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Se a candidatura de Lula for barrada pelo TSE, que caminho o PT seguirá?

Carlos Árabe, cientista político e Secretário Nacional de Comunicação do PT reponde a questão do quadro

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Ato nacional de lançamento da pré-candidatura de Lula a presidente do Brasil no dia 8 de junho, em Contagem, Minas Gerais. / Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas

A pré-candidatura de Lula gera debates e incertezas.

Segundo o Datafolha, o ex-presidente se mantém em primeiro lugar nas pesquisas presidenciais desde 2016. O último levantamento do instituto paulistano indica que Lula atualmente lidera a corrida eleitoral com 30% das intenções de voto.

Entretanto, o ex-presidente segue preso após ter sido condenado a nove anos de prisão pelo juiz de primeira instância Sergio Moro, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. Desta forma, sua candidatura corre risco de ser barrada pela Justiça Eleitoral. 

Marcos, ouvinte de Poços de Caldas, em Minas Gerais, quer saber quais caminhos o PT seguirá se Lula não conseguir se candidatar: "Meu nome é Marcos, sou de Poços de Caldas, em Minas Gerais, e eu gostaria de saber, caso a candidatura de Lula seja indeferida pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral], quais os caminhos que o PT irá seguir".

A reportagem do Brasil de Fato convidou Carlos Árabe, secretário de Comunicação do PT, para responder:

"Oi Marcos, aqui é o Carlos Árabe, Secretário de Comunicação do PT. Quero te dizer o seguinte: essa é uma batalha que está em curso, e que nós esperamos vencer. Uma batalha que envolve não só o partido, mas outras forças, inclusive não partidárias; forças sociais, que estão lutando junto conosco, para que o Lula seja candidato e possa ser a escolha do povo brasileiro, então por isso é muito difícil, e talvez mesmo incorreto, a gente antecipar um resultado frente ao qual nós estamos lutando para que seja o mais favorável para o nosso lado.

Creio que outro aspecto que tem que levar em conta é que há muitas contradições em jogo. O sistema político é rejeitado amplamente pelo povo brasileiro, é bastante questionado, a direita está fragmentada, em conflito entre si, o governo é cada vez menos aceito, o governo golpista, cada vez menos aceito, não consegue mais resolver nenhuma questão, não consegue mais dialogar com o povo.

Então, nós temos que ver que há um processo extremamente conflituoso em desenvolvimento, é nesse quadro que nós podemos dizer: A nossa luta é para que o Lula seja libertado e seja nosso candidato, com planas condições de ser eleito e governar o Brasil com um programa democraticamente elaborado por todas as forças e com participação popular, digo, com todas as forças que o apoiam. É nesse sentido que apostamos tudo na vitória. Um grande abraço, Marcos."

Edição: Diego Sartorato