Autor dos premiados livros O Avesso da Pele e De onde eles vêm, Jeferson Tenório acredita que o processo eleitoral este ano será acirrado. “A democracia não é um jogo ganho, é um campo de batalhas. E essas batalhas vão sendo vencidas, de tempos em tempos e a gente precisa estar sempre atento”, disse escritor em entrevista ao programa Conversa Bem Viver
Tenório acredita que a extrema direita deve ampliar o discurso e suas ações midiáticas contra as agendas progressistas. “Não vai demorar muito vão tentar censurar algum livro, música ou show”, disse ao analisar a lei da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, que tentou proíbe o ingresso de estudantes, técnicos e professores por cotas raciais em universidades públicas, privadas e comunitárias que recebem verbas do Estado.
O escritor ainda falou sobre deputada estadual de São Paulo Fabiana Bolsonaro (PL) ter feito blackface, durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSol) para a Presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília. “Me parece que é uma cooptação do discurso, uma estratégia da extrema direita, que se utiliza de uma estratégia, de uma ideologia pretensamente progressista, para comunicar algo para outro público”, pontuou Tenório.
Durante a conversa, Jeferson ainda falou sobre seus projetos futuros, entre eles está um livro de ensaios sobre escrita e literatura negra, além de roteiros de séries e filmes. “Estou me aventurando nessa história de roteiros, ainda esse ano deve estrear na Netflix uma série chamada Habeas Corpus. É uma série de drama jurídico, e eu fui um dos roteiristas. Também deve estrear, talvez no ano que vem também mais uma série, uma áudiossérie obre o Machado de Assis. Além do roteiro do meu livro novo De onde eles vêm, que também tenho trabalhado. Uma função que eu achei que eu nunca ia ter, que é escrever roteiros, parece que está dando certo.”
Confira a entrevista
Brasil de Fato: Queria começar falando como tem sido seu tempo atual, nesse início de 2026.
Jeferson Tenório: É um início de produção: enquanto pai, eu tenho um filho de um ano e três meses e que ocupa bastante tempo, e há dois anos eu comecei a trabalhar como roteirista também.
Algumas produções já estão em fase de filmagem. E tem também a produção de um livro de ensaio, que deve sair esse ano ou talvez no início do ano que vem, depende de quanto o Teozinho, meu filho, vai me deixar escrever. E coisas como viagens, participação em eventos.
Sobra pouco tempo, e o que eu tenho, é para ler e escrever. E parece que quanto mais o tempo passa, mais tem que lutar para preservar esse tempo da criação, da leitura, da escrita.
Sua trajetória ela é muito interessante porque você começa com um escritor já contundente. O Estela sem Deus já tem uma grande aceitação pelo público, mas de repente, quando você publica O Avesso da Pele, que é premiado no Jabuti e logo depois você vem com outro livro, De onde eles vêm que também é premiado, mais um grande livro. Você se torna cada vez mais requisitado. Eu imagino que você deve estar tendo que lidar com isso.
Na verdade, eu nunca tive um momento perfeito para escrever ou para produzir. Todos os meus livros sempre foram escritos sob pressão, escritos com pouco tempo. Eu trabalhei em escolas públicas por 18 anos, e os meus primeiros três livros, até O Avesso da Pele foram escritos enquanto eu dava aula, nas minhas folgas, ou acordava mais cedo, ou ficava até mais tarde. Então, nunca houve esse momento perfeito para escrever e eu acho que nunca vai ter também.
Por mais que tenha esse reconhecimento, a gente precisa trabalhar em outras coisas, ou seja, a literatura paga as minhas contas, mas os meus livros não. Então eu preciso fazer outras coisas, escrever o roteiro, dar palestra, revisar livro, fazer tradução.
E a coisa do reconhecimento, eu fui aprendendo a lidar com isso. 2020, que foi um ano emblemático para todo mundo, ano da pandemia, foi um ano de virada na minha vida, no sentido de virar de cabeça para baixo, de ter um reconhecimento muito rápido, uma aceitação muito rápida do livro e eu tive que lidar também com todo esse assédio das pessoas querendo que eu participasse de eventos, que fizesse orelha de livro e assim por diante.
