Imperialismo

Em ato pela paz, entidades de 15 países prestam solidariedade ao povo venezuelano

Evento ocorreu na noite desta quarta-feira (13) no centro de São Paulo (SP)

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Evento foi organizado pela Intersindical e apoiado pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular / Juca Guimarães

Um ato internacional pela paz na Venezuela reuniu na noite desta quarta-feira (13) movimentos populares e sindicais na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), no centro de São Paulo. Lideranças sociais de 15 nacionalidades latino-americanas discutiram a situação do país e reafirmaram a importância de se prestar solidariedade ao povo venezuelano.

João Paulo Rodrigues, da Frente Brasil Popular e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), caracterizou a situação do país como "uma disputa de classe das mais importantes que a nossa geração possivelmente já teve". Também lembrou que a pauta está entre as mais relevantes para as forças de esquerda.

Já o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou que a Venezuela se tornou laboratório de novas formas de intervenções imperialistas no mundo, chamadas de "guerras híbridas". "[Essas guerras] não são mais propriamente militares. Usam fundamentalmente a sabotagem econômica, a guerra de desinformação, o terrorismo midiático pra desestabilizar projetos políticos de governos que não estejam de acordo com interesses do imperialismo", explicou. 

Nessa linha, Sergio Lombardi, representante da Federação Sindical Mundial e do Movimento Sindical Argentino, lembrou os interesses comerciais norte-americanos na região. “A América Latina já está cheia de bases militares americanas em locais onde tem recursos naturais. É importante que nós nos unirmos para evitar a invasão da Venezuela. O interesse é o petróleo. Temos que garantir a soberania da Venezuela contra o imperialismo americano. Se a Venezuela cair, nós seremos os próximos". 

A Venezuela possui a maior reserva de petróleo comprovada do mundo, e os Estados Unidos são os maiores consumidores de derivados do óleo.

O ativista Luiz Gonzaga da Silva, conhecido como Gegê, do CMP (Central dos Movimentos Populares), tem dupla-nacionalidade brasileira e venezuelana. Ele morou lá por dois períodos e tem lembranças muito positivas do país e da revolução bolivariana. "É a maior e mais perfeita democracia que já vive. Quando cheguei lá fui recebido de braços abertos", disse.

De acordo com Gegê, a defesa da Venezuela é, neste momento, a defesa à vida. "Quem tem coragem de invadir um país como a Venezuela não tem compromisso com o ser humano. Cortar a energia elétrica de um hospital, como fizeram os ianques, é um dos maiores crimes possíveis na face da terra", completou.

 



 

Edição: Aline Carrijo