desde a infância

‘Eu canto, danço e represento’, diz Thalma de Freitas, que se reconhece como multiartista

Filha do maestro Laércio de Freitas, ela se orgulha das referências que traz do pai

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A artista carioca iniciou a carreira profissional nos anos 1990, em espetáculos musicais
Thalma de Freitas começou a carreira no teatro musical | Crédito: Márcio de Souza (Divulgação TV Globo)

Na edição desta semana de Sabe Som?, podcast do Brasil de Fato, Thiago França recebeu a multiartista Thalma de Freitas e descreveu o encontro como “uma conversa que valeu por um banho de mar”. No bate-papo, ela falou sobre suas experiências em diferentes campos da cultura. “Isso é a minha natureza: uma fábrica de ideias”, definiu.

Reconhecida pela atuação como atriz em novelas e no cinema, ela começou a carreira artística em musicais no teatro. Convidada pelo diretor Jorge Fernando, estreou na TV com a novela Vira Lata, da TV Globo, em 1996. Mesmo com dezenas de produções audiovisuais, jamais deixou de ser cantora.

“Na minha juventude me diziam: ‘Ah, você tem que escolher se você quer ser atriz ou cantora’, e eu falava: ‘Mas por que eu vou ter que escolher?’. Respondiam: ‘Não dá para fazer os dois’. Eu falei: ‘Como não dá? Eu estou fazendo os dois, eu faço teatro musical, eu canto, danço e represento. Eu já estou fazendo isso. Por que eu tenho que escolher uma coisa ou a outra?”, relembrou.

Thalma é filha do maestro Laércio de Freitas, que também foi multiartista: pianista, tecladista, compositor e, assim como a filha, também atuou. Ele trabalhou com nomes como Maria Bethânia, Wilson Simonal, Clara Nunes, Emílio Santiago e Martinho da Vila.

“O Laércio foi professor de muita gente sem ter sido professor. Eu considero que ele foi um dos professores que eu tive só de a gente se encontrar às vezes e conversar por cinco minutos, já era assunto para ficar pensando uma semana, um mês”, resumiu o âncora Thiago França.

O pai, claro, foi uma das grandes referências da carreira de Thalma. Laércio, que morreu em 2024, acompanhou e orientou a filha desde o início da carreira.

“Quando o papai me estimulou a ser cantora, ele me deu texto. Ele sabia que eu já sabia música, melodia. Então ele me fazia estudar o texto. Porque você não vai cantar para mostrar que você canta bem. Se eu sou cantora, além das notas, eu tenho palavras para dizer. E eu preciso saber que palavras são essas e por que que eu tô dizendo”, relatou.

Além de ter evitado fechar qualquer porta, a artista diz que nunca teve interesse em trabalhar sozinha. Segundo ela, foi mais uma influência do pai.

“A filha do maestro cresceu assistindo ensaios de bandas. Eu não tenho carreira solo. O teatro musical sempre tem um coletivo. Eu fico a fim de montar um monólogo, eu venho escrevendo ao longo deste ano [de 2025]. Tem várias gravações que eu não lancei ainda, mas a banda sempre é o meu foco”, afirmou.

O podcast Sabe Som? vai ao ar toda sexta-feira, às 10h da manhã, e está disponível nas principais plataformas de podcast como Spotify e YouTube Music.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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