Balé no Brasil

‘Não tem limite de idade e de corpos, a dança é para todos, diz a bailarina Ana Botafogo

Uma das responsáveis por popularizar o balé no Brasil é homenageada com exposição no Itaú Cultural

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Ana Botafogo é homenageada com exposição no Itaú Cultural
Ana Botafogo é homenageada com exposição no Itaú Cultural | Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O programa Ocupação Itaú Cultural abre ao público a partir do dia 28 de março, sábado, uma exposição em homenagem à bailarina clássica Ana Botafogo.

A homenageada, que tem 50 anos de atuação profissional na dança, sendo 45 como primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi uma das responsáveis pela popularização do balé clássico no Brasil. Em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, ela pontuou que almejava que o balé ficasse tão conhecido no país quanto o futebol.

“Eu sempre dizia que o meu sonho era, no país do futebol, ter o balé igual o futebol, o Maracanã cheio para ver a dança. E eu devo confessar que ao longo de 40 anos, eu acho que o público foi aumentando cada vez mais”, disse ela.

Ana comentou ainda que está ansiosa para conhecer a exposição e destacou que é uma grande emoção ser homenageada em vida, o que possibilita que ela veja e participe da atividade.

Grande referência no mundo da dança, a bailarina falou também sobre como a modalidade tem lidado com a diversidade de idade e corpos. “Se você está fazendo como terapia, para sua vida, não tem limite de idade, não tem limite de corpos. A dança é para todos. Hoje em dia a gente já prepara professores, porque os professores não podem dar a mesma aula que dão para adolescentes de 18 anos, não pode ser a mesma aula que eles dão para 40, muito menos para 60 anos”, explicou a bailarina, que hoje tem 68.

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato: São 50 anos de carreira, 45 anos como a primeira bailarina do Teatro Municipal. Também se apresentou em 109 cidades brasileiras em 23 estados, além de 12 países. E você recebe uma homenagem, em vida, uma Ocupação Ana Botafogo no Itaú Cultural em São Paulo. Como você está às vésperas da abertura da exposição?

Ana Botafogo: Eu estou bastante ansiosa. Tô vendo que você tem todos os meus números, está sabendo mais do que eu. E, claro, eu estou muito feliz, como você falou, uma homenagem em vida, porque aí a gente pode participar, a gente pode curtir, a gente pode se emocionar.

Eu sei que vão falar da minha carreira, da minha vida, mas eu não sei exatamente como é a abordagem, todos me falam que tudo é lindo, que tudo é maravilhoso e eu estou nessa expectativa de receber essa homenagem, muito, muito, muito grata.

Uma artista brasileira receber homenagem já é bom, mas uma artista de uma arte erudita, o balé, uma arte que eu – como você falou – estou completando 45 anos de Theatro Municipal [do Rio de Janeiro], onde talvez eu tenha dançado 38 anos sem parar nesses palcos.

É muita emoção, adorei que você já sabe que eu estou comemorando os 45 anos, porque agora que eu estou começando a falar, porque eu lembrei disso e não podia deixar de comemorar essa data tão redonda.

Estou muito feliz de ser reconhecida, a gente tem tanto trabalho quando começa, pequena, adolescente, e o sonho de ser bailarina. Eu nunca achei que fosse ter uma carreira tão longa como tive.

A gente planeja muito, mas nem sempre os planejamentos saem exatamente como a gente quer. E nem por isso deixam de ser maravilhosos. A vida vai entrando em certos caminhos…e a minha vida, eu acho que foi assim. E eu sou muito grata pela vida pessoal que eu continuo tendo e com a vida profissional que eu continuo tendo. Eu não estou nos palcos, mas ainda continuo muito ativa com aulas, com coaches, com palestras, estimulando os jovens agora. Então, é uma vida, sim, repleta de dança.

Eu sempre dizia que o meu sonho era, no país do futebol, ter o balé igual o futebol, o Maracanã cheio para ver a dança. E eu devo confessar que ao longo de 40 anos, eu acho que o público foi aumentando cada vez mais. E a gente não está todo dia no Maracanã, mas a gente tem, por exemplo, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro com 2.200 lugares, sempre cheio, um público maravilhoso aqui.

São 45 anos só no Theatro Municipal, imagino que subir no palco é uma situação muito cotidiana. Me parece você está mais nervosa para essa homenagem do que se tivesse que subir para uma nova apresentação agora, de bate pronto.

Já subi no palco do Theatro Municipal também várias outras vezes para representar os bailarinos, para apresentar, por exemplo, uma noite de ópera ou um concerto, e mesmo entrar e falar, dá esse friozinho na barriga.

E devo confessar que no momento, não sou eu que vou performar e sim o Itaú Cultural que está performando, mas dá um friozinho de saber que eu vou ver um pouco de toda a minha vida exposta ali. 

