Conversa Bem Viver

Corrida de rua une saúde e cuidado, mas cidades ainda não estão preparadas, avaliam atletas

Corredoras avaliam a ascensão do movimento e os desafios das metrópoles brasileiras para se adaptar à prática

No audio source provided.
Mais que um exercício físico, praticantes afirmam que se trata de um ato de saúde
Mais que um exercício físico, praticantes afirmam que se trata de um ato de saúde | Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ganhando cada vez mais adeptos, as corridas de rua têm se tornado um fenômeno em todo o Brasil. Mais que um exercício físico, praticantes afirmam que se trata de um ato de saúde, cuidado individual e até mesmo de construção de vínculos. 

Mas as cidades brasileiras estão preparadas para isso? Ao Conversa Bem Viver, Ana Mourinha, do grupo de corridas Fechados com a Verdade, e Marina Lopes, também corredora, avaliam a ascensão do movimento e os desafios das metrópoles brasileiras para se adaptar à prática da corrida.

O Parque Ibirapuera, por exemplo, é um lugar  totalmente hostil. Você termina o seu treino e tem que ter R$ 35 para comprar uma água de coco. Então, quem pode correr? Quem pode chegar até o Ibirapuera para praticar o esporte?”, questiona Mourinha.

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato – Marina, o que que te estimula na corrida? 

Marina Lopes – Hoje, na verdade, pensar minha vida sem a corrida não faz muito sentido. Isso já faz parte do que eu sou, me molda no que eu sou hoje, para além da corrida. Eu nem lembro muito da minha vida antes de eu ter começado esse movimento de corrida, que entrou na minha vida quando eu vim morar em São Paulo. 

Eu buscava dar uma acalmada nessa vida meio doida que a gente tem aqui, que é uma vida muito corrida, muito estressante. Então, a corrida, para mim, hoje, é um lugar de refúgio. Eu encontro bastante paz nessa vida agitada, nesse mundo meio doido que a gente vive. Quando estou correndo é quando eu organizo os meus pensamentos de uma forma muito única também. 

É o esporte que eu mais amo hoje e, além disso, até por eu ser nova em São Paulo — estou aqui há 4 anos e esse meu movimento da corrida começou nesse momento de vir para cá —, cria as interações também. Eu fiz muitas amizades na corrida, conheci muita gente e acho que, apesar da corrida ser um esporte que é essencialmente individual, tem muita troca. E compartilhar é muito importante. É muita coisa, mas é um sentimento bem único e que faz parte da minha vida hoje.

Ana, além de correr, você também criou um grupo para mobilizar outros corredores. Mas para você, o que é esse ato de correr? 

Ana Mourinha – A minha experiência com corrida já tem um longo prazo. Eu corro já há 12 anos. E a corrida sempre fez parte da minha vida. A corrida moldou muito do meu comportamento, muito do que eu sou. A corrida me traz para um lugar de presença única, ela me organiza. 

Às vezes, na corrida, eu estou fechando 40 abas da minha mente, que está com mil ideias confusas. Eu organizo meu dia, faço reuniões sozinha. A corrida me disciplina muito. Eu acho que é sempre muito além da corrida em si, do ato. É sobre essa presença. Eu também consigo treinar o meu olhar, a minha perspectiva para outras coisas que eu não vejo na correria do dia a dia. Também moro em São Paulo, também sinto a cidade me engolindo o tempo inteiro. 

Então, aquela uma hora que eu dedico ao meu treino, é também um momento no qual eu estou sentindo a minha passada, ouvindo a minha respiração, entendendo, negociando comigo o que é limite, quanto eu vou realizar, em que ritmo eu vou fazer. 

E, a cada desafio que eu consigo cumprir, isso também já me leva para um outro lugar, de muita força para as minhas decisões. Parece uma coisa meio louca, mas sim,  mexe muito, muito além do ato em si da corrida. As coisas que ela mexe no seu comportamento, no meu comportamento. 

