Conversa Bem Viver

‘Não adianta reduzir desmatamento, mas liberar agrotóxicos’, critica Larissa Bombardi sobre atuação do governo

Pós-doutora em Geografia Humana e autora do livro Agrotóxicos e Colonialismo Químico explica relação entre as substâncias e a emergência climática

Em 2024, o Brasil bateu recorde de liberação do uso dessas substâncias
Em 2024, o Brasil bateu recorde de liberação do uso dessas substâncias | Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (3), celebramos o Dia Mundial da Luta Contra os Agrotóxicos, em homenagem às mais de 2 mil vítimas de um “acidente” em uma fábrica de agrotóxicos na Índia, em 1984, na cidade de Bhopal. Em 2024, o Brasil bateu recorde de liberação do uso dessas substâncias, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Foram mais de 600 produtos aprovados, muitos deles proibidos, por exemplo, na União Europeia. Recentemente, paralelamente à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o país ampliou ainda mais a aprovação para a utilização de outros venenos agrícolas. 

Pós-doutora em Geografia Humana e autora do livro Agrotóxicos e Colonialismo Químico,  Larissa Bombardi explica, ao Conversa Bem Viver, os riscos dessas substâncias para a saúde ambiental, animal e humana. 

“O Brasil pode ser considerado hoje como país que lidera a luta contra o desmatamento, e, ao mesmo tempo, a fotografia dessa contradição é justamente a aprovação de agrotóxicos durante a COP, como se agrotóxicos não tivessem nada a ver com mudança climática, o que não é verdade”, explica.

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato –  O Dia Mundial da Luta Contra os Agrotóxicos é celebrado no dia 3 de dezembro em homenagem às mais de 2 mil vítimas que morreram durante um “acidente” em uma fábrica de agrotóxicos na Índia, em 1984, na cidade de Bhopal. Por que é importante relembrar esse episódio trágico? 

Larissa Bombardi – Eu acho que é muito importante porque refresca a nossa memória do fato de que essas substâncias são tóxicas. Então, o acidente é um eufemismo. Eufemismo é quando a gente diminui a importância de alguma coisa, de algum fato, algum evento, por meio de uma palavra que torna algo mais leve. Então, é um eufemismo, por isso que você usou aspas. 

O que aconteceu foi um crime ambiental, um crime contra a humanidade. É como se a gente tivesse, no número de pessoas que se intoxicam com agrotóxicos todos os anos no Brasil e no mundo, uma reedição desse crime de Bhopal. Por isso que é importante relembrar, porque a gente está reeditando esse crime todos os anos com uma enorme contaminação ambiental e humana causada por meio do uso dessas substâncias. 

Então, é muito importante lembrar para evitar, olhar para o passado para pensar o que a gente quer para o futuro.

Por que não conseguimos avançar muito na conscientização sobre os riscos dos agrotóxicos?

Quando se tem consciência de um fato e insiste nesse fato, significa que a gente não pode alegar inocência ou ingenuidade. Não podemos alegar que não sabemos, porque sabemos. Então, é muito grave o que está acontecendo.

Quando eu digo “a gente”, eu falo em nome do IPSA, que é uma aliança internacional para a padronização de agrotóxicos, que visa a eliminação programada dessas substâncias. Tivemos dois momentos importantes para trazer luz sobre esse tema na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Um deles foi o lançamento de um documentário chamado Agrotóxico Sem Fronteiras: Um Dilema Global

Esse documentário foi dirigido pelo João Amorim, tem 30 minutos, é um curta. E teve uma excelente repercussão nas exibições que a gente fez lá. É uma linguagem direta, acessível, em que eu entrevistei pessoas na Europa e também no Brasil sobre esse tema. Se chama Agrotóxico Sem Fronteiras: Um Dilema Global porque justamente esse problema é sem fronteiras. 

A gente não tem como controlar os agrotóxicos, eles são sem fronteiras. Acho que a prova mais cabal de quão sem fronteiras são os agrotóxicos é que os ursos polares estão com resíduo de agrotóxicos nos seus corpos. Se não tem produção agrícola onde vivem os ursos polares, no Círculo Polar Ártico, como isso é possível? Justamente porque não tem fronteira. Não há fronteira para essa contaminação, muito embora essa contaminação aconteça de forma diferenciada entre o Norte Global e o Sul Global. 

