Entrevista

Hoje, repressão às greves é mais sofisticada do que na Ditadura 

O coordenador do IIEP fala sobre a primeira greve do período militar e avalia o momento atual

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Coordenador do projeto IIEP, Sebastião Neto / Wilson Dias/Câmara Municipal de Mogi das Cruzes

O coordenador do projeto Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas (IIEP), Sebastião Neto, foi um dos entrevistados no programa Revista da Rádio Brasil de Fato. O IIEP promove ações afirmativas em relação aos direitos dos trabalhadores, à informação plena e à educação pública.

Durante a entrevista, Sebastião Neto fala sobre a greve de Contagem, a primeira realizada durante a ditadura militar, em 1968, e que denunciou o arrocho salarial. “Para a classe trabalhadora foi muito duro, desde os primeiros dias do golpe, com cassações e intervenções”, conta.

O coordenador do IIEP avalia que hoje “a repressão é mais sofisticada e os sindicatos, muitas vezes, não conseguem estar presentes nos locais de trabalho. Isso é muito grave. E essa rotatividade implantada nos últimos 50 anos dificulta muito a organização no local do trabalho. Os sindicatos deram também uma cochilada nesse período de melhoria da economia, com o Lula”. 

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Edição: Katarine Flor