CHUVAS

Enchentes de fevereiro serão investigadas pela Câmara Municipal do Rio

Comissão Parlamentar de Inquérito pretende criar políticas públicas para prevenir mortes em decorrência dos temporais

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

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Segundo a CPI, enchentes e deslizamentos atingem de formas diferentes a cidade do Rio, sendo as áreas mais pobres as mais castigadas / Tomás Silva/ Agência Brasil

As enchentes que deixaram seis mortos e rastros de destruição na cidade do Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano, serão investigadas pela Câmara Municipal. A primeira sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Enchentes foi realizada na última quinta-feira (28). A CPI tem por finalidade apurar as circunstâncias, os fatos e as consequências sociais, ambientais e econômicas causadas pelos temporais. Além disso, investigar sobre as responsabilidades do poder público na prevenção, mitigação dos efeitos e atendimento dos atingidos pelas chuvas, inundações e deslizamentos. 

Sobre o plano inicial de trabalho da CPI, o presidente da comissão, Tarcísio Motta (PSOL), elencou os principais eixos da comissão: prevenção e mitigação; contingenciamento e gestão de crise; atendimento e acolhimento aos atingidos; saúde pública, saneamento ambiental e mudança climáticas e intensificação de eventos climáticos extremos.

Para Tarcísio, é preciso entender o fenômeno e ter políticas públicas pra evitar que pessoas morram na cidade em decorrência do eventos climáticos extremos. “Os mais pobres e vulneráveis são aqueles que estão mais suscetíveis a morrerem e perderem suas casas, logo, as politicas públicas precisam prever isso e entender que são nessas áreas que os maiores investimentos são necessários”, afirmou o parlamentar em entrevista ao Programa Brasil de Fato Rio de Janeiro na última sexta-feira (29)

Tarcísio também anunciou que moradores de áreas atingidas e servidores serão convidados a depor na CPI, e enumerou o requerimento de uma série de documentos como o relatório das atividades relacionadas à limpeza de bueiros e aos dados pluviométricos da cidade que serão encaminhados à Geo-Rio, a Rio Águas e a Secretaria Municipal de Conservação. 

Edição: Mariana Pitasse / Reportagem: Fernanda Castro/ Entrevista: Denise Viola