Por que eu estou dizendo isso? Porque as restrições na Europa para o uso dessas substâncias são muito maiores do que no Brasil e nos países do Sul de forma geral. Então, é um quadro muito crítico. Na COP, por exemplo, a gente denunciou algumas substâncias  chamadas de HHPs,  uma sigla em inglês, que quer dizer agrotóxicos altamente tóxicos. A sigla High Hazard Pesticides

A gente inflou um inflável de 12 metros de altura nas margens do Rio Guamá, na Universidade Federal do Pará, onde estava a Cúpula dos Povos. Fizemos um ato para chamar a atenção da necessidade do banimento imediato dessas substâncias. É uma sigla que é reconhecida no mundo todo e diz sobre as substâncias que são banidas na União Europeia. A gente busca a eliminação dessas substâncias e, nesse caminho, de forma urgente, a eliminação desses HHPs. Isso é muito fundamental. Algo que acho que também é fundamental e que a gente falou foi sobre retrocessos.

Acho importante olhar para esse tema dos retrocessos. Falar de Bhopal é fazer com que a gente olhe para esse momento histórico. Outro exemplo claro do que considero um grande retrocesso é que o único Estado brasileiro que conseguiu proibir a pulverização aérea de agrotóxicos foi o Ceará, com um projeto de lei proposto pelo deputado Renato Roseno. 

Depois dessa lei ter sido aprovada, o setor produtivo, o agronegócio, entrou com uma ação dizendo que era uma legislação inconstitucional. Esse caso foi ao Supremo, que deliberou que não, que estava tudo certo, que realmente podemos sim ter uma legislação estadual sobre o tema. Infelizmente, o governador do Ceará aprovou a pulverização aérea por drones, o que é muito mais difícil de monitorar, de controlar. 

Basicamente, qualquer pessoa que faz um curso online pode utilizar um drone para aplicar agrotóxico. É algo grave o que estamos vendo, o que está diante dos nossos olhos. Acho que é muito importante chamar a atenção disso hoje, no Dia Mundial da Luta Contra os Agrotóxicos.

Por mais que o governo federal esteja muito atento a algumas questões, como o desmatamento, durante a COP30, o Brasil avançou na política de liberação de cada vez mais agrotóxicos. Por quê? 

Por um lado, é louvável a atuação da ministra Marina Silva, a importância da luta contra o desmatamento e o Brasil ter esse destaque. Só que a gente não pode esquecer desse desmatamento químico que tem acontecido. A gente tem casos no Brasil de desmatamento químico criminoso. O que é desmatamento químico? Uso de agrotóxicos para desmatar, como foi na Guerra do Vietnã, o agrotóxico utilizado como uma arma química nos conflitos fundiários e como um desfolhante químico, como foi o agente laranja na Guerra do Vietnã. 

Essa é uma contradição dessa nova leva de agrotóxicos que foi aprovada. Eu diria que são novos produtos comerciais, a maior parte deles, de velhas substâncias que já eram aprovadas no Brasil. 

Mas, de todo jeito, muitas delas são substâncias que a gente chama de HHP, substâncias altamente tóxicas, que são as banidas da União Europeia. Acho trágico que o Brasil tenha aprovado isso. Acho trágico e, ao mesmo tempo, que isso torna muito claro e muito evidente essa contradição do país de, por um lado, ter esse papel importantíssimo de um líder. 

O Brasil pode ser considerado hoje como país que lidera a luta contra o desmatamento, e, ao mesmo tempo, a fotografia dessa contradição é justamente a aprovação dessas substâncias durante a COP, como se agrotóxicos não tivessem nada a ver com mudança climática, o que não é verdade.

Os agrotóxicos, a própria matéria-prima de grande parte deles, tem origem nos combustíveis fósseis. O transporte dessas mercadorias globalmente tem a maior parte exportada pelos países do hemisfério Norte, exportados para o Sul, o que envolve uma utilização de combustível fóssil. 

Uma grande parte da aplicação dessas substâncias é feita por pulverização aérea por avião, ou trator, com uso de combustível fóssil. Não dá para pensar que agrotóxico não está relacionado a aquecimento global, porque está. A gente acabou de vivenciar a COP, e as pessoas precisam saber que uso de agrotóxico diretamente tem a ver com o aquecimento global. 

E indiretamente tem a ver também, porque está relacionado com as monoculturas, portanto, com a supressão das florestas naturais, e, obviamente, com o aquecimento, em função da diminuição das florestas naturais, com um link direto, uma associação direta com o aquecimento global. 

Por que esse cenário é preocupante?

É muito preocupante, porque você tem uma disputa de mercado. O Brasil não está cerceando o glifosato, por exemplo. O glifosato foi considerado pela Organização Mundial da Saúde, desde 2015, como potencialmente cancerígeno para seres humanos. Há 2 anos, a licença dele foi renovada na União Europeia, mas há uma grande movimentação da sociedade civil para provar que essa medida foi inconstitucional. 