É onde vive o individual mais coletivo que existe. Eu também fiz inúmeras amizades na corrida. Criei um grupo de corrida que hoje mobiliza cem pessoas para correr. Mas a corrida é hoje um elemento fundamental na minha vida. Eu corro para me sentir melhor, para me equilibrar.

Como funciona o grupo Fechados com a Verdade, que você organiza em São Paulo? 

Ana Mourinha – O Fechados com a Verdade é a minha paixão. É um grupo de corrida, uma comunidade, que eu tenho há um ano. Essa comunidade cresceu de forma orgânica, horizontal. A inspiração veio desse meu movimento da corrida, em redes sociais, e com diversos amigos dentro dessa comunidade que já se inspiravam no movimento.

Tenho o Fechados com a Verdade com valores e posicionamentos. Eu vivo dentro do universo da corrida. O meu grupo, a minha comunidade, não é sobre performance. A gente está falando de pessoas conectadas  no mesmo interesse, falar de bem-estar, de saúde, saúde integral, de forma ampla

Então, eu realizo a corrida no primeiro domingo do mês, no Museu do Ipiranga, em São Paulo. É um espaço público, lindo, e que tem uma estética também hostil, em que as pessoas, de certa forma, não se sentem convidadas a entrar ou nem sabem que podem acessar aquele lugar. 

Quando eu falo pessoas, estou entrando em camadas, em outros recortes. Vai ficando ainda mais longe de uma realidade de você pertencer e ocupar determinado espaço. Faço isso propositalmente também. Estou falando de uma região descentralizada de São Paulo, o bairro em que eu moro, onde a gente realiza esses encontros mensais. A comunidade hoje tem basicamente cem pessoas, mas cresce de forma horizontal. 

Quem vai, volta com o tio, volta com o filho, volta com o irmão, volta com a avó. É misto, como eu gosto de falar. Vai idoso, gordo, magro. Não é sobre performance, todo mundo se sente pertencente e acolhido, porque a gente separa grupos. 

Eu tenho uma treinadora profissional, a Débora Varela. A gente separa três grupos: um de caminhada, um de trote, um de corrida. Todo mundo consegue participar, todo mundo consegue ter o envolvimento em trocas reais. Eu tenho um movimento que me deixa muito feliz pelo retorno que eu tenho, porque eu estou falando pelo movimento do corpo, da arte, da cultura, do acesso, do pertencer, do conhecimento, de conexões reais.

Tudo isso é movido pela energia do esporte, pela energia da corrida. Você pensar que cem pessoas acordam para vir para o Museu do Ipiranga às 8 horas da manhã para correr, motivadas para correr, é muito incrível. A corrida é só o plano de fundo, está todo mundo ali ligado por essas conexões.

Vivemos um crescimento das corridas no Brasil? Por que as pessoas estão cada vez mais mobilizadas em torno da vida?

Marina Lopes – Eu acho que sim, porque todo mundo hoje tem alguma rede, algum amigo, conhece alguém que corre ou consome algum conteúdo de corrida. Foi muito bom para dar esse start na vida, na minha vida mesmo, dentro da minha realidade, dentro das minhas condições, estar correndo hoje. 

Acho que veio muito do algoritmo, que nos manda vídeos e conteúdo sobre isso. Ao mesmo tempo, eu acho que isso pode travar algumas pessoas. Para algumas pessoas, é difícil entrar na rede. Tem milhares de pessoas que acordam de manhã e correm 20 km, mas o começo não é assim. 

Primeiro, você tem que levantar e começar caminhando, correndo pouquinho, correndo devagar, correndo no seu tempo, nos dias que você pode, com a roupa e com o tênis que você tem. 

Esse boom da corrida nas redes sociais é muito legal. Muito bom ter acontecido todo esse movimento, mas também temos que ficar atentos sobre o quanto isso é acessível para todo mundo, o quanto está incluindo todas as pessoas. E a mesma coisa acontece com grupos de corrida. 

É muito importante a gente ter esses grupos e ocupar lugares onde as pessoas se sentem pertencentes, onde elas vão praticar o esporte, seja na rua, seja em outros lugares. Mas é muito importante também a gente abrir os olhos para essas questões das privatizações dos parques. 

