Economia

Discurso de Guedes teve momentos delirantes, diz Rodrigo Vianna no Jornal Brasil Atual

Comentarista político questionou anúncio do ministro da Economia sobre "relançamento da Economia" brasileira

Cartaz em SP em protesto contra Paulo Guedes, após seu nome surgir nos “Pandora Papers”, com USD 9,55 milhões em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas | Crédito: NELSON ALMEIDA / AFP

Após a debanda de quatros secretários da Economia e rumores de que o ministro Paulo Guedes poderia deixar a pasta, o  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um comunicado a imprensa nesta sexta (22), e afirmou que tem "confiança absoluta" em Guedes.

"Deixo claro a todos os senhores. Esse valor [R$ 400] decidido por nós tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura, não queremos colocar em risco nada no tocante à economia", afirmou o presidente em pronunciamento ao lado de Guedes, sobre o Auxílio Brasil, programa que irá substitui o Bolsa Família.

A declaração foi dada após uma visita presidencial, fora da agenda, ao gabinete do ministro.

No Boletim RBA, o jornalista Vitor Nuzzi comparou a postura do ministro Paulo Guedes a do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que ao ser desautorizado a compra da vacina chinesa,  afirmou, também ao lado de Bolsonaro, "É simples assim: um manda e o outro obedece".

"O que ele está falando agora é o resultado de uma visita cordial do Presidente da República ao seu escritório. […] Agora o Paulo Guedes está falando contra as suas convicções", analisa Nuzzi.

Teto de gastos

O anuncio da demissão dos secretários que comandavam a área fiscal do ministério da Economia nesta quinta-feira (21) ocorreu logo após uma manobra liderada pelo Centrão para abrir espaço no teto de gastos em 2022, ano de eleições gerais. O governo federal pretende gastar cerca de 40 bilhões de reais para financiar o novo benefício social "Auxílio Brasil", anunciado no valor de R$400.

Na coluna Plenos Poderes, o jornalista Rodrigo Vianna, comenta que a estratégia de Jair Bolsonaro de desfigurar o programa Bolsa família, e criar o Auxílio Brasil, é uma operação eleitoral de sobrevivência.

"A tentativa é de dizer assim para os aliados do mercado, de maneira bem pragmática, vocês querem que eu perca para o Lula? O meu único jeito de não perder para o Lula é aprovar um remendo de um projeto social. É evidente que o beneficio social é essencial, […]. E é evidente que esse teto de gasto é uma excrescência que foi aprovada por essa gente. O teto de gastos está sendo rompido pelos motivos errados", disse Vianna. 

Vianna também questionou a fala de Guedes em relação a supostos rumos da economia no Brasil: "estamos indo em direção a uma economia verde, digital no futuro", disse o ministro durante a coletiva. "Guedes fala sobre o relançamento da economia no Brasil, uma economia verde. Verde do quê? O Brasil hoje está desmoralizado do ponto de vista ambiental, só podemos falar em economia cinza, das queimadas. Guedes tá vivendo aonde? O discurso dele teve uma parte delirante", criticou o comentarista político do Brasil de Fato, Rodrigo Vianna. 

*Com informações da RBA.

Confira todos os destaques do dia no áudio acima.

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O Jornal Brasil Atual Edição da Tarde é uma produção conjunta das rádios Brasil de Fato e Brasil Atual. O programa vai ao ar de segunda a sexta das 17h às 18h30, na frequência da Rádio Brasil Atual na Grande São Paulo (98.9 MHz) e pela Rádio Brasil de Fato (online). Também é possível ouvir pelos aplicativos das emissoras: Brasil de Fato e Rádio Brasil Atual.

Editado por: Mauro Ramos

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