Perseguição

Genocídio Armênio é lembrado em protesto e missa em São Paulo

Mais de 100 anos depois, comunidade armênia reivindica reconhecimento do assassinato de dois terços de seu povo

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Descendentes de armênios realizam protesto, nessa terça-feira (24), em frente à Embaixada da Turquia em São Paulo
Descendentes de armênios realizam protesto, nessa terça-feira (24), em frente à Embaixada da Turquia em São Paulo | Crédito: Reprodução vídeo

A cada 24 de abril, descendentes de armênios em todo o mundo rezam e protestam. O mesmo acontece na Armênia. É a data que marca o começo do Genocídio Armênio, perpetrado pelo Império Turco-Otomano, em 1915. Estima-se que 1,5 milhão de armênios tenham sido mortos no período, cerca de dois terços de sua população total.

Mesmo tendo conquistado seu estado-nacional, no planalto da Anatólia, entre o Irã, Turquia, Azerbaijão e Geórgia, apenas 3 milhões, do total de quase 8 milhões de armênios, vivem em sua terra natal, muito disso por conta do genocídio, que até hoje não é reconhecido pelo Estado turco.

“O Genocídio Armênio foi o precursor dos genocídios. A palavra surge na década de 1940, quando um historiador está tentando entender o que os nazistas estão fazendo, eliminando sistematicamente um povo, sua memória e sua cultura”, explica Norair Chahihian, fotógrafo paulistano descendente de armênios.

Assim como Norair, mais de 30 mil armênios e seus descendentes vivem em São Paulo. Para relembrar a data, o Brasil de Fato e a Pavio acompanharam as cerimônias e protestos da comunidade armênia em São Paulo, na Catedral Apostólica Armênia São Jorge e em frente ao consulado da Turquia. Confira a videorreportagem.

 

Editado por: Vivian Neves Fernandes

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