Aqui em São Paulo, hoje, se a gente vai buscar  “um lugar para correr”, um dos primeiros lugares que vem à cabeça das pessoas é o Parque Ibirapuera, que é um parque famoso. Mas é um parque que foi concedido para a iniciativa privada e está extremamente elitizado. Isso desestimula muito a presença das pessoas. 

Enquanto o movimento, o conteúdo nas redes é muito forte, muitas pessoas são desestimuladas a ir nesse espaço, porque não tem transporte público até lá, a linha de metrô mais próxima é 1 km. Então, a gente tem que entender até que ponto é bom essa concessão para melhorias de espaço público para a população ter acesso e o quanto ela está elitizando e desestimulando.

Nossas cidades estão preparadas para esse movimento e para acolher as pessoas que gostam de correr?

Ana Mourinha – Especificamente São Paulo, eu acho que não. A gente pensar hoje no Parque Ibirapuera ou nessa corrida offline, fora desse grande estímulo, porque eu acho que todo mundo também precisa dos estímulos, mas nem todo mundo consegue atender todas essas métricas que são colocadas para você conseguir correr. E a corrida é de fato simples: é o tênis que você tem, a roupa que você tem. 

Quem corre hoje, começou andando. Os 5,1 km que eu corro hoje em 5 minutos, eu já corri em 15. De fato, as cidades não estão preparadas. O Parque Ibirapuera é um lugar  totalmente hostil. Você termina o seu treino, você tem que ter R$ 35 para comprar uma água de coco.

Então, quem pode correr? Quem pode chegar até o Ibirapuera para praticar o esporte? E a gente está falando sobre a dinâmica dentro da cidade. Ou então eu vou até o Minhocão, que tem horários específicos nos quais a gente consegue treinar. 

Tem alguns outros parques, obviamente, dentro de espaços, dentro de bairros que as pessoas conseguem se exercitar, mas a cidade em si não tem esse apelo para a população se inspirar e falar: “vou praticar uma atividade física”. 

Eu acho que os espaços que ainda são públicos talvez não estejam tão preparados ou com a infraestrutura mínima para conseguir receber essas pessoas.

Marina, qual foi o impacto da corrida no seu corpo, na sua rotina?

Marina – Mudou completamente a relação com o corpo. Antes, tinha aquela coisa de parar na frente do espelho, se olhar e só ver mil defeitos no corpo. Hoje, praticando a corrida, isso mudou completamente. Eu sou muito grata pelo corpo que eu tenho e pelo o que ele é capaz de fazer. 

Essa é uma grande mudança na minha vida, a confiança e a coragem que eu adquiri no esporte. Foi um movimento que começou com a minha vinda para São Paulo. Eu vim do interior, e vivi muitas descobertas, muitas coisas novas. Estar aqui, vivendo esse movimento da corrida, tendo coragem de começar, porque também foi um movimento de coragem, conhecer outras pessoas, me ajudou em inúmeras coisas na parte de vida pessoal, relacionamento, carreira, etc. 

Eu espero muito que eu possa envelhecer junto com a corrida. Ela já faz parte de mim e quero que ela siga comigo, porque os benefícios que ela me traz e a virada de chave que foi desde que eu comecei e estar  é nítido. Quem me conhece sabe e fala: “Correu hoje? Vai correr quando?”. Já virou parte do que eu sou.

Mourinha, o que você diria para quem quer começar agora a correr

Ana Mourinha – Comece. Respeite o seu corpo, respeite os seus limites. Quando você pensar em performance, pense em auto-performance, como você vai ser melhor para você a cada dia. E esse melhor não necessariamente é cada dia eu estar correndo mais rápido, mas conseguir cumprir minimamente o que eu propus para mim. 

É uma relação de respeito com o seu corpo, com o seu tempo. Esse tempo limita espaços, limita acessos, limita a sua massagem depois do café da manhã. Não é todo mundo que está te inspirando na rede social que tem a sua vida, que vive aquilo com verdade. Essa vida é plástica, ela não é a sua, não é a minha. Então, se baseie dentro dos seus limites, levante, porque eu acho que o movimento do corpo, a atividade física, salva a gente da gente mesmo. 

