Esta semana, o Visões Populares conversou com Gabriel Martins, sócio fundador da produtora Filmes de Plástico e diretor de filmes que ganharam o público, como Marte Um e No Coração do Mundo. Ele também atuou como roteirista, montador e fotógrafo em diversas outras produções.
“Começamos a nos sentir mais parte, a sentir que o cinema não é uma coisa tão distante de você quando vemos nele a nossa realidade. Quando só vemos nos filmes o ônibus amarelo de escola norte-americana ou a praia de Copacabana, por exemplo, entendemos que a história do filme é uma história que se passa longe de você. Mas, quando você vê um ônibus que pega todo dia e há um personagem que está dentro desse ônibus, e a história é sobre esse personagem, com reviravoltas, conflitos, existe uma possibilidade de se apropriar mais da arte”, defende o cineasta, ao comentar sobre a presença da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) nas obras da Filmes de Plástico.
Agora, Martins se prepara para lançar Vicentina Pede Desculpas, em parceria com a Netflix. Na nossa conversa, ele falou sobre o filme, mas também sobre o sucesso internacional do cinema brasileiro, a democratização da produção e do acesso ao audiovisual e também sobre a importância de produzir em solo mineiro.
Confira a entrevista completa:
Brasil de Fato MG – Como começou sua trajetória com o cinema e como surgiu a produtora Filmes de Plástico?
Gabriel Martins – O desejo de fazer cinema vem desde muito cedo para mim, bem criança, com 8 ou 9 anos. Só que eu morava numa região que sequer tinha um cinema perto, nem muitos projetos relacionados a isso, então, não fazia parte da minha realidade conseguir fazer oficinas de cinema perto de onde eu cresci, onde eu morava. Mas tive a sorte de meus pais estarem bem antenados com o cenário cultural da cidade e do estado, então fui exposto a muita coisa, como peças de teatro e filmes.
Quando eu tinha 12 anos, fui pela primeira vez à Mostra de Tiradentes, que naquele momento estava na sua quarta edição. Lá fiz duas oficinas, uma de brinquedos ópticos e outra de vídeo. Foi a primeira vez que tive contato com curtas-metragens e com filmes brasileiros, até aquele momento eu não sabia o que era o cinema independente ou o que isso significava. Eu tinha uma formação basicamente de televisão.
Desde então, com 12 anos, passei a voltar várias vezes à Mostra de Tiradentes, foi um lugar que realmente me formou bastante e foi se firmando, cada vez mais, o desejo de que era realmente isso que eu queria fazer. Eu não sabia como, não sabia qual era a circunstância para se fazer cinema ou trabalhar com isso, mas tinha esse desejo de que seria possível.
Próximo a fazer o vestibular, ainda no ensino médio, antes mesmo de fazer faculdade, comecei o curso da Escola Livre de Cinema. Tinha 17 anos na época. Lá, conheci o André Novais e o Thiago Macedo Correia. Um ano depois, entrei para a faculdade na UNA e conheci o Maurílio.
De alguma forma, nós quatro começamos a experimentar coisas com vídeo, fazendo alguns filmes e curtas-metragens. Quando nos encontramos com esse meio comum de sermos de Contagem e termos essa relação forte com o bairro de onde viemos, começamos a fazer muita coisa juntos e surgiu a vontade de assinarmos esses projetos como algo específico.
Nasceu a ideia da Filmes de Plástico como uma produtora, inicialmente com o Maurílio, depois o André e depois o Thiago. Assinaríamos assim esses filmes, que seriam muito livres. No início, não havia uma limitação de qual seria a temática ou o que esses filmes teriam que ser. Simplesmente queríamos assinar de alguma forma para que, conforme os filmes ficassem prontos, fossem carregando uma logo, uma ideia, para que as pessoas pudessem falar: “Esses filmes vêm de uma mesma galera”.