De toda forma, o uso dessa substância sofreu várias restrições na União Europeia. Mas não é só o glifosato. Desses 30 agrotóxicos comerciais, existem outras substâncias que são banidas na União Europeia. Enquanto o glifosato não é, outras já são. O fato de que elas estão entre esses 30 novos agrotóxicos

Quando falamos dos 30 novos, são empresas tentando ganhar essa fatia do mercado. Isso é preocupante, porque é um mercado em ascensão. O que isso quer dizer? Que o governo não está restringindo, que não está olhando com o olhar de restringir esse mercado, ao contrário. 

Toda vez que a gente tem uma empresa comercializando um produto similar é um mercado que está em ascensão, é uma disputa de um mercado que cresce de uma forma muito significativa. Aumentou nos últimos 10 anos mais de 160% o volume de agrotóxicos comercializado no país.

Também tem um projeto de lei tramitando, entre vários, sobre o tema, que visa substituir o termo agrotóxico por defensivo agrícola. Isso tem impacto?

As palavras entram no campo daquilo que a gente chama de representações, a forma como entendemos o mundo. Então, quando você fala em defensivo, essa palavra traz a ideia de proteção. Se é defensivo é porque está defendendo, está protegendo, dá um conforto. 

E, quando você fala em agrotóxico, você abre os olhos e os ouvidos, porque tem essa raiz que é tóxico, ou seja, a gente já sabe que essa substância é tóxica. Isso muda tudo na nossa compreensão. 

Para dar um exemplo, no Brasil, a gente tem a ideia de que os alimentos frescos são aqueles que são os mais contaminados por agrotóxicos. Isso é uma representação que a gente tem. Quando se fala em agrotóxico, quase que imediatamente o que vem na cabeça das pessoas em geral são as frutas, verduras e legumes. Por quê? Isso é uma representação. De onde vem essa representação? Vem da maneira como o monitoramento de agrotóxicos tem sido feito no Brasil nos últimos anos, basicamente olhando para resíduo nos alimentos frescos. 

Representação é algo que é imprimido na nossa forma de pensar. Quando você fala em defensivo, você tira da palavra a ideia de que essas substâncias são perigosas. É de suma importância a gente ter as palavras certas para definir aquilo que as coisas são. No caso, os agrotóxicos são substâncias que foram feitas para matar ervas, para matar insetos, e que, na verdade, também afetam os outros animais e os seres humanos.

A senhora chegou, em meados de 2021, a anunciar sua saída do Brasil por não se sentir segura no país. Você ainda se sente perseguida de alguma maneira?

Eu me sinto mais segura de estar no Brasil agora, no governo Lula. Me sinto mais segura também porque, para os defensores de direitos humanos e de direitos ambientais que estão ameaçados, a visibilidade é uma proteção. Esses dois elementos me tornam mais segura. 

A gente está no governo Lula que olha para esse tema com cuidado, e o fato de a minha história ter ganhado uma visibilidade, não só nacional, mas também internacional, me protege. Me sinto segura para visitar em determinadas circunstâncias. 

Não consigo mensurar se eu estaria segura para continuar no Brasil trabalhando com os temas que eu estou, da maneira que eu estou, com a liberdade que eu estou. Só porque eu estou fora, eu pude publicar Agrotóxicos e Colonialismo Químico. Só porque eu estou fora, eu posso continuar falando da maneira como eu estou falando. 

O fato de eu ter construído os laços, as redes e a projeção que eu tive na Europa também me protege. Não sei como seria viver hoje no Brasil lidando com esse tema. O que eu entendo é que a violência não cessou no Brasil. A violência contra os defensores de direitos humanos e ambientais não cessou. 

Continua sendo arriscada uma vida cotidiana no Brasil para alguém que lida com um tema delicado como esse. Não sou um caso isolado, tem outros. Acho que é importante dizer também que foi lançado na COP um outro documentário, um documentário muito importante sobre pesquisadores perseguidos no governo Bolsonaro, dirigido pelo diretor Rafael Figueiredo, que se chama Ciência na Mira

Eu estive no INPE [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], em Belém, para o lançamento, foi uma comoção, não só eu me emocionei, como as pessoas da plateia também se emocionaram. O mesmo aconteceu no INPE em São Paulo, anteriormente. A gente tem tido um retorno muito sensível do público para esse tema dos pesquisadores perseguidos. Acho que é um tema delicado, mas que precisa ser falado para que as pessoas tenham ideia do que isso significa.

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

O programa de rádio Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h, na Rádio Brasil de Fato. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A versão em vídeo é semanal e vai ao ar aos sábados a partir das 13h30 no YouTube do Brasil de Fato e TVs retransmissoras.

Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o programa Bem Viver de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para ser incluído na nossa lista de distribuição, entre em contato por meio do formulário.

Editado por: Luís Indriunas

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