Venezuela

Governo Maduro investigará "falsa operação" contra líder oposicionista Juan Guaidó

Vídeo de suposta detenção do presidente da Assembleia Nacional foi divulgado neste domingo (13); ele está solto

Brasil de Fato | Caracas (Venezuela)

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Juan Guaidó se autodeclara presidente interino da Venezuela / Yuri Cortez/AFP

O novo líder da oposição venezuelana, deputado Juan Guaidó, aparece detido por homens encapuzados em um vídeo divulgado na internet neste domingo (13). As imagens mostram que o carro dele teria sido interceptado por um grupo armado na Autopista de Caracas, identificado com uniformes das forças de seguranças do Estado. A hipótese de uma operação oficial foi desmentida horas depois por interlocutores do governo Maduro, segundo o qual não houve qualquer medida contra o opositor.

Guaidó lidera a Assembleia Nacional da Venezuela e, na última sexta-feira (11), se autodeclarou presidente interino do país.

Atualização, às 18h11 (horário de Brasília): O governo venezuelano afirma que destituiu os funcionários do serviço de inteligência que participaram da ação irregular e unilateral. O próximo passo, segundo interlocutores, é compreender o que motivou essa "falsa operação" e identificar quem estaria por trás do ocorrido.

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Em sua conta oficial do Twitter, assessores e familiares denunciaram que o vídeo divulgado neste domingo se tratava de uma operação do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin). Alguns minutos depois, informaram que o deputado havia sido "liberado", sem maiores detalhes.

Questionamento

"Falsa operação", definiu o ministro da Comunicação da Venezuela, Jorge Rodriguez, que entende que a ação pode ter sido orquestrada em sintonia com meios de comunicação estrangeiros, para desestabilizar o governo Maduro. "É muita coincidência que no mesmo momento que surgiu essa situação, jornalistas da Colômbia e meios dos EUA foram para frente da sede da Sebin para reportar informação", observou.

Oposição

Juan Guaidó é deputado pelo partido Vontade Popular, um dos partidos mais radicais da direita venezuelana, envolvido nos atos violentos das chamadas "guarimbas", de 2017. Na ocasião, mais de 100 pessoas morreram. 

Depois do ocorrido, na manhã deste domingo, opositores convocam protestos e o deputado Guaidó foi levado diretamente a uma assembleia aberta de correligionários – que havia começado justamente no momento da suposta abordagem ao carro do parlamentar.

Atualizada em 13 de janeiro de 2019, às 18h11 (horário de Brasília).

Edição: Daniel Giovanaz