Soberania

Eleições são decisivas para tentar reverter a entrega do pré-sal

Coordenadora do SindiPetro em São Paulo alerta para a necessidade de interromper o processo de venda da Petrobras

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Trabalhadores da Petrobras questionam política de preços da estatal e entrega da empresa a multinacionais estrangeiras / Arquivo FUP

Em conversa com a Rádio Brasil de Fato neste sábado (6), Cibele Vieira, coordenadora do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (SindiPetro) e membro da Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou que, nessas eleições, está em jogo a soberania do Brasil sobre os recursos energéticos do país. 

“Uma das primeiras coisas que o governo Temer fez, logo após do golpe, foi acelerar a retirada da operação única da Petrobras sobre o pré-sal. A gente não só está vendendo a preço de banana, como estamos deixando de ter a nossa estatal. A operação única era a espinha dorsal do projeto energético brasileiro”, afirmou. 

Segundo Vieira, é falso o argumento de setores da direita de que a Petrobras não teria capacidade de operar, e só obedece aos interesses de multinacionais estrangeiras. “Aqueles que querem acelerar a produção de petróleo, é para levar para fora, não para abastecer o Brasil. A Petrobras é reconhecida no mundo como a empresa que tem mais tecnologia para extração de petróleo no mar. Enquanto o custo de extração no mundo é de 15 dólares o barril, a Petrobras extrai a nove dólares, graças ao fato de termos desenvolvido a nossa própria tecnologia. Depois que eles espionaram a gente, depois que já desenvolvemos a parte mais custosa, que é a tecnologia, eles vem dizer que a Petrobras não tem condições de explorar o pré-sal”. 

Além da soberania, a coordenadora do SindiPetro chama a atenção para o sofrimento da população, que tem pagado um preço alto pela política de preços, inaugurada após o golpe de estado. “A produção nacional de derivados, a gasolina, o diesel, o gás de cozinha, é em torno de 30% mais barata, do que trazer de fora. Só que agora eles descolaram os preços do custo de produção nacional e atrelaram ao preço internacional do barril e quem paga o preço é a população”. 

Edição: Pedro Ribeiro Nogueira