CAGED

Governo anuncia crescimento do emprego formal em 2021, mas salário é menor

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Segundo levantamento feito pelo Brasil de Fato, esses foram os primeiros resultados negativos da série histórica do Caged desde 2004
Segundo levantamento feito pelo Brasil de Fato, esses foram os primeiros resultados negativos da série histórica do Caged desde 2004 | Crédito: Segundo levantamento feito pelo Brasil de Fato, esses foram os primeiros resultados negativos da série histórica do Caged desde 2004

O governo anunciou nesta segunda-feira (31) que o país criou pouco mais de 2,7 milhões de vagas formais em 2021, de acordo com o chamado “novo” Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Devido à mudança de metodologia, os dados só são comparáveis com o ano anterior, quando o Brasil eliminou 191 mil vagas. Inicialmente, o governo chegou a celebrar alta do emprego formal em 2020, mas os números foram revisados.

O saldo de 2.730.597 vagas em 2021 é resultado de 20.699.802 contratações (crescimento de 32,4% sobre 2020) e 17.969.205 demissões (mais 13,6%) ao longo do ano. Com isso, o estoque de empregos formais no país soma quase 41,3 milhões, no nível de 2014.

O salário médio de admissão foi menor no ano passado. Segundo o Caged, o valor foi de R$ 1.921,19, queda real – já considerada a inflação – de 3,95% (ou menos R$ 79,07) em relação a 2020. Desde maio, os valores mensais registram diminuição.

Concentração em serviços

Praticamente 45% do saldo de vagas se concentrou no setor de serviços: 1.226.026, aumento de 6,74% no estoque. O comércio criou 643.754 vagas e a indústria 475.141, enquanto a construção abriu 244.755 postos de trabalho, a maior alta percentual (11,62%). Já a agricultura teve saldo de 140.927.

O chamado trabalho intermitente, criado com a “reforma” trabalhista de 2017, teve saldo de 91.340 vagas em 2021. E o trabalho parcial, de 35.637. Assim, as modalidades apresentadas como “solução” representaram apenas 127 mil postos de trabalho. Já os desligamentos “por acordo” somaram 218.718.

O emprego com carteira é só parte do mercado de trabalho brasileiro. Na semana passada, o IBGE mostrou crescimento maior do emprego sem carteira assinada e do trabalho autônomo. E a renda caiu ao menor nível histórico.

Confira as principais notícias desta segunda (31), no áudio acima

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Editado por: Rede Brasil Atual

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