É um equilíbrio. A gente falar em atividade física é falar de saúde integral, saúde mental e saúde física, porque, se você está bem com você, você vai estar bem com o seu corpo. O corpo que treina é um corpo e esse corpo tem que estar saudável. Não tem um modelo de corpo que treina. Então, levante e vá fechar na sua verdade, no seu tempo e na sua auto performance. Essa seria a minha dica.

Vocês seguem regras alimentares? Como é vocês se preparam para essas corridas? 

Ana Mourinha – Para o treino, eu tenho uma alimentação bem equilibrada. Meu alimento é basicamente arroz, feijão, proteína, ovo, carboidrato bom. Esse carboidrato bom é uma batata, por exemplo. Eu sou baiana e tenho meu hábito. De manhã, eu como cuscuz, banana da terra, batata doce, ovo, etc. Tem uma dieta equilibrada dentro do possível, dentro da minha realidade. 

Tem uma preparação sim, antes de treinar. Eu não sou uma pessoa super do pré-treino. Não tive boas experiências, mas eu amo bater a minha beterraba com gengibre, com limão, fazer um sucão antes de ir ou o meu café preto. 

Treino tem relação com respeito também com o corpo. É super importante ter um alongamento, uma mobilidade, antes de iniciar o treino, porque você vai estar preparando o seu corpo para o impacto, para correr, que é um esporte intenso. E os meus hábitos alimentares são básicos, dentro de uma dieta do Brasil, de uma população comum, mas muito equilibrada. 

Não sou a pessoa de excesso de doce, de refrigerantes, de comidas mais gordurosas. Acho que tudo é um grande equilíbrio.

Como vocês imaginam o futuro das corridas de rua? 

Ana Mourinha – Eu estou super otimista, pensando que é um movimento que não é uma onda que vai passar, é uma crescente. Eu acho que a nossa geração e as próximas gerações estão cada vez mais preocupadas com a saúde. Recentemente, um amigo fez uma matéria sobre a reforma da orla de Fortaleza e como eles conseguiram estruturar aquela orla pensando em atividade física, pensando em corrida, adequando a cidade para que a população se sinta convidada a utilizar aquele espaço, com saúde. 

Então, eu sou super entusiasta e acredito nisso também. Na minha cidade, Irará, no interior da Bahia, está tendo movimentos enormes de corrida. Tem corrida com softball. Inclusive, eu vou fazer um Fechados com a Verdade lá em maio, vai ser muito bonito. A cidade está totalmente aderente. O último evento de corrida que teve lá, acho que foram mais de 500 pessoas, em uma cidade de 30 mil habitantes. 

Marina Lopes –  Eu também sou de uma cidade do interior, do Rio Grande do Sul. É uma cidade de 15 mil habitantes e eu tenho algumas pessoas nas redes sociais e vejo que lá também está rolando um super movimento de corridas de rua. Acho isso muito bacana. Eu cresci lá e não lembro de um lugar de muita atividade, o pessoal era mais sedentário. Hoje vejo isso mudar. Espero que esse movimento continue, que ele se fortaleça cada vez mais, que a gente ocupe os espaços que são nossos, que são espaços públicos. 

Que a gente ocupe a rua para correr, porque a corrida de rua é da rua. Eu espero estar cada vez mais correndo nas ruas, não só em provas, quando as avenidas e ruas são fechadas, mas que eu possa fazer o trajeto, por exemplo, da minha casa até o Ibirapuera, sem grandes prejuízos. 

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

O programa de rádio Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h, na Rádio Brasil de Fato. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A versão em vídeo é semanal e vai ao ar aos sábados a partir das 13h30 no YouTube do Brasil de Fato e TVs retransmissoras.Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o programa Bem Viver de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para ser incluído na nossa lista de distribuição, entre em contato por meio do formulário

Editado por: Luís Indriunas

|

Newsletter