E foi o que aconteceu. Aos poucos, fomos sendo reconhecidos nos festivais por esses trabalhos, cada diretor à sua forma, mas também as pessoas envolvidas. Houve um momento em que as pessoas associavam profissionais que não eram nenhum de nós quatro, mas que eram do elenco ou trabalhavam juntos, como se todos fossem da Filmes de Plástico. Acho que foi se criando esse guarda-chuva maior, que tinha essa assinatura, e essa assinatura tinha algum significado.
Acho que isso perdura até hoje. Somos menos reconhecidos por ser uma empresa de cinema e mais porque temos algumas assinaturas que as pessoas vinculam aos nossos filmes, o que acho muito legal. Foi assim o processo de construção, que começou de fato muito cedo e que foi automaticamente se mostrando como um modo de vida. Demorou para ser uma profissão. Cheguei a trabalhar um tempo na Rede Minas como editor, fiz muitos trabalhos temporários em publicidade e vídeos institucionais, mas em algum momento o cinema começou a se firmar mais, consegui trabalhar mais e estou nessa profissão até hoje.
Em diversas obras da produtora se destaca a proximidade e a sensação de pertencimento à RMBH. Você enxerga o cinema como uma forma de ocupar a cidade? Por que isso é importante para quem vive e trabalha em Belo Horizonte?
Acho que, antes de tudo, estamos falando de uma cinematografia recente sobre a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Não é como se pudéssemos apontar 20 longas-metragens de ficção dos anos 70 que falam sobre Belo Horizonte e sobre a periferia de Belo Horizonte. Esses filmes basicamente não existem com volume.
O que a minha geração — não só a Filmes de Plástico, mas várias produtoras irmãs, como a Anavilhana; a Catatais com o Affonso Uchoa e o João Dumans; a Filmes de Quintal; a Ponta de Anzol; a Entre Filmes — entre ficção e documentário, começou a construir nos anos 2000 e 2010 foi um volume de obras que levou a produção a ser reconhecida como o “cinema mineiro”, que para muita gente no Brasil é o cinema favorito.
Já ouvi várias pessoas falarem e textos mencionando que esse tipo de cinema comove muito. Em geral, envolve algum tipo de saga sobre a classe trabalhadora e, além disso, o simples ato de documentar esses espaços, do centro até os prédios da região leste, noroeste, sul, e todas as periferias: Betim, Contagem, Sabará. Acho que há o papel de documentar esse lugar que é tão ausente historicamente.
Quando os espectadores assistem a isso, começam a se sentir um pouco mais parte, não sentem que o cinema é uma coisa distante. Quando só vemos nos filmes o ônibus amarelo de escola norte-americana ou a praia de Copacabana, entendemos que a história de um filme se passa longe de nós. Mas quando você vê um ônibus que pega todo dia, com um personagem que está lá dentro e a história é sobre ele, com reviravoltas e conflitos, existe a possibilidade de se apropriar mais da arte.
Acho que eu e a minha geração acabamos ocupando um lugar que estava vazio. Por estar vazio, teve um frescor, e ainda é algo muito recente. Acho que esse lugar de ocuparmos a cidade refletiu nas pessoas daqui de forma forte porque, no meio artístico e profissional do cinema, a minha geração cresceu com a ideia de que era preciso sair de Belo Horizonte para dar certo, ir para São Paulo ou Rio de Janeiro para efetivamente trabalhar com isso. Foi a história de muitas pessoas que se formaram e estudaram comigo.
Nós fizemos o movimento contrário de ficar aqui, gostamos de estar aqui e não pretendemos sair. Temos a sede da produtora aqui, não vamos nos mudar da cidade, gostamos de viver aqui. Todo esse processo também traz uma identificação forte, porque temos muitas histórias para contar sobre a cidade, e acho que isso se reflete nas pessoas que querem ver essas histórias.