São sempre novidades na vida da gente, que vão se acumulando, são surpresas que vão acontecendo. Eu acho que a minha carreira profissional toda foi muito assim, eu trabalhei muito e foquei muito por onde eu queria passar, mas tive muitas surpresas maravilhosas que me levaram às vezes para outros caminhos, mas sempre que foram muito bons, sempre tendo a dança como mote, que é essa que é a verdade. Hoje em dia eu não faço nada mais que não tenha dança como mote na minha vida. Se eu dou uma palestra ou se eu faço uma presença em algum lugar, é porque é a bailarina que chega, é pelo movimento ou pelo meu momento do 60+, hoje em dia tem dança para 60+, 50+, para falar sobre a importância da dança em um corpo adulto, porque isso também é um tema muito atual.

A gente não fala mais de dança só para crianças. Claro que cada um tem um objetivo diferente. Quem começa criança, adolescente, certamente almeja ser um profissional da dança. Mas a dança, na realidade, é para todos e faz bem para esses corpos, como saúde.

E hoje eu estou um pouco dentro desse universo, porque eu posso falar para meus pares. Quando você é muito jovem, fala para os mais velhos, você não tem tanta conexão. Mas o que eu preciso agradecer, e ao Itaú Cultural também, é que hoje, do alto da minha maturidade, eu tô falando para os meus pares, o pessoal mais adulto, e eu vou conseguir também pegar muito esse público jovem, esse público que ainda me procura, apesar de muitos serem muito jovens e não terem me visto dançar ao vivo. 

Eu gosto muito da dança ao vivo no teatro com plateia, no palco. Mas sou muito grata aos pais e aos professores que falaram de mim para os seus filhos.

Você falou de algo que eu queria abordar mais contigo, sobre os diferentes corpos que têm direito de dançar. Há muitos preconceitos sobre qual que é o corpo que tem direito, até que idade se pode começar a praticar dança. Te parece que o balé tem conseguido democratizar e combater preconceitos para assim incluir pessoas gordas, pessoas diferentes? 

A gente tem avançado muito, tem preconceito sim, a gente às vezes vê até nas próprias redes sociais, quando algo é postado de um balé adulto, ainda tem pessoas que falam contra, mas cada vez mais as pessoas estão conscientes do bem para a saúde que a dança em geral – seja balé ou qualquer tipo de dança – faz para corpos adultos, para corpos maduros.

Às vezes são pessoas que já estudaram um pouquinho de balé e voltam muito depois, que já tiveram filhos, que já foram profissionais em outras áreas, num momento que já conseguem, de novo, ter aulas de dança em geral, e tem aqueles que nunca tiveram oportunidade e que agora estão indo para fazer dança pela primeira vez.

Isso é maravilhoso, eu tenho oportunidade de dar aulas de balé para pessoas adultas que estão começando e o que eles falam, e os médicos falam, é da diferença depois que essas pessoas começam a atuar com a dança.

A dança faz bem pro físico, é um exercício, faz bem para mente, porque excita essa mente, os neurônios trabalham dentro de toda essa movimentação, tem toda uma coordenação motora. Então, imagina tudo o que faz trabalhar do nosso cérebro, das nossas percepções, toda a parte cognitiva de aprender coreografias. Sobretudo, as pessoas mais velha, além da cognição, da coordenação, do bem para saúde, da respiração, tem a parte de sociabilização.

Muitas pessoas às vezes são sozinhas e esse é um momento que elas vão encontrar com os seus pares que gostam também da mesma coisa que ela. Então ela vai fazer um bem para saúde e ainda vai sociabilizar que isso também vai fazer muito bem para toda a sua parte psíquica, psicológica. Então, a dança tem esse poder e seja em qualquer idade.

Então, hoje em dia, não há corpos ideais, se não for o foco para ser profissional. O profissional da dança, seja da dança contemporânea, flamenca, balé, dança de salão, cada um tem uma especificidade se você vai querer ser profissional.

Mas se você está fazendo como terapia para sua vida, não tem limite de idade, não tem limite de corpos. A dança é para todos. Hoje em dia a gente já prepara professores, porque os professores não podem dar a mesma aula que dão para adolescentes de 18 anos, não pode ser a mesma aula que eles dão para 40, muito menos para 60 anos.

Quando a gente mexe com físico, isso é uma questão que a gente precisa estar muito consciente, e eu falo muito nas minhas palestras, sobretudo quando falo para professores de dança: precisamos estar muito conscientes do que vamos ensinar e para quem, pode ser criança, adolescente ou qualquer outro tipo de corpo.

E isso acarreta que a gente precisa conhecer exatamente os limites que a gente pode ir, nós, professores, para que a gente não lesione nenhum desses corpos. O ensino da dança, em geral, é um ensino muito especializado, tem que ser com consciência e responsabilidade, porque muitas vezes as pessoas acham: ‘Ah, vai ali que ele vai te ensinar a dançar um pouquinho’. Não é só dançar dois pra lá, dois pra cá, é mexer o corpo como um todo. Eu tô aqui falando com você e tô já me mexendo, já tô praticamente dançando. Mas é isso, a gente mexe o corpo e é esse movimento do corpo que vai fazer bem para o outro.

