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Aplicativo tema do Programa Bem Viver insere 53 comunidades tradicionais no mapa

Edição aborda ainda aniversário de Frida Kahlo e reconhecimento da música brega como patrimônio cultural

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária  reconheceu  seis terras de comunidades quilombolas em quatro estados: Bahia, Pará, Para
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária reconheceu seis terras de comunidades quilombolas em quatro estados: Bahia, Pará, Para | Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Rede Cerrado, que congrega organizações sociais pela defesa do bioma, lançou um aplicativo para mapear e reconhecer comunidades tradicionais brasileiras que antes ficavam invisíveis e eram excluídas da formulação de políticas públicas, entre elas a campanha de vacinação contra Covid-19. Pelo menos 2 mil “comunidades invisíveis” estão em processo de mapeamento na plataforma, que foi tema da edição de hoje (6) do Programa Bem Viver.

O app Tô no Mapa, desenvolvido em parceria com as organizações não-governamentais Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), é gratuito e funciona de forma offline, já que muitas comunidades não possuem acesso irrestrito à internet. A ideia é que as próprias comunidades façam seu auto-mapeamento, em um processo que exige o envio de alguns documentos, como uma ata de reunião com a concordância dos membros, para garantir que a decisão é de fato comunitária.

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“A gente tem um vazio de informações sobre povos tradicionais, eles simplesmente não aparecem. Começamos a fazer trabalho para mostrar que tem várias comunidades no cerrado e que estão sendo invisibilizadas”, diz a secretária da Rede Cerrado, Kátia Favila. “Entendemos que o processo de mapeamento é um ato político. É importante que as comunidades façam isso a partir de discussões internas.”

A rede lançou um primeiro relatório sobre as ações de mapeamento no aplicativo, que compreende o período de novembro de 2020 a maio de 2021. Foram enviados 155 cadastros de mapeamento, de 22 estados e do Distrito Federal. Deles, 53 foram considerados válidos.

“São 53 comunidades, que compreendem 290 mil hectares e 5 mil famílias. É a primeira vez que essas comunidades aparecem no mapa e isso é de uma força política inacreditável”, diz a secretária. “Na pandemia tivemos grupos priorizados na imunização e a falta de conhecimento do Estado brasileiro sobre essas comunidades fez com que elas não fossem vacinadas e adoecessem, isso em lugares remotos, com impossibilidade de assistência médica imediata. Muitos morreram, o que significa também uma perda de história.”

Olfato e Covid-19

Entre os sintomas da Covid-19 um dos mais marcantes é a perda de olfato, que inclusive ajuda a diferenciar se a infecção é pelo novo coronavírus ou se é outro tipo de gripe. O que vem preocupando cientistas, afinal, é descobrir o quanto esse sintoma pode persistir no paciente, mesmo depois de curado.

Por ser uma doença nova, não há como precisar se a perda de olfato é uma sequela ou apenas um processo de recuperação mais demorado. Na média, 86% dos pacientes de Covid-19 tiveram disfunção olfatória.

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Enquanto a ciência se esforça pra descobrir essa resposta e tantas outras relacionadas à Covid-19, profissionais da saúde têm tentado responder outra pergunta: quais são os impactos para saúde das pessoas que perderam o olfato?

“O sistema olfatório é relacionado com o reconhecimento do sabor. Com capacidade de reconhecer o que comemos e isso é muito importante no dia a dia. Estudos mostram que a disfunção olfatória altera o consumo de alimentos e as atividades sociais que envolvem alimentação”, diz Rosa Vanda, professora do departamento de Nutrição da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, em entrevista à rádio Unesp.

Pesquisas apontam que pessoas sem olfato têm três vezes mais risco de viver uma experiência de risco do que as demais, em especial porque não perceberem cheiros que disparam alertas, como odor de gás de cozinha, de fumaça ou mesmo de alimentos estragados.

Até o momento, o tratamento envolve práticas de inalar aromas diferentes, associando-os às memórias que a pessoa possuí sobre ele, em uma tentativa de ensinar novamente o cérebro a reconhecer cheiros.

Cidadania para pessoas trans

No final de junho, uma decisão do Supremo Tribunal Federal deve garantir que as plataformas de cadastro para consultas no Sistema Único de Saúde permitam consultas nas especialidades de ginecologia, obstetrícia e urologia, independentemente da identidade de gênero da pessoa atendida.

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Esse entendimento já estava confirmando em uma decisão de 2017 do Conselho Nacional de Justiça, mas na prática não ocorria.

De acordo com a decisão, do ministro Gilmar Mendes, outro documento também deve ser alterado: a declaração de nascido vivo, primeiro registro que identifica o recém-nascido. O documento terá que incluir a categoria “parturiente". O espaço de “pai” e “mãe” serão para os representantes legais, que terão vínculos de paternidade com a criança.

Segundo a decisão do ministro, o objetivo é reunir dados para a formulação de políticas públicas de acordo com o gênero com o qual os pais da criança se identificam.

Frida Kahlo

Em 6 de julho de 1907 nascia, no México, Frida Kahlo, artista plástica que ficaria conhecida pelo talento, mas também pelo pensamento revolucionário, ligado principalmente ao movimento feminista.

Considerada uma revolucionária, ela moldou muito de como o movimento feminista atua até hoje. Por isso, ela marca presença em diversas referências e homenagens durante manifestações no Brasil e no mundo. Para homenagear a artista, o Programa Bem Viver preparou um material especial.

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Música brega

A música Brega, um gênero que divide opiniões, foi reconhecido como o mais novo Patrimônio Imaterial de Recife. Com o título, artistas esperam que o estilo ganhe mais representatividade nas políticas culturais e que seja reconhecido pela sua contribuição artística, como uma produção tipicamente das periferias, que conquistou espaço no país.

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O Brega é um gênero nacional, com força extra em Pernambuco, local de nascimento do cantor Reginaldo Rossi, um símbolo do Brega pelo país. Em qualquer parte, de norte a sul do país, muitas bandas de Brega vem despontando no cenário musical. O movimento de Recife é, então, apenas um passo rumo ao reconhecimento nacional desse estilo musical.


Produção da Rádio Brasil de Fato vai ao ar de segunda a sexta-feira / Brasil de Fato / Bem Viver

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Editado por: Sarah Fernandes

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