Tivemos nos últimos dois anos, dois filmes que concorreram ao Oscar e inclusive Ainda estou aqui sendo premiado em 2025. Apesar de muita torcida e de um reconhecimento internacional importante, existem também muitos questionamentos ao próprio Oscar. Como você enxerga essa projeção internacional do cinema brasileiro?
Acho que esses êxitos individuais carregam, de alguma forma, um desejo coletivo de ver o cinema brasileiro se dar bem internacionalmente. Mas, na prática, muitas vezes refletem mais recompensas individuais. Quando pegamos o exemplo desses dois filmes, não conseguimos necessariamente dizer que há uma onda de cinema brasileiro, porque esses dois filmes representam a exceção da exceção.
São produções muito caras em termos de orçamento para filmes brasileiros, além de contarem com um aporte financeiro muito grande e cineastas de carreiras muito consolidadas internacionalmente. Não é como se este ano, em que a princípio não temos nenhum cineasta do tamanho do Kleber Mendonça Filho ou do Walter Salles no páreo para o Oscar, fosse surgir uma pessoa do nada e conseguir ocupar esse lugar.
Não existe, estruturalmente, no cinema brasileiro, esse aporte de forma sólida, sem variáveis a cada ano. O que existe ainda é um apoio deficitário para todas as cadeias. Se uma pessoa decidir hoje que quer trabalhar com cinema e começar amanhã, ela estará completamente perdida e muito pouco amparada pela indústria e pelas contradições dessa indústria.
De alguma forma, isso vai abrindo caminhos para entender a importância que o setor pode ter. Vale ressaltar que o Kleber Mendonça Filho, que é um diretor que alcançou resultados incríveis com O Agente Secreto, é fruto de uma política muito forte de editais. O Kleber tem um caminho específico. Essa semente que podemos plantar hoje, de pluralidade e de pensar em investimentos mais amplos em termos regionais, é importante. O Kleber é um diretor que está no Recife e não saiu de lá, assim como eu não saí daqui. Se plantarmos uma semente, talvez no futuro tenhamos mais projeções e figuras, e essa presença internacional não seja tanto uma exceção.
No momento, essa não é a realidade. Isso reflete na forma como os últimos 10 anos do audiovisual foram bastante difíceis, com altos e baixos, e em como essa inconsistência torna muito difícil ter um projeto sustentável de cinema. O desafio que enfrentamos é de fato essa contradição. Que esses dois êxitos que tivemos em anos seguidos possam ser ferramentas para realmente alimentar o investimento maiores em várias camadas, para que não se pense apenas em quem já está no topo, mas em quem está construindo uma carreira, tentando viver disso e achar o seu caminho.
Está em tramitação no Senado Federal o PL 2331/2022, que trata da regulamentação dos serviços de Streaming no Brasil e prevê a cobrança da taxa Condecine sobre o faturamento, a imposição de cotas de catálogo para produções brasileiras e regras de visibilidade para as produções nacionais. Na sua perspectiva esse tipo de regulamentação é suficiente e eficiente?
Acho que é o caminho de uma política de soberania nacional que deveria ser muito mais austera, na minha opinião. Sou partidário de posicionamentos mais radicais. Temos exemplos em outros países, como a Coreia do Sul, que conseguiu construir uma relação muito forte de soberania através de várias medidas de proteção que garantiram a construção de uma potência cinematográfica e artística.
Isso levou a toda essa influência que o K-pop, o cinema coreano e a ficção audiovisual coreana têm hoje no mundo. O Brasil hoje consome conteúdo sul-coreano de maneira muito forte, como novelas e música. Isso se deu por meio de um investimento de uma cultura que não se deixa abater por essa invasão estrangeira, que sempre vai acontecer.
No Brasil, temos o histórico de, a partir dos anos 80, ver o mercado americano invadir de maneira muito agressiva, e nunca conseguimos de fato equilibrar esse embate. Temos aberrações recentes, como o filme infantil Zuzubalândia, que foi programado para os cinemas de uma maneira estranha apenas para cumprir a cota de tela. Temos uma política muito frágil que efetivamente não protege o cinema independente.
