Recuo

Bolsonaro cancela viagem aos EUA, onde estavam previstos protestos e homenagens

Informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação, que não esclareceu os motivos do cancelamento

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Manifestantes no hotel Marriott pretendiam manter o protesto até 14 de maio, data prevista para realização da homenagem a Bolsonaro / Renata Ferreira/ Defend Democracy in Brazil-NY. & George Day/ Rise and Resist

A Secretaria de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto informou nesta sexta-feira (3) o cancelamento da viagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Nova Iorque, nos Estados Unidos, na semana que vem. No próximo dia 14, o presidente seria homenageado como a "Pessoa do Ano" pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos no hotel Marriott, onde ativistas protestam desde o último dia 29 empunhando cartazes com mensagens antifascistas.

A cerimônia foi recusada pelo salão de eventos Cipriani Hall, em Wall Street, e pelo Museu da História Natural após pressão do prefeito nova-iorquino Bill de Blasio, que chamou Bolsonaro de "homem perigoso". Ambos os espaços disseram não concordar com "os objetivos declarados" do governo brasileiro.

Na última sexta-feira (26), o senador democrata Brad Hoylman, representante de Nova Iorque no Congresso, publicou uma carta para o hotel Marriott pedindo o cancelamento da homenagem ao presidente brasileiro.

Esta semana, a companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times retiraram o apoio ao evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Na nota divulgada pela Secom não foi especificado o motivo do cancelamento da viagem.

Edição: Daniel Giovanaz