Eleições 2018

Ministro confirma pavor do mercado em perder boquinha

Os tanques não estão nas ruas, mas as Forças Armadas cada vez mais ganham espaço no moribundo governo de Michel Temer

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Ou o povo se mobiliza ou então pouco restará do país chamado Brasil, que vem sendo sucateado pela patota de Michel Temer. / Divulgação

Eduardo Guardia, o substituto no Ministério da Fazenda do aposentado do Banco de Boston, Henrique Meirelles, afirma que a eleição de outubro está provocando “nervosismo” no mercado, daí, segundo ele, o aumento do dólar e as sucessivas quedas na Bolsa de Valores. Diante do desabafo do ministro, que, claro, não passa de um seguidor total e absoluto das ideias de Meirelles, todo cuidado é pouco. O mercado e o governo sinalizam para a hipótese de não realização da eleição presidencial em 7 de outubro, porque temem perder a boquinha conquistada no últimos dois anos com Michel Temer. 

É visível o problema da direita, que se apresenta como centro, encontrar o candidato único. Precisou até da interferência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi pego na boca de botija pedindo recursos à Odebrecht para o seu partido, o PSDB, em 2010. A mídia comercial, onde FHC tem amplo espaço, lhe dá um tratamento diferenciado, com o nítido objetivo de evitar que seja criminalizado. 

Por essas e outras, cada vez mais é preciso estar atento para o que possa vir a acontecer no Brasil. Os tanques não estão nas ruas, mas as Forças Armadas cada vez mais ganham espaço no moribundo governo de Michel Temer, que, vale sempre repetir, na prática, chegou ao fim.  

Brasileiros e brasileiras que não aceitam o atual estado de coisas em que o mercado sempre dá a última palavra, na voz agora de Eduardo Guardia, claro, em detrimento das amplas parcelas do povo, precisam, mais do que nunca estarem atentos e se mobilizarem para evitar o que na verdade seria o aprofundamento do golpe de 2016. 

Ou o povo se mobiliza ou então pouco restará do país chamado Brasil, que vem sendo sucateado pela patota de Michel Temer. O momento é decisivo. 

Edição: Laís Melo