Gordura

Qual a diferença entre os óleos mais comuns que usamos na cozinha?

Comparamos os mais vendidos no mercado: o óleo de soja, de girassol e o óleo de canola

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Os óleos de soja, girassol e canola são ricos em gorduras polinsaturadas, que ajudam na diminuição do colesterol ruim. / Pexels/ Pixabay

É muito comum os óleos de cozinha serem usados para facilitar o preparo dos alimentos. Em geral, os óleos de origem vegetal são classificados como gordura insaturada, ou seja, boa para a saúde. Esse tipo de gordura ajuda na diminuição do colesterol ruim sem prejudicar o colesterol bom.

Os óleos de origem vegetal fornecem energia ao corpo, regulam o metabolismo, além de ajudar no funcionamento do intestino. Os mais fáceis de encontrar nos supermercados são os óleos de soja, de girassol e de canola. A nutricionista Viviane Lago, comenta as principais diferenças destes três tipos:

"A escolha entre qualquer um deles será um benefício. O que levamos em consideração são dois pontos principais: a qualidade, levando em consideração a quantidade presente de gordura denominada ômega. Esses óleos de origem vegetal têm os ômegas 3, 6 e 9; o de soja tem mais do ômega 3; o de girassol tem todos os ômegas, com o ômega 9 em maior quantidade. Os três óleos vão ter praticamente as mesmas características nutricionais e os mesmos benefícios".

O ômega 3 e 6 são dois tipos de gorduras poli-insaturadas, conhecidas como gorduras boas, já o ômega 9 é uma gordura monoinsaturada, mas também é classificada como boa para o nosso organismo.

O outro tema enaltecido pela nutricionista é o ponto de fumaça, quando o óleo atinge uma temperatura alta e começa a modificar suas características. Isso gera a formação de acroleína, substância que pode causar riscos à saúde. Os óleos de soja e canola são mais resistentes a altas temperaturas se comparados ao óleo de girassol.

Já os óleos vegetais também podem alterar o sabor do alimento, dependendo do tipo e da quantidade usada. "O óleo de girassol é o que menos altera, tanto sabor, quanto cor e cheiro do alimento. Para a maioria dos preparos, como assados e grelhados, o óleo de girassol seria nesse quesito o melhor. Para as frituras, ele atinge o ponto de fumaça mais alto, então o óleo de soja é mais interessante".

Porém, se usado em excesso, esse ingrediente pode trazer alguns males para a saúde. Para as pessoas que têm colesterol mais alto, ou que sofrem de problemas cardíacos, ingerir grande quantidade de óleo vegetal pode piorar os sintomas.

Muitas pessoas têm o hábito de reutilizar o óleo, mas esta prática não é recomendada pela nutricionista: "A gente até fala de reaproveitar o óleo para uma segunda fritura, mas não é o ideal, porque ele já foi aquecido uma vez, ele já modificou sua composição."

O ideal é descartar o óleo de cozinha que já foi usado. Uma alternativa é despejar o conteúdo em uma garrafa PET e levar até um ponto de coleta seletiva. Neste site estão os locais que trabalham com o descarte correto do óleo.

Jogar o conteúdo pelo ralo da pia ajuda no acúmulo de resíduos que entopem a rede de esgoto e o fluxo de água. Além disso, o descarte incorreto pode causar problemas de higiene, já que a sujeira atrai insetos, baratas e ratos. O óleo de cozinha também atua na poluição da água e pode causar a morte de alguns seres vivos. 

Edição: Guilherme Henrique