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Equador retoma acusação contra Rafael Correa; caso é considerado perseguição política

Ex-presidente do Equador é um dos acusados pelo sequestro de Fernando Balda, seu opositor, em 2012

Rafael Correa atualmente vive na Bélgica e solicitou asilo político no país europeu / Miguel Ángel Romero/ Presidencia de la República

Uma turma do Tribunal Nacional de Justiça do Equador emitiu, nessa quarta-feira (07)  uma intimação para que o ex-presidente Rafael Correa e três ex-funcionários, compareçam à justiça para o julgamento do “caso Balda”, onde os quatro são acusados pelo sequestro, na Colômbia, do ex-deputado de oposição Fernando Balda.

Em 13 de agosto de 2012, ele foi sequestrado em uma rua em Bogotá, capital do país, por vários homens que o forçaram entrar em uma van. O sequestro durou cerca de uma hora.

Balda culpou o ex-chefe de Estado pelo fato. Em novembro de 2017, ele afirmou em sua conta no Twitter que "vários processos judiciais que darão mandado de prisão da Interpol para Rafael Correa estão chegando".

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Dois meses depois, apesar do caso ter prescrevido, a Procuradoria-Geral do Equador o reabriu e o político, ex-membro do partido Movimento Alianza PAÍS, fundado por ele, foi chamado para retornar ao Equador.

O promotor responsável afirmou que agentes da Secretaria Nacional de Inteligência (Senain) estariam envolvidos no sequestro. São eles: Luis Raúl Chicaiza Fuentes, Diana Jessica Falcón Querido e Jorge Armando Espinoza Méndez.

No entanto, o Secretário de Inteligência, Jorge Costa Palacios, diante do pedido da promotora Jimena Mena Martinez revelou, em maio deste ano, documentos que indicam que estes três cidadãos não eram "funcionários públicos da Secretaria de Inteligência no período 2011 - 2012 ".

Cartas do Alto Comando e dois depósitos de pagamento são as principais provas utilizadas contra Correa.

Horas antes da decisão da justiça ser anunciada nessa quarta-feira (07), Correa denunciou, em uma entrevista exclusiva para a teleSUR, que é vítima de uma perseguição judicial e que o caso Balda é "puramente político".

Ele também indicou que não esperava "absolutamente nada da justiça equatoriana" porque o país "está totalmente fora do Estado de Direito".

Na ocasião, Correa também declarou que está denunciando o Estado equatoriano em órgãos de justiça internacionais pois, segundo ele, “a acusação é insustentável”.

Edição: teleSUR | Versão para o português: Pilar Troya