Migrantes detidos

EUA alteram procedimentos na fronteira após morte de segunda criança guatemalteca

O governo da Guatemala exigiu uma investigação “clara” sobre as mortes

Religiosos e defensores dos direitos dos imigrantes enfrentaram agentes da Patrulha de Fronteira dos EUA em San Diego no dia 11 de dezembro / Mike DuBose / UMNS

As autoridades estadunidenses anunciaram que passarão a submeter as crianças sob custódia do governo do país a novos exames médicos, após a morte de um menino migrante de 8 anos, procedente da Guatemala. Foi o segundo caso de criança que morreu sob custódia dos Estados Unidos, depois de atravessar a fronteira ilegalmente. O governo da Guatemala exigiu uma investigação “clara” sobre as mortes.

“Esta é uma perda trágica”, disse o responsável pelo CBP (Customs and Border Protection), Kevin K. McAleenan. Representante da autoridade que vigia as fronteiras, McAleenan manifestou à família condolências pela morte de Felipe Alonzo-Gomez, morto na noite de Natal.

Nessa terça-feira (25), o CBP anunciou em comunicado que realiza exames nas crianças com idade até 10 anos. A instituição argumenta que está revendo sua metodologia em relação à custódia dessas crianças, tanto na chegada aos centros, como 24 horas após a chegada.

Além disso, a Patrulha de Fronteira diz que trabalha com o Departamento de Imigração e Alfândega para o transporte para centros residenciais de Família e alta supervisionada. A agência examina as opções de custódia para aliviar os problemas de superlotação em El Paso, como por exemplo, trabalhar com organizações não governamentais ou parceiros locais para moradias temporárias.

O CBP estuda opções de assistência médicas com outros parceiros governamentais, como a Guarda Costeira, o Departamento de Defesa, serviços de saúde ou centros de Controle de Doença e Prevenção.

Histórico

Felipe Alonzo-Gomez mostrou “sinais potenciais de doença” na segunda-feira e foi levado, juntamente com o pai, a um hospital em Alamogordo, no estado do Novo México, onde foi diagnosticada uma gripe. Apresentou depois febre e ficou na unidade médica mais 90 minutos, tendo recebido alta na segunda-feira à tarde, com prescrição de antibiótico.

À noite, voltou ao hospital à noite com náuseas e vômitos e morreu quatro horas depois, segundo a CBP, pouco depois da meia-noite do dia de Natal.

A agência informa que ainda não está determinada a causa de morte e que haverá uma investigação. O Departamento de Segurança Interna e o governo da Guatemala foram notificados.

*Com informações da RTP, emissora pública de televisão de Portugal.

Edição: Agência Brasil