Hoje, eu consigo lidar melhor com isso. Ainda acho muito esquisito chegar nos lugares e ser reconhecido pelas pessoas. E, às vezes, nos lugares mais improváveis. Você vai na padaria comprar pão, e de repente tem alguém do seu lado te reconhece e pede autógrafo. Eu ainda acho esquisito isso, porque eu sempre acho que os outros, os meus ídolos, é que são famosos.
A experiência da escrita fez com que eu conseguisse, no curto tempo que eu tenho, produzir algo. Eu acho que essa é a diferença do Jefferson de 15 anos atrás, que estava um pouco perdido e agora não, agora se eu tenho meia hora, eu vou usar aquela meia hora para fazer o que eu tenho para fazer.
Falando do seu livro mais recente o De onde eles vêm, que fala especialmente da implementação do sistema de cotas, que você descreveu para gente lindamente, numa entrevista no lançamento do livro, como uma revolução silenciosa, que corroeu as pessoas que não querem um país igualitário. Eu digo isso porque Santa Catarina aprovou uma lei que proíbe a lei de cotas dentro do Estado. Está na justiça, é muito provável que essa lei não consiga se sustentar. Mas o Paraná vai no mesmo sentido, e mesmo que elas não permaneçam em vigor, só o fato dela ter existido já diz muita coisa. Como você recebeu essas notícias, Jefferson?
É um debate que sempre esteve em voga. O sistema de cotas já tem mais de 10 anos. A gente já sabe que tem um resultado muito positivo para a sociedade de modo geral, não só para a população negra, mas para a universidade, para a academia, para a sociedade.
A gente estava falando de Paraná e Santa Catarina, estados do Sul, que já têm um histórico de medidas e ideologias de extrema direita. Parece que é um um exercício pirotécnico, no sentido de angariar votos, simpatia por eleitores. A gente está entrando num ano difícil de eleição, vai ser bastante acirrado. Acredito que esses casos devem se repetir. Não vai demorar muito vão tentar censurar algum livro, música ou show. Alguma coisa, vai acontecer nesses meses que estão pela frente, justamente porque estamos entrando nesse ano eleitoral e a gente sabe que, de certo modo, isso acaba funcionando.
Essa tentativa de proibir, de tentar acabar com as cotas, também é uma forma de tentar marcar território de uma direita, de uma outra direita. A gente sabe que isso não vai dar em nada, porque não vai passar por cima do STF {Supremo Tribunal Federal]. Então, um governador não pode dizer que as cotas não podem existir, mesmo que seja numa universidade estadual, mas me parece que é um alerta para a gente estar sempre vigiando essas conquistas.
A gente, às vezes, tem a impressão, quando ganhamos alguma coisa, que o jogo está ganho, que está tudo certo, que não precisamos mais lutar por esses direitos. Mas, muito pelo contrário, a gente precisa estar sempre atento, porque a democracia não é um jogo ganho, é um campo de batalhas. E essas batalhas vão sendo vencidas, de tempos em tempos e a gente precisa estar sempre atento.
Não me surpreende que esses estados estejam entrando com esse tipo de lei porque a gente já sabe do histórico preconceituoso, racista e tudo isso que a gente tem visto para além das questões das cotas. O modo como o governo de Santa Catarina tem atuado também com moradores de rua, expulsando pessoas. Tudo isso diz também da ideologia de limpeza e tentar retirar essas conquistas históricas, que são importantes.
Inclusive, o Paraná foi um dos estados que tentaram censurar seu livro.
Começou no Rio Grande do Sul, foi pro Paraná e depois para os outros estados
Sobre o Rio Grande do Sul, a maioria das pessoas te lê como gaúcho, porque é de onde você construiu a sua trajetória, de onde seus livros vêm, inclusive onde é o cenário de boa parte das tuas obras, mas a verdade é que você nasceu no Rio de Janeiro. Como está sua relação hoje com o Rio Grande do Sul vem se construindo com tempo, já se estabilizou em algum momento?
