Jornada da Agroelogia

Mais que uma jornada, é um projeto de soberania para o Brasil

Num momento político complicado, jornada de agroecologia traz discussões sobre alimentos saudáveis e educação pública

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Em sua 18ª edição, que acontece em Curitiba, de 29 de agosto a 1º de setembro. / Ju Adriano

Em sua 18ª edição, que acontece em Curitiba, de 29 de agosto a 1º de setembro, a jornada de agroecologia tem diversos desafios. A troca de informações e conscientização sobre alimentação saudável, sem veneno, a defesa de um modelo alternativo ao agronegócio e às queimadas da Amazônia, que estão literalmente botando fogo no Brasil, estão no centro dos debates. 

Mas, no atual momento político, vários outros temas serão discutidos, como a situação do país desde o golpe contra a presidente Dilma Rousseff, a prisão de Lula, a perda de direitos dos trabalhadores, a estagnação econômica, a privatização e a entrega das riquezas do Brasil. 

“Como em outras edições, a jornada está muito sintonizada com o momento político que vivemos. Temos a luta contra os interesses do agronegócio, de privatizar a agricultura, a natureza e o conjunto dos recursos naturais, o uso de agrotóxicos e da ofensiva que o agronegócio impôs ao governo Bolsonaro. Mas um dos pilares fundantes é a discussão de um projeto soberano de país, de defesa da educação pública, recuperação da democracia, nossa soberania econômica, alimentar, educacional”, afirma Roberto Baggio, dirigente nacional do Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra, MST.

Jornada ocupa o coração de Curitiba 

Praça Santos Andrade, Boca Maldita e Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) são locais marcados na memória e na história de Curitiba por grandes mobilizações e ações populares e também serão os palcos da jornada. Todas as atividades são abertas à participação do público em geral, de forma gratuita, sem necessidade de inscrição prévia. Confira o que acontece em cada local. 

Praça Santos Andrade 

Recebe a Feira da Agrobiodiversidade Camponesa e Popular e Culinária da Terra, em toda a extensão da praça. Em frente ao Prédio Histórico da UFPR será montado o palco onde acontecem dezenas de shows e apresentações artísticas. Uma das tendas montadas na praça terá o nome de “Wajapi” e vai realizar debates e ações ligadas ao tema dos agrotóxicos.

Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR 

O Teatro da Reitoria receberá a abertura da jornada, a partir das 18h, no dia 29, além de conferências e seminário. Entre as conferências confirmadas para este local estão “A ciência, as sementes e o alimento na construção do Projeto Popular e Soberano para a Agricultura”, com presença confirmada de Leonardo Melgarejo, vice-presidente para a Região Sul da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e de Janete Rosane Fabro, coordenadora da Rede Ecovida de agroecologia pelo Estado do Paraná. 

O Pátio da Reitoria será ocupado pelo “Túnel do Tempo”, que nesta edição tem como tema "História da luta pela terra e a construção da soberania popular no Brasil". O Túnel é um museu popular da Jornada, organizado por estudantes e professores de escolas do campo. 

Boca Maldita 

Com o espaço “Conhecimento em Movimento: na rua pela educação pública”, que irá expor mais de 30 projetos de pesquisa extensão de universidade públicas, além de palestras, oficinas, shows e lançamento de livros.

Para ter mais informações e ver a programação completa, acesse: https://jornadadeagroecologia.org.br/ 

Edição: Laís Melo