15 DE MAIO

Greve na educação inicia processo de enfrentamento a Bolsonaro, diz presidente da CUT

Para Vagner Freitas, jornada de lutas resultará na maior greve geral da história do Brasil, convocada para 14 de junho

Centenas de atos que ocorrem em diversas capitais do Brasil nesta quarta-feira (15)
Centenas de atos que ocorrem em diversas capitais do Brasil nesta quarta-feira (15) | Crédito: Rafael Tatemoto/Brasil de Fato

Professores, estudantes e trabalhadores da educação de todo o Brasil amanheceram em luta neste 15 de maio, data que marca a primeira greve nacional contra políticas do governo Jair Bolsonaro (PSL). 

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A mobilização acontece em repúdio ao corte de 30% no orçamento das universidades e institutos federais anunciados por Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, secretário de educação superior do Ministério da Educação (MEC), no início do mês.

A paralisação antecede e faz parte do calendário de organização da greve geral de todas as categorias, convocada para 14 de junho. Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), destaca a importância dos atos de hoje. 

“É a defesa da educação de qualidade. Educação não é adestramento, como Bolsonaro pretende fazer. Não só nas universidades públicas federais mas no Brasil inteiro, haverá um levante contra esse governo que procura emburrecer a sociedade brasileira diminuindo investimentos na educação e aumentando investimentos na retirada do direito dos trabalhadores”, afirma o dirigente. 

Para Freitas, a greve dos setores da educação fortalece a oposição às políticas de Bolsonaro.

“O Brasil vai ter um processo de grande enfrentamento a um governo [que] vem se mostrando como o inimigo dos trabalhadores. O dia 15 de maio é mais uma soma para construirmos no dia 14 de junho a maior greve geral da história do Brasil, contra todos esses desmandos na educação, contra a reforma trabalhista, pelo crescimento dos empregos, e contra a crise econômica”.

A paralisação de todas as categorias no próximo mês tem como objetivo barrar a proposta de reforma da Previdência, projeto que, conforme denuncia o presidente da CUT, irá impor um sistema privado de capitalização, no qual os trabalhadores terão que contribuir sozinhos para sua aposentadoria, sem ajuda do Estado ou dos patrões.  

Bolsonaro cria a greve geral, provoca a greve geral. Sua agenda política de candidato já se mostrava hostil aos trabalhadores. Suas atitudes como presidente da República são de retirada de direitos”, reforça. 

Na opinião do sindicalista, o corte no orçamento da educação e a aprovação da Medida Provisória (MP) 873, que impõe alterações para a contribuição sindical e enfraquece as entidades, possuem a mesma finalidade.

“São propostas de uma mesma política: que a sociedade permaneça calada. As universidades representam a voz de uma parcela da sociedade, os sindicatos a voz de outra parcela. Ambas vozes de trabalhadores e trabalhadoras que o Bolsonaro procura calar. A greve geral virá como um enfrentamento ao estado de coisas que estão acontecendo no Brasil hoje”, conclui Freitas. 

Editado por: Aline Carrijo

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