JUSTIÇA

STJ ordena a soltura de engenheiros presos por crime de Brumadinho (MG)

Engenheiros teriam atestado a segurança da barragem; justiça afirma que não há necessidade de prisão provisória

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Destruição causada pela lama tóxica da Vale / Reprodução

Os dois engenheiros da empresa TÜV SÜD e os três funcionários Vale presos pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG) tiveram sua liberdade concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (5). A prisão partiu da constatação de que os profissionais haviam atestado a segurança da barragem da Mina do Feijão.

A decisão do STJ é provisória enquanto os investigados André Yassuda e Makoto Mamba, da TÜV SÜD, e Augusto Paulino Grandchamp (geólogo), Ricardo de Oliveira (gerente de Meio Ambiente) e Rodrigo Artur Gomes de Melo (gerente-executivo do Complexo Paraopeba da Vale) aguardam o julgamento do mérito do habeas corpus, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

“Se cometeram algum equívoco, erro, alguma ação dolosa que gerou esse resultado, terá de ser apurado com esmero e profundidade, e não com esse açodamento para dar uma satisfação, um clamor público”, disse a decisão, alegando que a soltura dos investigados não prejudica a investigação.

A Vale afirmou, em nota, que colabora plenamente com as autoridades. Até o momento, 134 mortes foram confirmadas e 199 pessoas seguem desaparecidas.

Edição: Pedro Ribeiro Nogueira