Democracia

Ato em SP exige reconhecimento da inocência de Lula neste domingo (13)

Além da liberdade plena do ex-presidente, movimentos defendem soberania nacional e direitos da classe trabalhadora

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

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Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018 para cumprir pena de oito anos e 10 meses, estabelecida no âmbito da operação Lava Jato
Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018 para cumprir pena de oito anos e 10 meses, estabelecida no âmbito da operação Lava Jato - Foto: Ricardo Stuckert

Movimentos populares, sindicatos, frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, Comitê Nacional Lula Livre e sociedade civil se reúnem neste domingo (13) em apoio à decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de recusar a proposta de regime semiaberto. Em ato unificado programado para as 14h, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), manifestantes pedem justiça e reconhecimento da inocência do petista.

O ato tem presença confirmada de lideranças como a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), o ex-chanceler Celso Amorim (2003-2011) e o ex-candidato à presidência Fernando Haddad (PT), além de outras personalidades, de um boneco "Lula Gigante" e manifestações artísticas.

A denúncia da prisão política do ex-presidente é o mote dos manifestantes que também irão defender nas ruas os direitos da classe trabalhadora, a democracia e a soberania brasileira.

Pela lei, Lula já pode usufruir da progressão de pena, mas ele se recusa por entender que isso fere sua dignidade, já que foi condenado sem provas e exige que seja considerado inocente para sair da prisão, onde está desde abril de 2018.

“Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha liberdade”, afirmou Lula em carta apresentada pelos advogados após visita na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), no último dia 30.

Segundo o ex-presidente, o pedido da mudança de regime que partiu de um ofício enviado à Justiça pelas mãos de 15 procuradores da Lava Jato seria mais uma manobra da operação que o colocou no cárcere. Ele afirma que só pretende deixar a cadeia “com a inocência 100% comprovada”.

Segundo o ex-presidente, os procuradores deveriam se preocupar em “pedir desculpas ao Povo Brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à Democracia, à Justiça e ao País”.

Diversas arbitrariedades da força-tarefa da operação em conluio com o ex-juiz Sergio Moro foram reveladas pela série de reportagens “As mensagens secretas da Lava Jato”, do site The Intercept Brasil em parceria com outros veículos de mídia. 

“Cabe agora à Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja Justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão. Tenho plena consciência das decisões que tomei neste processo e não descansarei enquanto a verdade e a justiça não voltarem a prevalecer”, finalizou Lula. 

Edição: Rodrigo Chagas