Preconceito

Há 60 anos, nove negros norte-americanos enfrentavam o racismo na universidade

Governo estadunidense tentava impor a decisão de acabar com a discriminação racial nos estabelecimentos de ensino

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Dorothy Counts, primeira aluna negra da Universidade de Harry Harding e enfrentou o racismo diariamente / Reprodução

Em 25 de setembro de 1957, o presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, ordenou que soldados fossem a Little Rock, no estado do Arkansas, para proteger nove alunos negros.

Washington tentava impor a decisão de acabar com a discriminação racial nos estabelecimentos de ensino norte-americanos. Desde 1954, a Corte Suprema dos Estados Unidos declarou que a segregação dos alunos negros era ilegal. A medida era para por fim da discriminação racial nos colégios, outras sentenças judiciais visavam acabar com o racismo em repartições públicas e nos transportes coletivos.

Entretanto, alguns estados do sul, mais conservadores, não seguiam a nova determinação e vinham impedindo o acesso de alunos negros às aulas. Em setembro de 1957, o governador Orval Faubus, do Arkansas, ordenou aos soldados da Guarda Nacional impedissem a entrada de nove alunos negros na High School de Little Rock.

Depois de casos de agressão de pais e alunos brancos aos estudantes negros na capital do Arkansas, o presidente Dwight Eisenhower ordenou enviou uma divisão de homens  da Marinha com a missão de restabelecer a ordem na cidade e escoltar os nove estudantes até a escola.

Como os habitantes estavam enfurecidos, o governador radicalizou e decidiu fechar todas as escolas por um ano, em vez de permitir a mistura entre os estudantes negros e brancos.

Uma das nove alunas negras que tentava estudar, Elizabeth Eckford mudou-se para para St. Louis, no Missouri, e cursou a faculdade de História.

Após os estudos, ela tornou-se a primeira mulher americana negra que, em St. Louis, trabalhava em um banco em uma posição que não era dedicada apenas a servir o cafezinho para os demais funcionários brancos.

Nos anos 60, Elizabeth voltou para Little Rock e trabalhou como professora substituta na escola pública. Hoje, a Little Rock Central High School abriga um museu que registra os eventos racistas e ratifica a sua política contra a discriminação.

 

(*) Pesquisa e Redação: Beatriz Arcoverde; Sonoplastia: Messias Melo.

Edição: Radioagência Nacional