RESISTÊNCIA

Ato contra a aprovação da PEC 55 acontece nesta terça (13) em Belo Horizonte

Manifestantes cobram que STF declare inconstitucionalidade da medida

Belo Horizonte

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A concentração da manifestação ocorre na Praça Sete de Setembro, centro da capital mineira / Rogério Hilário

Manifestantes tomam as ruas de Belo Horizonte na tarde de hoje, dia 13, contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. A medida, que foi votada no Senado Federal na manhã desta terça-feira, teve parecer favorável com 53 votos a favor e 16 contrários. O protesto é organizado pelos movimentos Ocupa Tudo UFMG, Ocupa Minas, Frente Povo Sem Medo e Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte (AMES-BH). A Frente Brasil Popular também participa da atividade.

De acordo com o estudante Otávio Pereira Camargos, estudante de pedagogia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integrante do Ocupa Tudo, a ideia é pressionar para que o judiciário interceda para barrar o congelamento dos gastos públicos durante 20 anos. "Perdemos uma batalha, mas não a guerra. Queremos que o Supremo Tribunal Federal (STF) declare a inconstitucionalidade dessa PEC e também iremos continuar a luta contra a reforma do ensino médio e a favor da auditoria cidadã da dívida pública", declara o universitário.

Atos em todo o Brasil

Todo o país segue organizado para cessar os retrocessos impostos pela PEC 55. Ainda nesta terça (13), estão marcados protestos para o Distrito Federal, São Paulo, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro, Pernambuco e Santa Catarina. 

PEC é aprovada na mesma data do AI-5

Há 48 anos, também no dia 13 de dezembro, era decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5), que instaurou um dos períodos mais duros da ditadura militar brasileira. O AI-5, que vigorou até 1978, forneceu aos governantes poder de exceção para punir de forma arbitrária todas as pessoas e movimentos considerados inimigos do regime.

Quem votou a favor? 

Conheça a lista dos senadores que permitiram o avanço da PEC 55:

Em Minas:

Aécio Neves (PSDB)

Antonio Anastasia (PSDB)

Zezé Perrella (PTB)

Demais estados:

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)

Alvaro Dias (PV-PR)

Ana Amélia Lemos(PP-RS)

Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)

Armando Monteiro (PTB-PE)

Senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Benedito de Lira (PP-AL)

Cidinho Santos (PR-MT)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Cristovam Buarque (PPS-DF)

Dalirio Beber (PSDB-SC)

Deca (PSDB-PB)

Edison Lobão (PMDB-MA)

Eduardo Amorim (PSC-SE)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Elmano Férrer (PTB-PI)

Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Gladson Camelli (PP-AC)

Senador Hélio José (PMDB-DF)

Ivo Cassol (PP-RO)

José Agripino (DEM-RN)

José Aníbal (PSDB-SP)

José Maranhão (PMDB-PB)

José Medeiros (PSD-MT)

Lasier Martins (PDT-RS)

Lúcia Vânia (PSB-GO)

Magno Malta (PR-ES)

Marta Suplicy (PMDB-SP)

Moka (PMDB-MS)

Omar Aziz (PSD-AM)

Otto Alencar (PSD-BA)

Pastor Sebastião Valadares (PDT-RO)

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Pedro Chaves (PSC-MS)

Pinto Itamaraty (PSDB-MA)

Raimundo Lira (PMDB-PB)

Reguffe - Oficial (Sem partido-DF)

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Roberto Carlos Muniz (PP-BA)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Simone Tebet (PMDB-MS)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Telmário Mota (PDT-RR)

Valdir Raupp (PMDB-RO)

Vicentinho Alves (PR-TO)

Wellington Fagundes (PR-MT)