Conversa Bem Viver

‘Precisamos dar resposta ao tema da segurança, capturado pela direita’, diz Luiz Antônio Simas

Historiador defende maior integração entre Brasil e América Latina para superação da herança colonial

Simas também comenta sobre o seu mais recente lançamento, o livro As Três Estrelas do Céu: Cordel para Cosme e Damião

Historiador, professor, escritor e grande conhecedor da formação social e cultural brasileira, Luiz Antônio Simas alerta para a necessidade de o campo progressista tratar com centralidade o tema da segurança pública. Na avalialção do pesquisador, a recente chacina nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou mais de 120 mortos no Rio de Janeiro, revela uma das marcas do trauma colonial brasileiro: o racismo. 

“Podemos tecer conexões as mais diversas, não só em relação a um passado colonial do Brasil, mas também em relação a certas particularidades da cidade do Rio de Janeiro (…). A polícia militar, por exemplo, foi criada com a perspectiva de fazer a defesa da corte e da propriedade, inclusive para combater rebeliões de escravizados. Na época, os impactos da revolução haitiana eram muito fortes. Então a gente tem, realmente, fundamentos históricos da violência, da exclusão, do genocídio, da alienação de corpos e saberes que não são brancos”, pontua.

Ao mesmo tempo, diante das pesquisas que mostram o apoio da opinião pública à ação coordenada pelo governador Cláudio Castro (PL), ele acredita que a situação deve servir de alerta para a esquerda brasileira, que precisa construir respostas alternativas à violência e à militarização para a questão da segurança nos grandes centros urbanos.

“É um tema necessário, urgente, que afeta o cotidiano das pessoas. Somos uma sociedade fundada em violências profundas, tanto do ponto de vista material como simbólico. A chacina foi um sintoma poderoso dos dilemas brasileiros e, infelizmente, acho que não vai parar. A tendência é de aprofundamento dessas operações, até porque você tem um contexto eleitoreiro e a pauta da segurança pública está sendo capturada por uma direita extremista que quer apresentar como solução a repressão”, avalia, ao Conversa Bem Viver

Simas destaca a importância de o Brasil construir cada vez mais pontos com a América Latina e o Caribe, região com a qual o país possui em comum a herança colonial, mas também o desejo de superar os traumas remanescentes desse período. 

Ele é um dos autores do samba-enredo da escola de samba carioca Paraíso do Tuiuti que, no Carnaval de 2026, desfilará com o tema Lonã Ifá Lukumi, homenagem ao Ifá, um sistema religioso vinculado ao culto aos orixás iorubanos que chega às Américas por meio de Cuba.

“Eu acho muito relevante que a gente construa cada vez mais elos com essa América Latina que é indígena, que é africana. O Caribe tem a experiência do horror que marca a escravidão, como o Brasil também teve. Nós fazemos parte desse Sul global que tem como trauma o período colonial, mas tem também em comum o desejo de superar essa herança terrível, vinculada à desigualdade social e ao racismo. Acho muito bem-vindo o enredo do Tuiuti tecendo essa conexão Cuba-Brasil, que se estabelece no campo da cultura e da religiosidade”, destaca. 

Simas também comenta sobre o seu mais recente lançamento, o livro As Três Estrelas do Céu: Cordel para Cosme e Damião, voltado para o público infanto-juvenil, que trata sobre a cultura popular brasileira e os dilemas do sincretismo religioso no país. 

“A ideia é trazer para a garotada a cultura brasileira, a cultura popular brasileira, a nossa capacidade de festejar, a nossa capacidade de reencantar a vida pela dimensão da festa”, explica.

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato –  Estamos a poucos meses do Carnaval e os preparativos já estão a todo o vapor. Como foi escrever o samba-enredo do Paraíso do Tuiuti, com o tema Lonã Ifá Lukumi?

Luiz Antônio Simas – Eu sou um dos autores do samba-enredo do Paraíso do Tuiuti, que veio com a proposta de contar a história de Ifá, que basicamente é uma religião. O Ifá, na verdade, é um sistema religioso vinculado ao culto aos orixás iorubanos que chega às Américas sobretudo por Cuba. O Ifá chega a Cuba e é baseado em um oráculo comandado por um orixá chamado Orunmilá. E, de Cuba, o Ifá chega ao Brasil.

