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A imprensa conservadora deu um tiro no pé ao incentivar e legitimar o governador de São Paulo Geraldo Alckmin a reprimir brutalmente a mobilização da juventude. Dado o caráter de massas das mobilizações e apoio que os jovens estão recebendo da maioria do povo brasileiro, a imprensa conservadora teve que recuar. Nesse momento, de forma maliciosa e estratégica, a chamada grande mídia procura disputar os rumos destes protestos. Por isso, as forças populares devem garantir o caráter popular e progressista destes atos, pois eles são apenas a ponta do iceberg.

A demarcação das terras indígenas é uma questão histórica e ainda mal resolvida. Contrário a ela, há os interesses, políticos e econômicos, das elites. Há etnias, no MS, com altíssimas taxas de suicídios. É inadmissível que o país olhe para essa questão apenas como um conflito entre os índios e os proprietários rurais. O que está em disputa é um projeto de sociedade, no qual esteja assegurado o direito de existência, social e cultural, dos povos indígenas e das comunidades quilombolas, camponesas e de pescadores. Essa conquista exigirá ainda muitas lutas.

Não é verdade que existe um crescimento da participação de jovens em atividades criminosas. Ao contrário, os dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos indicam uma estabilização das taxas de menores infratores privados de liberdade desde 2007. O que temos, na realidade, é o crescimento do índice de jovens enquanto vítimas de atividades criminosas. Em 2010, enquanto a taxa de homicídio do total da população negra foi de 36,0, a dos jovens negros foi de 72,0. Entre os jovens, a diferença entre brancos e negros foi mais drástica.

Agora, Obama, diz que não tem meios para fechar legalmente a prisão. Santa hipocrisia. Tudo é ilegal lá, pela ordem jurídica mundial. Essa mesma hipocrisia mantém presos nos Estados Unidos quatro cidadãos cubanos, porque lutavam contra os terroristas cubanos! Basta de hipocrisia, Obama! Liberte todos os presos de Guantánamo. Feche-a e devolva seu território ao povo cubano. Liberte os quatro prisioneiros cubanos presos em seu país. Fechem suas bases militares. Parem de aterrorizar o mundo. Vocês são a fonte de toda violência militarista que há no mundo.

Somente um movimento de massas pode deslocar o centro da política dos corredores da institucionalidade e dos lobbies para as ruas. É necessário potencializar a organização popular para defendermos as conquistas que tivemos nos governos Lula e Dilma e apresentarmos um projeto nacional de desenvolvimento como alternativa à crise econômica. Avançar nas reformas estruturais e na integração latino-americana será imprescindível para avançarmos na construção de uma nação soberana.

É muita arrogância da elite brasileira criticar a qualidade da medicina cubana, sem apontar qualquer solução imediata para resolver a falta de profissionais nas regiões carentes. Demonstram que não estão preocupados com os problemas do povo, mas apenas com seus interesses corporativos. Defender o Programa Mais Médicos é fundamental para responder, no plano imediato, o desafio de proporcionar o atendimento básico aos brasileiros que mais necessitam.

Agora, um amplo programa de concessão de rodovias, ferrovias e portos para o setor privado está em curso. Para consolidar a agenda liberalizante, o governo autorizou a retomada dos leilões de áreas de exploração do petróleo para este ano, que estavam paralisados desde dezembro de 2008. A contradição é que esta perniciosa agenda liberalizante parte do seio da frente neodesenvolvimentista que sustenta o governo Dilma. Isto é a demonstração cabal de que tal frente é hegemonizada pela burguesia interna.

Agora, bastou a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de número 33, para que os jornalões abrissem espaço para a voz cavernosa do ministro Gilmar Mendes denunciar que os parlamentares “rasgaram a Constituição”.

Nesses dois anos de governo Dilma, tivemos o menor número de desapropriações de toda história recente. Há no poder Judiciário 581 processos de desapropriações parados, alguns com os recursos depositados pelo Incra. E nenhuma instância do governo se mexe para pressionar o Judiciário a ser mais célere, já que é um programa social cumprindo o que determina a Constituição.

Embora o tema “reforma política” esteja na pauta de reivindicações das principais centrais sindicais e movimentos sociais, até o momento não se organizou nenhuma mobilização conjunta expressiva com capacidade de pressionar os parlamentares. Este é mais um desafio que se coloca no atual momento.