Coluna

Artistas lutam para preservar Ministério da Cultura

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Artistas ocupam Palácio Capanema por Ministério da Cultura / Tomaz Silva/Agência Brasil
Não buscarei entendimento com ninguém desse núcleo político de Temer

Dediquei os últimos 10 anos da minha vida na luta pelo reconhecimento do funk, cultura essa que proporcionou tudo o que tenho. 

Os desrespeitos aos direitos que envolvem essa cultura são tão grandes, que tive que buscar apoio na elaboração de uma lei que reconhecesse o funk como expressão cultural. 

Mesmo depois da lei sancionada (setembro/2009), a luta para ser respeitada continuou e ainda está longe de acabar. Durante todos esses anos busquei divulgar informações sobre o movimento funk, suas vertentes e nosso direito de expressá-lo. 

Falei com deputados, senadores, secretários, prefeitos, governadores, ministros e até com a presidente Dilma. Tarefa árdua, mas necessária. Quem está sentado na cadeira, do outro lado da mesa, na maioria das vezes não é a pessoa que a gente mais admira, mas essa aproximação é a única maneira de fazermos a luta política. 

Governo ilegítimo

Hoje, vejo artistas lutando para que o Ministério da Cultura seja preservado. Não buscarei entendimento com ninguém desse núcleo político de Temer, pelo fato de não o reconhecer como governo, seja ele interino ou não.

Não me importo se os novos ministros são homens ou mulheres, se são brancos ou negros, se vai cortar ou não ministérios. Pela primeira vez, me nego a estar junto com qualquer um que esteja lutando contra qualquer absurdo que venha do Michel Temer, pelo simples fato de que ele, por si só, é um absurdo. Viva a cultura popular e seus defensores. Fora Temer e todos os seus atos.