É interessante, porque o Ifá faz uma viagem primeiro a Cuba e depois chega ao Brasil, onde, a partir da década de 1990, começa a ter um impacto muito forte. Então, o Tuiuti resolveu fazer um enredo sobre essa religiosidade afro-caribenha brasileira. Eu acho isso bem bacana, bem original, e tive a felicidade de ser convidado para fazer o samba-enredo com Cláudio Russo e Gustavo Clarão. 

Também sou um dos autores do samba-enredo da Estácio de Sá, que vai desfilar no grupo de acesso. E, em São Paulo, um texto meu de um livro meu chamado Pedrinhas Miudinhas é a base para o enredo da Independente. Então está tudo ótimo. O Carnaval, pelo jeito, vai ser intenso para mim. Vamos que vamos. Para mim, vai ser uma alegria. Só de estar inserido na festa, já é muito importante, já me revigora bastante.

Quais outros elementos conectam o Brasil com a cultura caribenha?

Eu acho que tem algumas peculiaridades da formação brasileira que talvez expliquem um pouco disso. O Brasil é um caso único de América portuguesa. Nós tivemos uma colonização portuguesa fortemente impactada pelo contato com os povos originários, pela chegada de africanas e africanos escravizados. E o processo de independência do Brasil, ao contrário do que ocorreu na América Hispânica, não veio acompanhado de uma fragmentação. 

A América Espanhola fragmentou-se em mais de uma dezena de países, mas que, de certa maneira, mantiveram alguns elos, alguns laços culturais mais intensos. O Brasil é um país continental. Então, definir o Brasil de uma forma homogênea já é muito complicado.

Vamos lembrar que, no século 19, saindo do Rio de Janeiro, você chegava mais rápido a Portugal do que a Belém do Pará, o que era um negócio impressionante. Você não tinha caminho por terra que ligasse Rio de Janeiro ou São Paulo ao Mato Grosso, para dar exemplos. Então o Brasil, de certa maneira, tem as suas particularidades.

Eu acho muito relevante que a gente construa cada vez mais elos, laços, com essa América Latina que é indígena, que é africana. O Caribe tem a experiência do horror que marca a escravidão, como o Brasil também teve. A gente tem relações com Cuba, as mais variadas, até do ponto de vista da presença das africanidades, porque o Lukumi, povo que vai para Cuba da Costa da Nigéria e do Benin pertencente ao grupo dos Iorubás, chegam à Bahia e, da Bahia, se espalham pelo território brasileiro, implantando aqui, inclusive, o culto aos orixás.

Então, essas relações são muito intensas. Isso também se expressa na musicalidade. Se a gente pegar, por exemplo, o samba como uma das referências da formação da música brasileira, o samba, a rigor, é uma música que se desenvolve no Brasil, mas a partir de fundamentos que são africanos

A mesma coisa vale para o merengue, para a rumba, para o soul e para o jazz, vale para uma série de manifestações musicais americanas, tanto da América do Norte, como do Caribe e da América do Sul, que eu acho que deveriam estimular mais esses laços.

Há um afastamento, mas acho que a gente precisa cerzir conexões com o Caribe, com a América do Sul, porque nós fazemos parte desse Sul global que tem como trauma o período colonial, mas tem também em comum o desejo de superar essa herança terrível, que é vinculada à desigualdade social, ao racismo e a uma porção de coisas. Então, acho muito bem-vindo o enredo do Tuiuti tecendo essa conexão Cuba-Brasil, uma conexão que se estabelece no campo da cultura e da religiosidade.

Na sua avaliação, a recente chacina nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, tem relação com os traumas ainda não curados da formação do Brasil?

Eu passo longe de ser um especialista em segurança pública. Então, se você me pergunta sobre a segurança pública, sobre como é que a gente deveria lidar com a segurança pública, eu sou um sujeito que tem a impressão de que os setores progressistas, o campo da esquerda, precisa efetivamente entrar de cabeça no tema da segurança pública. 

É um tema necessário, urgente, que afeta o cotidiano das pessoas. Essa é a primeira ponderação que a gente tem que fazer. E eu não sou um especialista em segurança pública, mas acho que nós precisamos cada vez mais mergulhar nessa temática e colocar esse debate no campo progressista, como uma pauta que não pode simplesmente ser abandonada.

