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‘Existe um posicionamento político no que eu escolho fazer no teatro’, diz Eduardo Moscovis

Em cartaz com a peça Motociclista no Globo da Morte, o ator comenta a abordagem da violência que o espetáculo traz

eduardo moscovis
Ator Edu Moscovis noa peça ‘O motociclista no globo da morte’ | Crédito: Catarina Ribeiro

O monólogo O motociclista no globo da morte, protagonizado por Eduardo Moscovis, traz a violência humana como tema central da trama teatral.

A peça, que tem texto de Leonardo Netto e é dirigida por Rodrigo Portella, recebeu três indicações (dramaturgia, ator e iluminação) ao Prêmio Shell e duas indicações ao Prêmio APTR de Teatro (ator papel protagonista e dramaturgia), duas das principais premiações do teatro brasileiro.

Em entrevista ao Conversa Bem Viver, o ator Edu Moscovis, que também faz a produção do monólogo, disse que existe um posicionamento político nas escolhas do que ele faz no teatro. Artista polivalente, Moscovis tem grande reconhecimento também no cinema e na teledramaturgia. Neste momento, o ator está no ar interpretando Rogério na novela das nove Três Graças.

Moscovis ainda falou sobre o momento do cinema nacional com indicações e premiações internacionais e a necessidade de regulamentação das Big Techs como elemento importante para o controle da disseminação de discurso de ódio.

O motociclista no globo da morte fez uma temporada de grande sucesso no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro (RJ), com mais de 6 mil espectadores e segue agora com apresentações no Teatro Vivo, em São Paulo (SP) até o dia 29 de março.

Serviço

Teatro Vivo – Av. Doutor Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi, São Paulo/SP

Temporada: até 29 de março de 2026

Horários: Sexta e Sábado, às 20h | Domingo, às 18h

Classificação indicativa: 14 anos

Confira a entrevista completa

Brasil de Fato: Você está aqui em São Paulo por conta dessa temporada do motociclista do Globo da Morte, que já foi um sucesso no Rio de Janeiro, queria que você apresentasse um pouquinho da peça para a gente.

Eduardo Moscovis: A peça está começando, na verdade, a carreira dela agora. A gente só apresentou o espetáculo no Rio. Foram quase quatro meses lá no Teatro Poeira, que foi muito bom .E nossa primeira saída, primeira transição de teatro é justamente aqui em São Paulo.

Porque muda muito, quando muda o teatro. Lá [no Rio] eu fazia para um público de 100 pessoas O Teatro Poeira, é um teatro muito intimista e propicia muito esse tipo de espetáculo, que é um solo, um personagem que conta o que aconteceu com ele, um ocorrido aparentemente comum, onde ele almoça, é, num bar em que ele já conhece todo mundo, dos funcionários, o dono, e nesse dia acontece uma interrupção nessa engrenagem do cotidiano dele. Ele começa a ficar incomodado com outra mesa, ele pede a conta para ir embora, só que ele não consegue ir, porque ele é catapultado e tragado para uma outra situação. Entra uma espiral mesmo de violência, uma violência dele que é completamente inesperada e criticada. O personagem fala sobre a dificuldade que ele tem em se relacionar com a violência desde pequeno e todos os tipos de violência.  E é o que o projeto propõe a partir do que o personagem fala.

A gente tá já envolvido, inserido num ambiente de pequenas violências, de abusos, e que a gente não percebe. O personagem discorre um pouco daí.

Te parece que a violência no Brasil tá crescendo, te parece que essa peça vem um pouquinho para refletir o momento do país que a gente tá vivendo, talvez até do mundo como um todo?

Acho que a gente vive num mundo violento já há muito tempo, agora, por conta muito das redes sociais, da internet, do alcance que a gente tem, da possibilidade instantânea de cada um de nós, com os nossos celulares nas mãos e a potência de alcance que isso tem. O espetáculo fala um pouco sobre isso também, sobre o espetacular da violência, e ao mesmo tempo uma banalização disso, porque a gente se filma em situações graves, em ataques, em discussões.

É muito bom que a gente possa contar com isso como um aviso, como um alerta, como uma denúncia, às vezes até para chamar socorro. Por outro lado, também existe um abuso disso, uma banalização, uma normalização disso tudo e um grau de espetáculo que isso vira, sem ter qualquer tipo de envolvimento com o que acontece. 

Tem alguns momentos de espetáculo, que ele joga para o público, nas reflexões dele, a quantidade de guerra que a gente passa no mundo. E isso é desde o começo, desde o princípio. Sempre com argumentos, com motivos e com explicações, mas nunca se assumindo violento e agressivo e querendo tomar as terras e ganhar poder.

