Educação

Em Curitiba, artistas realizam ato em apoio à greve de fome dos professores

Acampados em frente ao Palácio Iguaçu há oito dias, docentes pedem diálogo com governo estadual

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Professores paranaenses estão em greve de fome há 8 dias e pedem que o governo dialogue | Crédito: APP Sindicato

Já são oito dias que dez professores paranaenses estão em greve de fome pedindo a imediata suspensão da prova seletiva para contratação de professores temporários para a educação, proposto pelo Governo Ratinho Jr (PSD). O ato extremo que levou os profissionais a iniciarem a greve de fomeé em razão da falta de diálogo por parte do governo. Para apoiar os grevistas, artistas farão um ato de apoio nesta quinta-feira (26), a partir das 16h30, em frente ao Palácio Iguaçu.

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Segundo um dos organizadores do ato, o músico e pesquisador Ulisses Galetto, o objetivo é sensibilizar a sociedade e pressionar o governo para que os professores sejam atendidos. “Nossa convocação é para todos e todas que se sentem tocados por essa injustiça. O objetivo é ir até o Palácio Iguaçu apoiar os professores, fazer fotos, postar nas redes sociais marcando o governador Ratinho Jr. para que eles não possam mais fingir que não estão vendo nada”, explica.

Além da  suspensão do edital, os professores têm outras reivindicações, são elas: que a organização da prova continue a ser promovida pela própria Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed), utilizando-se da estrutura que se tem da documentação escolar nos municípios. A proposta atual é que seja feita pela Cebraspe, entidade ligada à Universidade de Brasília (UNB) responsável por um conjunto de avaliações estandardizadas pelo Brasil afora; também como em concursos, que não seja cobrada a inscrição de candidatos.

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Além disso, alertam para a  medida discriminatória que impede pessoas do grupo de risco de fazerem a prova. Enquadram-se nesse caso pessoas acima de 60 anos, as que têm doenças crônicas como diabetes e hipertensão entre outras.

O edital prevê que a realização da prova seja durante a pandemia, em cidades polos, gerando a movimentação e aglomeração de mais de 90 mil professores. Os manifestantes alertam ainda para o artigo do edital que abre a possibilidade do não uso de máscaras colocando em risco a saúde de todos.

Editado por: Gabriel Carriconde e Rogério Jordão

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