Luta

Trabalhadoras de Curitiba apontam que mulheres são as mais atingidas por precarização

A luta contra a reforma da previdência foi a principal pauta deste 1° de maio na capital paranaense

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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A reforma trabalhista é absolutamente agressiva com as mulheres da classe trabalhadora. / Giorgia Prates

Olhar para as condições da própria existência, analisar criticamente um processo histórico, compreender as propostas de desmonte atuais e projetar uma organização e luta, apesar de, para enfrentar os próximos períodos. Talvez tudo isso, e um tanto mais, atravesse os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros todos os dias, mas se fortalece no 1° de maio, quando se celebra a existências desses que fazem uma sociedade acontecer.

A luta contra a reforma da previdência foi a principal pauta desta data em Curitba. O tema veio estampado nas camisas, faixas e adesivos das centenas dos participantes do ato que aconteceu na Vila Torres.

A manifestação reuniu o comitê unificado do Paraná em defesa da aposentadoria, Pastoral Operária, PT, PCB, PSOL, PSTU, Centrais Sindicais, Sindicatos e Movimentos Sociais entre eles o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A atividade começou com a concentração com café da manhã, ato ecumênico ,ato político com caminhada até o teatro Paiol, ciranda e o encerramento feito pelas pastorais.

Cristina Oliveira, professora, coordenadora do cursinho vestibular para negros e negras e coordenadora da pastoral afro-brasileira foi uma das participantes: “Estou aqui nesse movimento de luta, porque aqui a gente consegue expressar nossa indignação com o atual governo pelo desmanche e desrespeito com a nossa classe trabalhadora, principalmente nós negras. Enquanto mulher não me sinto representada por esse presidente e congresso que está lá, que todos os dias nos deslegitima, nos enfraquece e nos desespera, enquanto nós mulheres estamos sustentando e enriquecendo esse país”.

Rosana Moreira, ativista da Marcha Mundial das Mulheres, que ajuda a construir a Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana, afirma que no desmanche do atual governo do direitos dos trabalhadores, as mulheres são as principais atingidas:  “A reforma trabalhista é absolutamente agressiva com as mulheres da classe trabalhadora. Nós precisamos ir para as ruas para que a gente possa derrotar esse absurdo. Nós já somos as primeiras no trabalho precarizado, sem carteira assinada e precisamos nos organizar agora junto com os demais componentes da classe trabalhadora para que possamos lutar e ter mais essa vitória em nossas vidas”.

Presidente do Sindipetro do Paraná e Santa Catarina, Anacélie Azevedo, afirma que estamos vivendo um desmonte do Brasil com Bolsonaro: “Destaco a afronta contra a Petrobrás, com o anúncio da venda de oito refinarias, entre elas a do Paraná, e temos que reforçar nossa luta pela soberania nacional, essa é uma de nossas pautas de hoje”.

Para Luana, do MST Paraná, o ato também é um momento de lembrar as tantas lutas travadas em toda história do Brasil com os indígenas, negros e trabalhadores colonizados e imigrantes: “Para nós é importante a construção dessa unidade, para que a gente possa lutar, ir para as ruas e reivindicar nossos direitos, do campo e da cidades, unidos quanto classe trabalhadora, para lutar pelo que é nosso, conquista nossa, do direito do trabalho, do ser humano, de viver, de plantar, colher e ter nossa subsistência garantida”.

Edição: Redação