Agora, em relação a esse campo da segurança pública, a ação coercitiva do Estado e a violência policial, podemos tecer conexões as mais diversas, não só em relação a um passado colonial do Brasil, mas também em relação a certas particularidades da cidade do Rio de Janeiro.

No Brasil, ninguém passa incólume, evidentemente, pelo impacto de se ter mais de três séculos de escravidão. Tem uma frase do Joaquim Nabuco muito famosa em que ele diz que acabar com a escravidão seria uma tarefa até certo ponto fácil. O problema era você acabar com a obra da escravidão, com aquilo que permanece. Nós somos, então, uma sociedade fundada em violências profundas, tanto do ponto de vista material como simbólico. Isso é evidente. 

Nós temos, por exemplo, quando a corte de Dom João VI chega ao Brasil e instaura-se em 1808 no Rio de Janeiro, a criação da polícia militar. A polícia militar, por exemplo, é criada com a perspectiva de fazer a defesa da corte e da propriedade, inclusive para combater rebeliões de escravizados. Na época, os impactos da revolução haitiana eram muito fortes. Então, a gente tem, realmente, fundamentos históricos da violência, da exclusão, do genocídio, da alienação de corpos e saberes que não são brancos. 

Isso é uma marca da nossa formação. O Rio de Janeiro ainda apresenta uma particularidade, porque é uma cidade que tem uma geomorfologia muito diferente. É uma cidade que não tem, por exemplo, como em São Paulo, uma periferia distante do centro. O maior IPTU do Rio de Janeiro fica entre Ipanema e Leblon, Delfim Moreira, e você está a 5 ou 10 minutos da subida do Morro do Pavão, do Pavãozinho, do Cantagalo, do Vidigal. Isso traz peculiaridades. 

De toda forma,  estamos em um dilema muito forte. Por quê? Porque me parece que os setores progressistas ainda têm uma certa dificuldade de perceber que a questão da violência urbana, da segurança pública, precisa ser debatida no campo da esquerda. Por outro lado, você tem um campo reacionário, de uma direita que vai se radicalizando e que acha que a questão da segurança pública é basicamente uma questão vinculada à violência e à ação militar. 

Precisamos resolver isso. A chacina foi um sintoma poderoso dos dilemas brasileiros e, infelizmente, acho que não vai parar. É ilusão achar que a gente vai ter uma interrupção. Acho que a tendência é de aprofundamento dessas operações, até porque você tem um contexto eleitoreiro. 

Um contexto que é marcado já pela perspectiva das eleições de 2026 e essa pauta da segurança pública está sendo capturada por uma direita extremista, que quer apresentar como solução a repressão e a ação armada.

As pesquisas que mostram o apoio da opinião pública à operação policial no Rio de Janeiro ajudam a iluminar o caminho, porque, quando você percebe o tamanho da encrenca em que você está metido, pode se movimentar. Não me surpreende, mas compreendo em alguma medida que essas pesquisas de opinião nos assustem pela enorme adesão à operação promovida pelo governo do Rio, à chacina que resultou dessa operação. 

Em alguma medida, nós, que estamos vinculados, eu pelo menos me considero assim, a um campo progressista, precisamos debater essa pauta como uma pauta crucial, como uma pauta fundamental, senão você deixa essa pauta à mercê da captura pelo obscurantismo mais tacanho e violento, especialmente em um contexto de polarização no Brasil em que você tem uma extrema direita procurando se agarrar a pautas que viabilizem o seu papel nas eleições de 2026. É importante a gente encarar isso. 

Você lançou no Dia de Cosme e Damião, 27 de setembro, uma nova obra literária, As Três Estrelas do Céu: Cordel para Cosme e Damião, com ilustrações de Camilo Martins. O livro fala bastante da sua infância e tem como foco o público infanto-juvenil. Ele possui um tom autobiográfico?

Sim. Não é meu primeiro trabalho para esse público que abrange crianças e a transição para a adolescência. O livro dialoga com um público que está em formação, inclusive do ponto de vista da leitura, e fala sobre Cosme e Damião e sobre a cultura brasileira que pode ser pensada a partir de Cosme e Damião, os santos que chegam aqui com o catolicismo português. 