Como foi ser uma das pioneiras dentro do balé no Brasil? Antes de você, claro que existiram outras grandes, mas você foi uma responsável por pavimentar o balé no Brasil. Como que foi isso? Teve muitas barreiras para quebrar, para legitimar o balé no Brasil? 

Para dizer a verdade, eu acho que eu já não tive tantas barreiras assim. Eu tive barreiras para popularizar, eu acho que era isso. Ou para ter cada vez mais espetáculos. Mas eu já sou de uma geração que o balé já existia há uns 40 anos lá no Municipal. A Bertha Rosanova foi uma primeira bailarina da década de 50, 60. Eu entrei em 80. 

Em São Paulo, teve um movimento também muito grande e algumas bailarinas que foram importantes, inclusive internacionalmente, para não citar a grande Márcia Haydée, porque a grande Márcia foi um ícone  durante muito tempo, do século XX, ela sem sombra de dúvida, foi o grande ícone brasileiro que nos representou mundialmente.

E eu acho que desbravei esse momento de popularizar. Então, as pessoas às vezes se perguntam: “Por que eu conheço tanto seu nome, não sei de outros, muitos bailarinos estiveram nesse mesmo momento?” Mas eu dancei muito pelo Brasil, Norte, Sul, Leste e Oeste.  E também agradeço muito à imprensa, importante lembrar que eu sou de uma época que não tinha redes sociais. Então o meu trabalho só ficava conhecido quando a imprensa mandava uma notícia. Eu acho que a imprensa foi muito responsável por desenvolver o meu nome dentro do da cultura brasileira.

A pergunta de milhões, me preparei a semana inteira pra isso, numa sexta-feira a noite, a Ana Botafogo dança um forrozinho ou é só balé?

Na minha época era, a gente ia para discoteca, eu adoro dançar. Se me ensinarem e um bom forrozeiro souber me levar, claro que eu vou. Eu gosto muito de sair, de dançar e de estar com amigos. Então eu sou muito sociável.

Quando eu dançava, eu precisava preservar muito a minha energia e os meus pés. Mas sempre fui para dançar com amigos, estar com os amigos, isso com certeza. Agora, eu não sou muito expert no forró, mas bem que Carlinhos de Jesus quer me ensinar um forrozinho e eu vou querer. Quem sabe? Ainda tem tempo. 

Eu acho que o bailarino tem que dançar de tudo. O bailarino tem que ser instrumento na mão do coreógrafo ou das modalidades que forem. Então, me coloca para dançar o forró, que eu vou me esmerar e vou dançar o melhor forró que eu puder. 

E para encerrar, qual é o diferencial do balé brasileiro? Qual é o molho do nosso balé?

Eu não sei se a gente poderia dizer que tem um balé brasileiro, quando a gente fala de balé que vem na tradição de muitos séculos e que vem lá da da Itália, que passa pela França, que também vai para a Rússia. A gente já herdou tudo isso. É uma arte muito europeia, mas eu acho que o brasileiro tem determinação e foco.

Os maravilhosos bailarinos que nós temos hoje em dia e que às vezes não ficaram no Brasil por falta de campo de trabalho e foram dançar pelas companhias mundo afora – e nós temos inúmeros primeiríssimos bailarinos lindos e que hoje em dia nos representam muito bem no exterior – , eu diria que o molho do brasileiro é a determinação, e porque nós somos um povo musical e dançante. Seja lá o ritmo que for, mas dentro da dança, a gente precisa muito aprender a técnica do balé clássico. E nós temos muitos bailarinos que se dedicaram a isso. 

O bailarino brasileiro, se você colocar um chorinho brasileiro, se você colocar até um forró, o bailarino clássico vai fazer uma coreografia dentro do ritmo do forró, do chorinho brasileiro e vai dar um um ‘quê’ especial que eu acho que só o brasileiro tem. 

E se botar um funk?

Um funk com balé não sei, mas é possível que alguém já tenha feito. É uma ousadia muito grande. Olha que eu ousei muito na vida, mas esse momento aí eu não fiz, eu não tive. Talvez até porque o funk não era da minha época.

Serviço

Data: De 28 de março de 2026 até 21 de junho de 2026 

Horários de visitação: terça a sábado 11h às 20h e domingos e feriados 11h às 19h 

Endereço: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo/SP

Entrada gratuita

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

O programa de rádio Conversa Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 8h, na Rádio Brasil de Fato. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A versão em vídeo é semanal e vai ao ar aos sábados a partir das 13h30 no YouTube do Brasil de Fato e TVs retransmissoras.

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Editado por: Thaís Ferraz

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