EDUCADORES EM GREVE

Governo do RS pede mais prazo para avaliar reivindicações dos professores gaúchos

Definição do fim da greve foi adiada; nova reunião vai contar com a presença do governador Eduardo Leite (PSDB)

Brasil de Fato | Porto Alegre (RS)

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Reunião do governo gaúcho com comando de greve terminou com indefinição / Foto: Divulgação Cpers

A reunião de negociação do comando de greve do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) com representantes do governo do estado do Rio Grande do Sul, na manhã desta terça-feira (7), durou cerca de 30 minutos e encerrou sem uma definição a respeito das propostas feitas pelos educadores para encerrar a paralisação.

O Cpers vem pressionando o governo para que o acordo seja firmado e os professores possam concluir o ano letivo. “Nossa pauta é a garantia do pagamento do salário, a garantia de não punição dos grevistas e a observação da gestão democrática, sem abrir mão de cumprir os 200 dias letivos. A responsabilidade que sempre tivemos é de garantir o direito do aluno. Podemos brigar com o governo, mas nunca com os alunos”, afirmou a presidenta do sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

No encontro desta manhã, realizado na Secretaria Estadual de Educação, em Porto Alegre, o secretário da Educação, Faisal Karam, apontou que as reivindicações serão levadas ao governador Eduardo Leite (PSDB) e que uma nova audiência será realizada com a presença do chefe do Executivo em até 48 horas.

Em entrevista após a reunião, o secretário afirmou que a nova agenda com o sindicato será nesta quarta-feira (8), às 11h. O Cpers informou que está aguardando o comunicado oficial do governo.

Além de Karam, a agenda contou com a presença do chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, da secretária de Planejamento, Leany Lemos, e do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa. Um dos pontos polêmicos do encontro foi quando o procurador desviou o debate ao afirmar que o governo cumpria a lei ao cortar o ponto dos grevistas.

A fala gerou múltiplas manifestações de representantes do Comando de Greve, como Neida Oliveira, Alex Saratt e Rejane de Oliveira, para retomar a pauta essencial. O advogado Pedro Otávio Magadan, da assessoria jurídica do sindicato, lembrou que a decisão do Tribunal de Justiça foi em caráter liminar, quando o corte de ponto ainda não era um fato concreto.

O comando dos grevistas também aproveitou a oportunidade de diálogo para reiterar o pedido de retirada dos projetos previstos para votação no final do mês que alteram os planos de carreira do magistério e de outras categorias do funcionalismo público gaúcho.

Edição: Marcelo Ferreira