direito de lutar

MST fará ato neste sábado (20) em memória de Luis Ferreira, assassinado em Valinhos

Concentração está marcada para 9h na praça Washington Luiz; caminhada seguirá até o largo São Sebastião

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Luis e outros moradores do acampamento Marielle Vive distribuíam alimentos quando foram atropelados por caminhonete / Foto: Nacho Lemos

O pedreiro Luis Ferreira da Costa, de 72 anos, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foi morto na manhã desta quinta-feira (18) enquanto participava de uma manifestação pacífica em Valinhos (SP). Como homenagem ao militante assassinado, o movimento fará um ato neste sábado (20) em defesa da vida e da luta pela reforma agrária.

A concentração está marcada para as 9h na praça Washington Luiz. De lá, sairá uma caminhada até o largo São Sebastião, em frente à Igreja Matriz.

Relembre o caso

O vendedor Leo Luiz Ribeiro, de 60 anos, avançou com sua caminhonete modelo Mitsubishi Hylux L-200 sobre as famílias do acampamento Marielle Vive, que protestavam na Estrada Jequitibá exigindo da prefeitura o direito ao fornecimento de água às suas casas. O pedreiro foi a única vítima fatal.

Ribeiro foi preso pela Polícia Civil por volta das 17h30 de quinta e confessou o crime. Após prestar depoimento na delegacia da Polícia Civil do 1º Distrito de Valinhos, ele foi transferido para cadeia pública anexa à 2ª Delegacia de Polícia de Campinas (SP).

::Leia o perfil - “Apesar da idade, queria vencer”: antes de ser assassinado, Luis foi à escola do MST

Acampamento Marielle Vive

Cerca de 1,1 mil famílias, vindas em sua maioria das cidades do entorno, vivem no acampamento.

A área foi ocupada em 14 de abril de 2018. O terreno da fazenda pertence à empresa Eldorado Empreendimentos Imobiliários e está improdutivo há anos. O local é cercado por condomínios residenciais de luxo e a área é, cada vez mais, alvo de especulação imobiliária.

Edição: Rodrigo Chagas