Para responder à sua pergunta, acho que são estágios de uma política que precisa ser muito mais eficiente e combativa, ainda existe um excesso de negociação. A Associação de Produtores Independentes e várias pessoas estão tentando combater isso. É muito claro quais são as demandas do setor, mas essas demandas sempre enfrentam resistência do Congresso, porque existe sempre uma necessidade, por parte de vários políticos, de que o capital não seja agredido e que esse mercado não seja balanceado.
Sinto que posturas que caminham mais para a soberania, sendo mais agressivas e duras, criam, a longo prazo, uma correção de rota necessária. Inicialmente podem criar um choque, mas é um choque necessário como reparação histórica. Do contrário, continuaremos sem entender por que filmes brasileiros não alcançam nem mil espectadores.
Quando as exceções aparecem, comemoramos um caso de sucesso, mas outros 150 ou mais dão errado. Passamos por políticas ainda muito frágeis e fico muito triste de ver o quão lentos são os passos dessas políticas. Temos coisas interessantes surgindo, como o Tela Brasil e posições políticas interessantes, mas acho que ainda é muito insuficiente.
Para voltar à história do início, desde que eu ia a Tiradentes, com 12 anos, esse problema já era debatido. Hoje estou com 38 anos e seguimos batendo nas mesmas teclas, com muito pouco avanço prático. Com esse novo cenário dos streamings, é uma posição política importante que se estabeleça a necessidade de uma soberania nacional, garantindo que os interesses públicos e do país estejam assegurados.
No fim de maio, foi lançada pelo governo brasileiro a plataforma Tela Brasil, um streaming público e gratuito de audiovisual. Como você enxerga essa iniciativa?
Acho que são passos muito profundos, que nunca se limitam a apenas uma ação. É a mesma analogia de pensar que os filmes não dão público porque são mal lançados ou porque não tiveram a propaganda de marketing correta. Essa desconexão entre o público e os filmes é muito enraizada em um processo cultural mais amplo.
Cultura é um guarda-chuva muito maior do que apenas o cinema; tem a ver com literatura, hábitos e com a construção de uma lógica de valor sobre as coisas, o que começa muito antes de a pessoa sair de casa para ver um filme.
Temos um problema que não existia antes no Brasil: a falta de salas de cinema para muita gente. O Brasil já teve muito mais salas de cinema do que tem hoje, com preços muito mais acessíveis. Isso já é um fator limitador por si só, e reverter isso será muito difícil. E por mais que eu gostaria que tivéssemos salas públicas por todo o Brasil, como existe em alguns países, é um processo longo. Apenas a oferta não é suficiente.
Podemos pensar no Cine Humberto Mauro, uma sala pública que exibe filmes de graça aqui em Belo Horizonte e nem sempre está cheia. A oferta existe, há programação o dia inteiro, mas as pessoas nem sempre vão, porque a demanda é outra história. A demanda diz respeito a querer sair de casa para ver um filme brasileiro, apostar nisso e entender porque isso é importante.
Muito aos poucos, talvez até com essa história de Oscar, as pessoas voltem a se interessar e fiquem curiosas pelo cinema brasileiro. Ainda assim, sinto que existe uma resistência muito grande, um preconceito e uma associação política estranha com o cinema, a ideia de que “cinema não é para mim, porque todo cineasta é de esquerda”. Há uma série de questões complexas no comportamento do brasileiro em 2026 que exigem um longo processo educacional.
Por outro lado, há muitos projetos legais fazendo a introdução do cinema nas escolas, pois é um hábito que se constrói para entender que o cinema do seu país é importante. Só que fica difícil competir com todo um outro catálogo que é muito agressivo. São várias etapas conjuntas que levam ao resultado de termos uma arte valorizada e pensada como um bem cultural importante para o país. No momento, muita gente não pensa assim.