Também abordo os dilemas do sincretismo que envolvem Cosme, Damião e Ibeji, que é um orixá iorubano. Falamos sobre o hábito de dar doces vinculado às sociabilidades urbanas, que, de alguma maneira, está sob ataque, pelo avanço obscurantista do racismo religioso, da intolerância religiosa. Mas tratamos sobre tudo isso com uma leveza e com uma procura pela beleza, pela sonoridade do cordel, que atraia o público leitor, com ilustrações maravilhosas do Camilo.

Então, a ideia, na verdade, é trazer para a garotada a cultura brasileira, a cultura popular brasileira, a nossa capacidade de festejar, a nossa capacidade de reencantar a vida pela dimensão da festa. Eu já tinha feito um livro com o Camilo sobre São Jorge, O Cavaleiro da Lua, e agora a gente chegou com Cosme e Damião e As Três Estrelas do Céu.

Existem duas versões sobre a história dessa tradição de distribuir doces. Primeiro, você tem uma versão popular, que não é a versão oficial da igreja, que diz que Cosme e Damião eram médicos que viveram na antiguidade, naquela região que hoje corresponderia a parte do território da Síria. 

Eles eram médicos cristãos que curavam, tratavam sobretudo de crianças sem cobrar dinheiro. Faziam isso, portanto, por caridade. E a versão popular diz que Cosme e Damião costumavam tentar alegrar essas crianças dando doces a elas, às crianças doentes, mas não tem nenhuma versão oficial que corrobore essa narrativa.

Ao mesmo tempo, e é uma impressão minha, esse hábito de oferecer doces e comidas, eu acho que mostra uma presença muito africana na cultura brasileira que acaba de certa maneira entrecruzando-se a Cosme e Damião, porque especialmente entre os iorubanos, tem um orixá chamado Ibeji que protege os gêmeos, mas na cultura iorubá, ser mãe de gêmeos era considerado algo absolutamente extraordinário. 

Era muito comum que a mãe de gêmeos apresentasse os seus filhos no mercado, levasse ao mercado onde havia todo o convívio social, e as crianças gêmeas eram apresentadas à comunidade. A comunidade, para saudar os gêmeos, oferecia guloseimas, doces e comidas. Isso é um hábito dos iorubanos mais tradicionais, você apresentar os filhos ao mercado e a comunidade saudar as crianças com doces. Então, desse cruzamento entre uma prática africana e a tradição católica, é que eu tenho a impressão que vem o nosso hábito de dar doces em Cosme e Damião.

A meu ver, falando como um pesquisador das culturas populares, esse é um impacto muito vinculado à presença das culturas africanas na nossa formação e à maneira como as africanidades acabaram impactando o cristianismo popular brasileiro. É parte do que chamamos de sincretismo. 

O sincretismo é uma questão até um pouco mais complexa. Porque a gente pode fazer algumas leituras do sincretismo, mas, a grosso modo, é o que a gente pode chamar de sincretismo religioso que está na base desse processo. É só lembrar que o sincretismo tem dimensões que a gente tem que tornar um pouco mais complexas. Por exemplo, às vezes, o sincretismo opera na dimensão do apagamento de uma cultura por outra. E a gente tem que ter um questionamento forte em relação a isso, porque o sincretismo pode ser um elemento de opressão. 

Mas, às vezes, o sincretismo é um fenômeno genuíno do exercício da fé. E é um sincretismo vinculado à ideia de você acumular forças vitais. De alguma maneira, eu acho que o sincretismo no Brasil é um jogo bem mais complexo do que a gente imagina e de mão dupla, porque ele opera tanto na cristianização de espiritualidades ou de referências das culturas africanas, mas opera também na africanização do cristianismo. A gente tem um jogo complexo de mão dupla.

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

O programa de rádio Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h, na Rádio Brasil de Fato. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A versão em vídeo é semanal e vai ao ar aos sábados a partir das 13h30 no YouTube do Brasil de Fato e TVs retransmissoras. Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o programa Bem Viver de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para ser incluído na nossa lista de distribuição, entre em contato por meio do formulário

Editado por: Nathallia Fonseca

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