forró eletrônico

Getúlio Abelha fala sobre o álbum ‘Autópsia+’: ‘Eu nunca tive medo de fazer misturas’

Thiago França recebe o premiado cantor e compositor para falar do processo criativo e de composição do álbum

Cantor e compositor Getúlio Abelha
Cantor e compositor Getúlio Abelha | Crédito: Luan Martins/Divulgação

O premiado cantor e compositor Getúlio Abelha lançou em março o álbum Autópsia+, a versão estendida do EP Autópsia, um dos grandes destaques do ano passado na premiação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O trabalho traz cinco novas faixas que aprofundam ainda mais a mistura dos gêneros que transitam pelo forró, bolero, brega e rock.

“Isso acontece porque eu fiz sem medo. Nunca tive medo de fazer misturas e o objetivo do álbum era esse mesmo”, afirma o artista piauiense no episódio 107 do podcast Sabe Som?, da Rádio Brasil de Fato.

“Como eu estava interessado em misturar coisas, e o princípio, a base vem no forró, na coisa toda, a bateria tá lá, a guitarra tá lá, o baixo tá lá, a sanfona, tudo isso é gravado. E aí tudo que vem de partes mais criativas ou que saem do eixo do forró, do brega que a gente estabeleceu na gravação, a gente trabalha com samples e tecladinho”, conta. “Eu me senti livre para samplear, porque eu confiava na consistência da base da coisa, que era sanfona, bateria, guitarra e baixo.”

O processo de composição das cinco músicas inéditas se deu primeiro pela melodia. Abelha conta que chegou a ir para gravação com letras não concluídas e que sua trajetória no teatro o ajudou muito. “Eu fui pro estúdio com o caderno vazio, e aí quando chegava na hora eu dizia ‘vamos fazer três takes disso’, e aí os três takes eu respirava e improvisava, e aí dentre essas três palavras ou frases complementares do improviso é que vinha [a letra]. Porque eu fazia teatro de improviso. Se eu for num processo de escrever, eu vou julgar a coisa o tempo inteiro.”

Getúlio Abelha conta que, em seus shows, dificilmente se apresenta com banda completa e só não abre mão da bateria. “A bateria é essencial no meu show porque ela tem a força, a pancada e isso é o que importa. Mas o meu show não vem exatamente depois da música feita. Tem momentos de músicas que eu faço, porque eu tenho ideias de coisas que eu quero fazer no palco, com balé ou com imagem. E aí, às vezes, eu construo momentos da música só pra poder ser possível aquilo acontecer no show”, afirma.

O podcast Sabe Som? vai ao ar toda sexta-feira às 15h e está disponível nas principais plataformas de áudio, como Spotify e YouTube Music.

Editado por: Thaís Ferraz

|

Newsletter