A minha emoção com o Rio Grande do Sul é bastante contraditória, porque é um lugar em que eu não escolhi para morar, nós saímos do Rio de Janeiro quando eu tinha 13 anos e ficamos. Até pouco tempo atrás eu morava no Rio Grande do Sul, morava em Porto Alegre. Foi uma cidade bastante difícil para mim, em termos de relações, em termos de ser uma pessoa preta, de ser um homem negro, de todas as dificuldades que nós passamos. Não foi uma cidade necessariamente acolhedora.
Por outro lado, eu recebo muito carinho do público de Porto Alegre. O público de Porto Alegre é muito fiel. Os meus maiores públicos são no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Sempre que vou na feira do livro, eu fico horas autografando porque o pessoal vem de longe para me dar um abraço, pegar o autógrafo. Nesse sentido, eu acho que há uma relação afetuosa, essa relação que eu estabeleci com os leitores. Por outro lado, é uma cidade que me doeu muito, me machucou muito, tem aí uma relação ambígua com o Rio Grande do Sul.
Hoje eu moro em São Paulo e fiz as pazes com o Rio de Janeiro, que também não foi um lugar muito fácil na minha infância.
Retomando o assunto da sanção da extrema direita e de que a democracia é uma luta constante. Queria trazer também outro caso para te ouvir. O que aconteceu com a deputada estadual de São Paulo, Fabiana Bolsonaro, além de ter feito falas transfóbicas, ela foi à tribuna para criticar o fato da deputada federal Erika Hilton ser a presidente da comissão de mulheres da Câmara Federal. Ela fez esse gesto clássico do blackface, que remonta um século atrás, quando atores brancos e pintavam de preto para interpretar um personagem negro. O que significa uma deputada fazer isso num espaço da democracia que é a Assembleia Legislativa?
É o que o Michel Foucault já tinha escrito e já tinha refletido. A política é estética. E o que a gente viu ali foi uma performance, a raiz de uma política estética, que toma de assalto um discurso que é extremamente importante para a população negra, ou seja, ela vai se pintando e dizendo que ela nunca sentiu, nunca vai sentir, o que uma mulher negra sente e vai colocando isso de maneira muito dramática.
Ela tem um público aí, não é para as pessoas da extrema direita. É um discurso para uma parte da população que não aceita os temas progressistas, mas quando vê alguém da direita tendo aquele tipo de discurso, falando que reconhece que pessoas negras sofrem, quando ela se coloca num lugar assim de empatia com as mulheres negras, ela está querendo dizer ‘eu entendo a dor de você e por entender a dor de vocês, eu estou chamando vocês para lutar comigo contra isso que vocês estão vendo e que é um absurdo, uma mulher trans presidir, uma comissão de mulheres’.
Me parece que é uma cooptação do discurso, é uma estratégia da extrema direita. Se utiliza de uma estratégia, de uma ideologia pretensamente progressista, para comunicar algo para outro público. Porque o público da extrema direita é cativo, tem ali talvez 25% da população brasileira que é bolsonarista raiz, não vai mover nenhum passo para sair da ideologia bolsonarista.
Então, me parece que é um discurso bastante perigoso. E ela se utiliza também do blackface, tentando dar um uma outra interpretação. Mas, na verdade, ela acabou tendo um ato de racismo. Não sei o quanto ela tem conhecimento de que isso é racismo. Ela fez exatamente o que não se deve fazer. Ou se ela fez de fato de caso pensado, no sentido de ofender as pessoas negras. E é só o começo.
Eu não não sou muito otimista quanto ao futuro da política, porque eu acho que esse ano viveremos coisas bastante difíceis e complicadas. Talvez, Lucas, no ano que vem, se a gente conversar de novo, a gente vai estar falando justamente desse ano difícil, que vai ser esse 2026.
