Mobilidade

Em Curitiba, estudantes reivindicam a desburocratização do meio passe para transporte

Uma manifestação irá acontecer no próximo dia 28 organizado pela UPES, em frente ao Colégio Estadual do Paraná

Luan Azevedo, estudante na Universidade Tuiuti, contou que mora no bairro Tatuquara e precisa atravessar a cidade para estudar. Filho de mãe solteira, não tem registro nos documentos do pai já falecido. Mas mesmo sem esse registro do pai, para liberar o meio passe para o transporte público a Prefeitura solicitou ao estudante que trouxesse uma certidão de óbito.  “Expliquei para eles que nunca o conheci, tanto que não existe o nome dele nos meus documentos”, disse. O relato aconteceu durante a audiência pública “Democratizando o Transporte Público”, realizada na última sexta, 21, na Câmara Municipal de Curitiba, pelo mandato da Vereadora Professor Josete. 

A cidade de Curitiba não oferta passe livre aos estudantes, somente meia passagem que é também benefício para idosos e portadores de deficiência. Um estudante curitibano para conseguir meio passe precisa apresentar RG, CPF, comprovante de residência, comprovante de renda de pai e mãe e também do estudante. Um documento emitido pela URBS deve ser assinado pelo estudante se comprometendo que não irá trabalhar enquanto receber o benefício.

A União Paranaense dos Estudantes (UPES) irá realizar um protesto contra a burocratização para o acesso ao meio passe,  no próximo dia 28, às 13h, em frente ao Colégio Estadual do Paraná.  “Nossa reivindicação é essa, que se faça a desburocratização desse processo. Não tem impacto nenhum para os cofres públicos descomplicar. O que dá impressão é que se dificulta o acesso a este direito. Lembrando que não temos nem o passe livre”, diz Luan que cita como exemplo São Paulo: “São Paulo também é um bom exemplo, que acontece com contato direto da Faculdade com a Prefeitura. O que importa é ser estudante”.

Cidades brasileiras que tem passe livre

O site FreePublicTransport lista mais de 60 cidades que têm transporte gratuito e, entre elas, sete são brasileiras:  Potirendaba (PR), Paulínia (SP), Muzambinho (MG), Pitanga (PR), Ivaiporã (PR), Porto Real (RJ) e Agudos (SP). Paulínia, a 119 km da capital paulista, têm mais de 80 mil habitantes e foi a última da lista de cidades brasileiras a implantar o sistema.  

Passe livre se refere à uma gratuidade na tarifa do transporte coletivo, enquanto meio-passe aborda o corte de metade da tarifa para uma parcela da sociedade, como idosos, pessoas com deficiência e estudantes. 

 

Editado por: Laís Melo

|

Newsletter