou marcado como o início da maior catástrofe socioambiental da história do Brasil. Do rompimento da barragem de Fundão – no município mineiro de Mariana –, percorrendo toda a Bacia do Rio Doce, até desembocar no mar do litoral capixaba, foram levados com a enxurrada de lama povoados, vidas, memórias e bens de milhares de pessoas.

Ao todo, 19 trabalhadores e moradores morreram, além de impactos nos ecossistemas e prejuízos na economia de dezenas de municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. Pertencente à mineradora Samarco – controlada pela BHP Billiton e pela Vale S.A. –, a barragem despejou cerca de 55 milhões de m³ de lama.

Um ano após a tragédia, a reportagem do Brasil de Fato percorreu diversas cidades atingidas para resgatar as histórias e consequências do desastre socioambiental.

O especial "Marcas da Lama: um ano de resistência na Bacia do Rio Doce" narra a rotina e vida de diversos atingidos ao longo da Bacia do Rio do Doce; aborda o modelo de mineração no país e sua relação com as multinacionais e o Estado; por fim, trata da luta dos atingidos e atingidas em busca de seus direitos.

De segunda-feira (31) até o próximo sábado (5), quando se completa um ano da tragédia, uma reportagem multimídia é lançada por dia. Acompanhe os relatos, números e análises deste especial no site do Brasil de Fato e em nossas redes sociais.

Reportagem: Simone Freire, José Eduardo Bernardes e Guilherme Weimann
Edição: Vivian Fernandes
Vídeo e foto: José Eduardo Bernardes, Guilherme Weimann e Thiago Hersan
Edição de vídeo: Marcelo Cruz
Design e edição de foto: Wilcker Morais
Coordenação de arte: José Bruno Lima
Desenvolvimento: Giuliana Marquesi, Michael Feitosa, Nicholas Pereira, Ricardo Retamal, Thiago Hersan e Wandecleya Martins
Apoio: Nadine Nascimento, Júlia Dolce, Norma Odara, Rute Pina e Rafael Tatemoto
Coordenação de jornalismo: Simone Freire
Agradecimentos: Regiane, Jonatan, Fabiana, Ellen, Camila, Thiago, Diane, Valcileno, Binho, Débora, Maria Julia, além do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)