Não tem nenhum prognóstico que mostre que 2026 vai ter algum tipo de paz, que vai ser alguma coisa fácil, realmente o que nos reserva, são momentos bem delicados. E aproveitando, esse último ponto, ano passado sua conta no Instagram foi suspensa sem nenhuma razão mínima explicável. O que que aconteceu? Você está interessado em voltar? Qual é a situação que a gente tem hoje?
Interessado em voltar não estou muito não, viu? O que eu ganhei de qualidade de vida saindo das redes, mas que, por outro lado, você perde um pouco do do contato, com as pessoas, com os leitores. Isso eu acho muito legal. Eu entrei com um processo, estou com dois advogados, e eu estou orientado a não falar sobre o processo, sobre o que aconteceu, mas quando houver o desfecho, a gente pode voltar a conversar sobre o que aconteceu,
Você esteve em Havana, Cuba, queria saber sua percepção. O país vive um momento delicado, principalmente por conta do bloqueio dos Estados Unidos que já é de mais de seis décadas, mas esse ano, desde que houve a invasão dos Estados Unidos na Venezuela, impediu que a Venezuela seguisse fornecendo combustível para Cuba e a situação se agravou ainda mais. Queria que tu compartilhasse um pouquinho, sobre a sua ida para a Feira Internacional do Livro em Havana, foi em 2024.
Eu tenho impressões, passei poucos dias, foram 10 dias em Havana, 5 dias nós ficamos no Grande Hotel, e outros 5 dias, a gente decidiu ficar por conta para conhecer um pouco mais. E ali, naquele momento, a gente já percebeu alguns problemas. Realmente. é um país que tem problemas com combustível. Conseguir táxi não é uma coisa muito fácil. Se você é uma pessoa que tem muita grana, você consegue passar bem, mas o banco é uma coisa que é difícil também funcionar, e tudo é em dinheiro, tudo em espécie.
Mas o que me chamou a atenção é que eles não te pedem coisas, como no Brasil, por exemplo, então, raramente ouvi alguém pedindo alguma coisa nas ruas. Claro que, com a ascensão do Trump, as coisas pioraram, E me parece que há uma tentativa de tomar a ilha. O Trump 2.0 já chega dizendo que queria tomar o Canadá, por exemplo.
É um pensamento de expansão neoliberal. Obviamente que é muito caro você tomar um país e ter que administrar esse país, então, na Venezuela, ele fez uma espécie de protetorado. Que ele sequestra o líder e coloca alguém da sua confiança para administrar e abrir, as riquezas da Venezuela. Me parece que é o que pode acontecer também com Cuba. Eu acho bastante preocupante, muito preocupante e sabe-se lá o que tem acontecido também com a população cubana nesses dias em que há racionamento de água, racionamento de luz. Soube de momentos em que ficaram 15 dias sem ter luz. É muito grave o que está acontecendo em Cuba.
Você comentou sobre os trabalhos futuros, mas te pergunto se acha que as tuas próximas produções vão dialogar bastante com essa experiência nova de ser pai.
Agora estou terminando, um livro de ensaios sobre escrita negra e literatura negra, de como a literatura chega na vida das pessoas negras. É uma reflexão sobre como a literatura chegou na minha vida, como ela mudou também.
E romance, ainda estou pensando um pouco, o que vai ser ainda, mas deve demorar pelo menos dois ou três anos para sair um livro novo de ficção. Eu sou um pouco lento para escrever. Estou me aventurando nessa história de roteiros, ainda esse ano deve estrear na Netflix a série, chamada Habeas Corpus. É uma série de drama jurídico, e eu fui um dos roteiristas. Também deve estrear, talvez no ano que vem, mais uma série, uma áudiossérie também sobre o Machado de Assis. Além do roteiro do meu livro novo De onde eles vêm, que também tenho trabalhado nesse roteiro. Uma função que eu achei que eu nunca ia ter, que é escrever roteiros, parece que está dando certo.
Esses são os projetos e criar o Teozinho, que está com seu um ano e três meses.
Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.
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