Repatriados

Coronavírus: brasileiros que pediram para deixar a China embarcam rumo a Goiás

Após apelos, governo brasileiro decidiu tirar os compatriotas do epicentro do novo vírus

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Membro da tripulação faz vistoria em um dos aviões que volta ao Brasil

Os 34 brasileiros que decidiram deixar Wuhan com a ajuda do governo brasileiro decolaram de solo chinês por volta das 17h desta sexta-feira (7), segundo a Força Aérea Brasileira (FAB). A cidade é o epicentro do novo coronavírus.

O voo ao Brasil deve durar aproximadamente 26 horas, estima o Ministério da Defesa. O destino é uma base militar de Anápolis (GO), onde resgatados e tripulação ficarão em quarentena por 18 dias, a partir de domingo (9).

Segundo o Ministério da Saúde, todos os passageiros passaram por avaliação médica, ainda no aeroporto chinês, para analisar a temperatura do corpo e condições básicas antes do embarque.

Caso, durante a quarentena, algum dos repatriados apresente sintomas do novo vírus ou agravamento, será encaminhado de helicóptero para o Hospital das Forças Armadas, em Brasília, ainda conforme a Saúde.

O governo brasileiro decidiu trazer os compatriotas depois de um apelo das famílias que vivem na cidade chinesa isolada pelo vírus. Antes disso, a postura do governo diante da situação era de que estratégias estavam em estudo, mas que haviam entraves diplomáticos, jurídicos e orçamentários.

Ao todo, o novo coronavírus já matou 637 pessoas – todas na China – e infectou mais de 31 mil, conforme a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, não há registro de casos confirmados.

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Lei

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou nesta sexta a lei com regras para enfrentamento do novo coronavírus. A medida facilitou o retorno dos brasileiros, já que liberou o governo de diversas regras, como a realização de processos licitatórios.

Entre os pontos, a legislação prevê medidas como a dispensa de licitação, exames médicos e vacinas obrigatórios a cidadãos, e exumação e requisição de bens para pagamento de “indenização justa”.

O texto enfatiza que as ações “poderão ser” executadas caso o governo julgue necessário e têm validade até o fim do decreto de emergência mundial da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Editado por: Rodrigo Chagas

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