O que acontece hoje é que a gente tá lidando com o radical, a gente tá pouco paciente. Está todo mundo à flor da pele, então, isso pode dar uma sensação de que a gente tá mais violento agora. Mas eu não acredito que seja não, eu acho que a gente é violento, a gente é agressivo. A gente tem que ficar atento nas nossas relações, no contato com as pessoas, no trato com as pessoas. A forma como a gente pode concordar que discorda.

É muito saudável o debate, faz parte da democracia que a gente divirja e consiga construir a partir daí um pensamento, mas o que realmente a gente está vendo é um nível de intolerância que não permite mais uma discordância. E voltando ao assunto das redes sociais, a gente carece muito de uma regulamentação que consiga conter um pouco desse ódio. Eu não sei quanto tá acompanhando, tá envolvido, nessa regulamentação das big techs, mas me parece que a gente precisa urgentemente disso, para 2026 e para nossa vida como um todo, que o ódio pare de ser uma maneira de ganhar dinheiro e seja contido, punido.

É o nosso desejo, e às vezes parece um pouco utópico, pouco alcançável, porque aparentemente existe muito interesse de muitos lados, para que isso não aconteça. É muito dinheiro, muita gente envolvida. É lógico que é necessário, que é preciso, é lógico que a gente está correndo um risco grande. Essa questão recente que aconteceu com o cachorro Orelha. O desenrolar da história é tão absurdo, as proteções, passeia muito pelo crédito, pela validação.

Assusta como a depender da classe social, a pessoa tem uma bolha de proteção, tudo funciona, consegue proteger os nomes, que tá certo, que a justiça mantenha isso. Mas quando a gente vê, por exemplo, o que aconteceu no Rio de Janeiro no final do ano passado, com aquela operação policial que deixou tantos mortos, o nome das pessoas, a cara das pessoas, foi completamente exposto um outro tratamento. Isso ajudou a escancarar o quanto a nossa justiça realmente é movida por dinheiro de alguma maneira

As coisas andam um pouco, a evolução da maneira como é tratada, fica muito evidente esse tipo de escolha e de tratamento. Quem é que fez? O que fez? Como fez?

O tratamento com pessoas brancas é completamente diferente para pessoas que não são brancas, a verdade é essa. É muito simples e muito triste.

Ano passado a gente viu uma manifestação movida muito pela classe artística contra algumas decisões do Congresso Nacional. Queria te ouvir se você pretende, esse ano, atuar, de alguma maneira, abertamente politicamente pelas eleições.

Existe um posicionamento político no que eu escolho fazer principalmente no teatro. Dependendo da situação, eu sinto essa necessidade de me manifestar. Eu fui lá na em Copacabana, [na manifestação contra a] PEC da blindagem, umas coisas completamente absurdas. Então, quando eu consigo, eu me manifesto. Eu fico sempre muito preocupado e atento, onde é que se adere, porque, às vezes, você manifesta um posição pessoal ou se alia com algumas pessoas que são representativas e depois você vai se decepcionar com essas pessoas. Então, eu tento me posicionar da maneira que eu acho que tem que ser, às vezes mais explicitamente, às vezes menos. 

Eu vi uma manifestação sua falando sobre o seu movimento de parar de beber. Queria saber se você quer comentar um pouco a respeito, da onde veio essa decisão, o que te motivou a isso? 

Eu dei essa declaração no meio de uma entrevista onde me perguntaram da preparação para um trabalho específico no ano passado, para uma série, em que eu interpreto um ex-campeão de luta livre e agora dono de uma academia, e falando sobre a preparação para a série, eu falei que que entre outras várias coisas, eu também tinha parado de beber, não justamente para a série, mas no movimento inteiro de reeducação e higienização. 

Eu acho que é importante falar sobre, o álcool é de fato algo muito perigoso, danoso e, de uma forma muito hipócrita, a gente lida com álcool de uma forma muito diferente, como se lida com outros tipos de drogas. Existe uma hipocrisia muito grande nesse tipo de relação. E é curioso como o parar de beber chama tanta atenção. Mas é curioso também por dentro, não só para fora, para a imprensa, para virar matéria, para virar notícia, mas também para os meus amigos, pessoas que me encontram, tem uma dificuldade de se relacionar com isso muito curiosa.

Eu não vinha pensando em parar de beber, não tinha problemas com álcool, não estava em tratamento, nada disso. Foi só um, um insight que eu tive: “Acho que eu vou ficar um pouquinho sem beber, um tempinho aí sem beber nada”. E eu fui ficando, fui gostando.

Lógico, que junto disso tinha uma preparação física, a gente teve coach, teve professor de luta, nutricionista, apoio, reeducação alimentar, teve um monte de coisa junto. E aí eu acabei adotando um pouquinho. Tá sendo bom. 