O exemplo que sempre dou nessas conversas é da época em que houve o incêndio na Cinemateca, que foi super triste e pesado. Lembro-me de olhar para aquilo e pensar que muitas cópias estavam se perdendo. Mas, na prática, percebi que cerca de 70% dos brasileiros ou mais estavam descobrindo naquele dia que existia uma Cinemateca em São Paulo. Muitas pessoas não sabiam que esse lugar existia, então, para elas, tanto fazia pegar fogo ou não. Não existia um valor para que se importassem com aquilo.
Essa construção é um processo muito longo, principalmente entendendo que hoje em dia faz parte da cultura não valorizar muito as coisas; tudo é superficial. É um processo amplo de valor cultural, do qual o cinema é uma parte.
O Tela Brasil, sem dúvida, ajuda nisso, pois permite acessar um streaming de graça. Ao mesmo tempo, há a questão da tecnologia digital, que ainda não é totalmente acessível. Como o acesso é pelo aplicativo, é complexo, não está passando na TV aberta. Talvez seja algo feito para ser acessível, mas que acaba sendo para poucos. Isso não é necessariamente uma crítica à plataforma, porque não havia muito como ser de outro jeito; teria que ser assim.
É um processo de construção de acesso, mas não é o único fator. O Tela Brasil está lá, funcionando, terá cada vez mais filmes, mas se as pessoas não se importam com o conteúdo, não vão acessar.
Vai ser lançado um novo longa-metragem, escrito e dirigido por você, que vai se chamar Vicentina Pede Desculpas. O que você já pode adiantar sobre essa nova história e para quando podemos esperar ela?
Esse é o meu primeiro projeto de longa-metragem pós-Marte Um. Ainda é um momento em que não dá para falar muita coisa, mas voltarei com prazer para falar mais sobre o filme quando for lançado. É um filme que será lançado ainda este ano, em 2026.
Fala sobre a história de um acidente de ônibus que acontece em Belo Horizonte, cujo motorista é lido publicamente como culpado pelo acidente, e acompanhamos a mãe desse personagem. É um filme sobre o luto, que tem como personagem principal a Rejane Faria, uma atriz com quem venho trabalhando há um bom tempo. Ela está incrível no filme, em um grande momento de sua carreira como atriz. Embora ela já esteja fazendo muitas coisas com destaque, acho que esse filme é um capítulo especial.
É um projeto da Filmes de Plástico em parceria com a Netflix, nossa primeira incursão nessa parceria. Estou bem ansioso para compartilhar com todo mundo. É mais um filme passado em Belo Horizonte e que fala muito sobre a cidade.
Como falamos sobre o Tela Brasil ao longo da nossa conversa, queria te pedir para indicar um filme para assistir na plataforma.
Um filme que está em destaque e que acho muito legal é A Hora da Estrela. É um clássico do cinema brasileiro, baseado em um livro super conhecido, e traz a Marcélia Cartaxo no que talvez tenha sido o seu primeiro grande papel e sua primeira protagonista. Ela é uma atriz incrível que ainda está em atividade.
É um filme excelente para lembrarmos que existiu um cinema brasileiro antes de O Agente Secreto, Ainda Estou Aqui e Marte Um. Temos uma história do cinema muito bonita, que conversa com a nossa literatura e com momentos históricos brasileiros, e que é importante valorizar e assistir.
Às vezes, as pessoas têm preconceito com filmes antigos, de outras épocas, mas há muita coisa boa para se descobrir. Esse é um dos filmes em destaque no catálogo, que ainda estou explorando. É um filme que teve um relançamento recente nos cinemas, se não me engano em 2025, com uma cópia restaurada.
Acredito que a cópia disponível no Tela Brasil seja essa mais nova, o que é ótimo. Está havendo um processo de restauração de alguns filmes brasileiros, o que torna o som e a imagem mais acessíveis. Muitas vezes tínhamos cópias ruins, mas agora estão surgindo cópias melhores, promovendo esse resgate artístico e cultural muito importante.