Essa discussão, ela estende para mim, de qual a diferença que tem de tratamento, de conversa que é para álcool e para a maconha, por exemplo. A gente é muito retrógrado, é uma discussão que a gente deveria abrir com tranquilidade.

A Anvisa tomou uma decisão importante sobre cooperativas para plantar cannabis medicinal, então, devagarinho, mas para algum lugar, a gente está indo.

A medicinal tinha que ser revista ontem, já de uma forma muito mais atenta e severa, Já é muito evidente os avanços que pessoas que necessitam do tratamento com a cannabis, como eles evoluem absolutamente, absurdamente, para todos os lados.

Para fechar, queria conversar um pouco contigo sobre essa boa surpresa para os noveleiros de plantão, da sua chegada na novela Três Graças. O que a gente pode esperar desse personagem para esses capítulos, para essa trama final? 

Cara, eu não sei, essa novela é, de fato, algo muito surpreendente, não tem nada anunciado para mim pelo diretor, pelo autor, não tem nenhuma pista de nada. Ele volta agora, pelo menos eu estou gravando isso, ele começando a tomar um pouco de atitude em relação ao que aconteceu, mas, de fato, não sei o que vai acontecer.

Está sendo uma novela bem interessante, principalmente por uns relacionamentos que estão acontecendo de certa forma não assim no elenco central, mas principalmente o casal louquinhas que o pessoal está falando, Vi e Leo também, por ser um homem com uma mulher trans e por ser duas mulheres lésbicas de uma maneira diferente. Isso tem chamado também a atenção como as novelas estão avançando nesse debate também de gênero e sexualidade?

Esses dois casais que você citou especificamente é tão bonito de ver e isso tem que ser repercutido para o público.  O casal das meninas, ele é um approach, eu acho que ele é tão bem estruturado pelo autor e tão bem conduzido pelas duas atrizes e pela direção, que o que chama a atenção, o foco principal, o debate, não é se são duas meninas num relacionamento homoafetivo, é de fato uma relação de duas pessoas que se amam. É lógico que a partir disso elas vão enfrentar algumas dificuldades, algumas barreiras, como o tratamento do pai. 

A chegada e a forma de como se trata é tão diferente de outras produções, que a personagem, a Vivi ,não tem uma lente de aumento para o fato de ser uma mulher trans ou não ou sim ou também, mas não é só isso.Eu acho que, o grande ganho dessa novela é a gente poder falar sobre essas relações de um outro lugar. 

Estamos vivendo esse momento incrível do cinema, estamos de novo no Oscar, ano passado ganhamos, esse ano temos tudo para ganhar e dois filmes que falam da sobre a ditadura, assim como é O que é isso, companheiro? que você fez. Como você está vendo esse momento? É um auge do cinema nacional? O que você acha do fato dos cinemas que estão brilhando, falarem sobre a ditadura, falarem sobre a nossa memória?

O cinema funciona como uma memória, como um registro, não tem jeito. Eu sou muito fã do Wagner [Moura]. Eu acho a condução de carreira do Wagner, a figura que ele é, da onde ele veio, principalmente, a forma como ele chega no Sul, como ele chega na Globo no momento ainda em que a Globo tinha um alcance muito grande, quase que um monopólio de audiovisual. Ele entra e vira um personagem principal de uma novela das nove com todo seu talento e a forma como ele vai se organizando e se expandindo no teatro, no cinema principalmente, acho que a postura dele é exemplar. Ele é um cara pé no chão. O posicionamento político dele continua sendo o mesmo. E com muita paciência, com muita diplomacia, ele fala sobre, é uma figura que se você quiser conversar, ele vai conversar com opositores, com pessoas contra, com pessoas agredindo, ele vai conversar.

Então é um lugar em que o cinema, ele ganha um espaço que é um espaço muito grande ele reflete a arte, a nossa arte, sendo contada para o mundo, sendo muito bem contada, muito bem filmada, muito bem representada, mas também com um alcance importante nesse momento, em que o Wagner ganha a voz para falar dentro dos Estados Unidos, alertar a população americana sobre o risco que eles correm, numa inversão de de ponto de vista. Isso é maravilhoso, maravilhoso. A Fernanda [Torres] também tem uma trajetória deslumbrante. Eu acho delicado falar sobre auge, mas a gente tá num momento importante, com o Rodrigo [Santoro] também, fazendo a história dele já há bastante tempo de uma forma linda. Alice [Braga], se eu ficar falando o nome, eu vou esquecer alguém, mas são todos muito representativos.

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

O programa de rádio Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h, na Rádio Brasil de Fato. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A versão em vídeo é semanal e vai ao ar aos sábados a partir das 13h30 no YouTube do Brasil de Fato e TVs retransmissoras.

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Editado por: Maria Teresa Cruz

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